Até mesmo quem você odeia pode ser muito importante
Alguém que você usa de espelho pra se ver de trás pra diante
Até mesmo quem você não conhece pode ser pessoa de Fé
Alguém que não espera que você não seja o que é
Até mesmo quem te sacaneia também tem o seu papel
Te mostrando o quanto ainda falta pra você bater nas portas do céu
Até mesmo a nossa humanidade pode ter alguma salvação
No dia em que todo mundo reconhece que todo mundo é irmão
Há cento e cinqüenta mil anos atrás
No colo da Mãe África
Éramos todos negros
Sem dinheiro e sem pátria
Uns foram pro norte outros foram pro sul
Esqueceram do vovô macaco
Mas somos todos
Farinha do mesmo saco
Nós somos todos
Farinha do mesmo saco
Até mesmo quem você despreza pode ter o seu valor
Pessoa que não se entrega e não foge da vida por medo da dor
Até mesmo um bêbado e drogado pode ser o porta-voz
Daquele ser iluminado que um dia andou aqui entre nós
Até mesmo a Santa Ignorança também tem sua importância
Fazendo com que a gente cresça pela doença e a inconsciência
Brancospretosjaponesesárabeshindúsmulatasjudeus
Todos feitos à mesma imagem pelo amor do mesmo Deus.
Há cento e cinqüenta mil anos atrás....
E os cientistas norte-americanos, depois de gastar zilhões deDólares e trocentos anos, chegaram a estupefaciante conclusão deque geneticamente falando, não são muito diferentes, vermes,vacas e humanos...
Nós somos todos
Farinha do mesmo saco
E nem entre numas de pensar que você está sozinho
Bem do seu lado pode ter alguém precisando do seu carinho
Por Carlos Maltz.
Chinês empurra suposto suicida da ponte e o acusa de egoísta.
Essas noticias alternativas fazem a alegria da galera, como na comunidade “Anão vestido de palhaço mata oito” e no grande podcast estrelado por Ronald Rios e Nigel Goodman – o Repórter Bêbado. Mas não é preciso vascular noticiários em busca dessas bizarrices ocorridas na China, no leste europeu ou na América Central. No interior do nosso brasilzão rolam muitas dessas histórias – às vezes muito próximas de nós, como na nossa pequena e singela União da Vitória. Histórias essas que, por falta de um site de internet, acabam virando lendas urbanas.
No início da década de noventa, contam os antigos, ocorreu aqui o seguinte causo. A centenária ponte ferroviária Machado da Costa (ponte de ferro), antes de ser modificada e asfaltada para a passagem de carros em 1999, ficou durante muito tempo abandonada, servindo apenas para pedestres e ciclistas. Nas madrugadas era o “point” de todo o tipo de freqüentadores da noite uniãovitoriense, como os metaleiros, que protagonizam essa lenda.
Conta-se que certa noite uma mulher decidiu dar fim a própria vida naquela ponte, mas encontrava-se ainda indecisa, como o chinês que na matéria acima estava procurando mais chamar a atenção do que realmente suicidar-se. Foi então que um dos metaleiros resolveu dar apoio moral a essa senhora e encoraja-la nos seus intentos, empurrando-a da ponte. Acontece que a mulher acabou caindo na parte seca da ponte, uma região de banhado e vegetação ciliar que acabou por “amortecer” sua queda. Não tendo água suficiente para afogá-la a mulher acabou sobrevivendo – e os instantes de queda por quais ela passou, experiências popularmente descritas como momentos onde “passa toda nossa vida diante dos nossos olhos” serviram para dar um novo sopro de amor à vida para a pobre mulher, que não prosseguiu na intenção de dar cabo com a própria vida.
No dia seguinte, um folclórico radialista desceu a lenha nos seguidores do deus-metal, tratando-os como marginais e esquecendo das qualidades humanísticas e motivacionais dos indivíduos nesse episódio. Creio que a experiência deles, aliadas à algumas piadinhas infames e alguns “powerpoints” desses que a gente recebe aos montes em nossos emails os tornariam aptos a darem palestras para qualquer curso de pedagogia no Brasil. Mas não, eles saíram da história apenas como malfeitores adoradores do diabo.
Se essa história é 100% verídica já não sei.
A verdade é que eu estou cansado de ‘’correr atrás’’ das pessoas. De querer me enturmar, fazer parte. Eu sempre falei, desde a pré e a adolescência propriamente dita, em ser excluído, isolado, deixado para trás, tapeado, o termo que for. Durante outro tempo falei em me auto-excluir, em deixar as pessoas de lado e fazer minhas paradas sozinho, mas ao mesmo tempo ‘’corria’’ atrás delas.
Agora a parada mudou. Realmente perdi minha fé nas pessoas. Realmente me liguei que a minha existência não importa para ninguém. E já não quero fazer nada em relação a isso, não quero tentar mudar a cabeça das pessoas ou provar o contrário, tentar mostrar que alguma coisa de proveitosa há em minha pessoa.Se mereço isso, ou faço por merecer, foda-se também.
Me liguei que ‘’amizade’’ não existe, pelo menos não como nos desenhos da Disney ou no “Conta Comigo” onde a gente faz tudo pelos brothers. Há sim um complexo jogo de interesses recoberto com certa dose de sentimento, mas amizade não.
Amor também não existe, ou para mim deixou de existir. Se houve uma oportunidade, ela se foi, e daqui em diante, mais nada.
Uma história da minha vida:
Quando eu tinha os meus, sei lá, 11 ou 12 anos, duas colegas da minha sala resolveram dar uma festinha, o que na época ainda se chamava “festinha americana”. É nessa idade que a gente começa a sacar melhor que uns tem “mais’’ que os outros, que começamos a lidar com a tal da “popularidade” (tão importante nos anos seguintes), ou seja: sacamos todo esse mundo de interesse que rege nossas vidas. Ia ser a primeira “festa” da maioria da nossa galerinha (aniversário de criança não vale), e tava todo mundo na pira dessa festa, contando dias (foi um bom tempo de preparo) e tudo mais. Eu tava muito animado para essa festa. Até que, um dia antes da festa, as duas garotas vieram até mim, na frente de quase todos os meus amigos, e em alto e bom som me disseram:
“viu José, a gente não quer que você vá na nossa festa”.
Desde então, é assim que me sinto com todas as pessoas que conheço, em todos os lugares que freqüento, em todas as situações que já vivi.
Mas agora, eu já nem ligo.
Alguém aqui lembra quando comecei uma série de posts que revisavam toda a trajetória da minha carreira musical nos então 20 anos que eu tinha? Alguém acompanhou? Alguém gostou? Alguém acha que eu poderia voltar a fazer aquela palhaçada?
Sugestões, por favor.
Preciso fazer uma faxina nos links, mudar a minha idade ali no lado e escolher uma imagem nova para colocar ali em cima.
Esse blog comemorou 4 anos hoje.
E eu não vou apagar ele.