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"Como vou querer que as pessoas entendam o que passa pela minha cabeça se nem mesmo eu entendo?"
- Dalí

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conheça o movimento seinfeld.

Um movimento criado pelo amigo Felipe:

Sobre o Movimento Seinfeld

A idéia básica do Movimento Seinfeld é juntar pessoas para rever toda a série e debater, aqui no site. Funciona assim: a cada semana vamos assistir a um episódio, old school, seguindo a ordem oficial, cronologicamente – de Chronicles a Finale. Toda quinta-feira, este site será atualizado com informações e resenha de determinado episódio, para que possamos discutir sobre ele, através do sistema de comentários. Muito simples. Você tem alguma curiosidade a fornecer sobre o episódio? Ele foi importante pra você? Não o achou legal? Por favor, comente. Todo mundo vai querer ouvir. Precisamos recuperar o espírito Seinfeld, que anda meio esquecido. E como exatamente “assistir a um episódio por semana”? Do jeito que você quiser! Essa é a parte legal. Reveja seus DVDs (aproveite os extras!), faça downloads, assista às reprises na TV, veja sozinho, chame seus amigos… É um movimento! Você não vai precisar se cadastrar, nem nada. Basta ter boa vontade e ser educado. Se você já viu certo episódio, é a oportunidade para rever. Se ainda não viu, é a chance de entrar pra história. Uma equipe de moderadores sagazes vai ficar responsável por escrever as resenhas dos episódios (ou convidar colaboradores para fazer isso; se lhe interessar, fique ligado) e manter um banco de dados bacana com listas, links e citações sempre à mão. Ao fim de cada temporada, faremos um podcast especial, comentando os episódios abordados e dando uma idéia da próxima leva. Devemos muito a Jerry, George, Elaine e Cosmo. O site é um agradecimento a eles.

O movimento até já virou noticia no Estadão.

Confira o blog do movimento.

- Escrito pelas 17h00, .

Lemmy is God.

               Lemmy Kilmister

"Foda-se Elvis Presley e Keith Richards, Lemmy é o rei do rock" - Dave Grohl.

Naquele filme "Os cabeças de vento", uma cena chama atenção, quando um dos personagens pergunta ao amigo sobre quem seria o vencedor num embate mortal: Lemmy (Kilmister) ou Deus. O outro personagem então responde: "Mas Lemmy é Deus".
Perguntado sobre isso em entrevista, o próprio Lemmy respondeu: "Eu já vi Deus quando tomei ácido e posso garantir: o cara é bem mais forte que eu".

Foi confirmado o show do Motörhead em Curitiba no dia 12 de abril, algumas semanas depois do meu primeiro salário. Se ainda houver ingresso até lá, verei aquele que além de ter visto deus e liderar o motörhead, foi apenas roadie do Jimi Hendrix. Precisa mais?

- Escrito pelas 16h02, .

diálogo de carnaval.

amigo - cara, se eu fosse uma moeda, toda a mulherada ia querer me colocar no cofrinho.

eu - cara, se eu fosse uma moeda, toda mulherada ia querer me colocar no chapéu do mendigo.

- Escrito pelas 13h34, .

carnaval é época de negar o los hermanos.

Pedro o pescador é um personagem que ganhou fama, prestígio e reconhecimento na história (além de alguns cargos, como virar papa e depois porteiro do céu) por negar Jesus Cristo três vezes antes do galo cantar. Isso é fato. Raul tava lá e contou para nós.

Agora anuncio a todos um movimento muito mais válido do que o cristianismo. O movimento de negar os Los Hermanos nesse e nos futuros carnavais. Até aquele bloco de recife lá, que é ultimo a desfilar...galo da madrugada né? Isso. Vamos negar os Los Hermanos até o galo terminar de desfilar e cantar nesse carnaval.

Por quê?

A linha de raciocínio é muito simples: existe gente chata. No mundo, no país, no estado. Convivemos e lutamos diariamente contra um exército de gente chata. E podemos até ser indiferentes e deixar que os chatos sejam felizes. Mas por outro lado, o Los Hermanos é uma banda legal. Uma banda que a gente curte desde que saiu o bloco. Só que os chatos adoram citar Los Hermanos no carnaval. E não tem nada mais wannabe do que ficar falando em época de carnaval que "eu faço parte do bloco do eu sozinho", ou então citar que "todo o carnaval tem seu fim" entre tantas outras citações carnavalescas dos barbudos. Isso me soa artificial, falso...ou argumento para se sobressair, numa tentativa de, sei lá, se achar.

Convenhamos. Essa de citar Los Hermanos em carnaval já foi legal. Lá por 2002, 2003. Agora já era. Perdeu a graça. Ninguém ganha nada com isso.

Desafio os tantos amigos meus que gostam de Los Hermanos a resistir bravamente e entrar nesse movimento. Vamos negar o Los Hermanos até a quarta de cinzas.

Que tal?

 

- Escrito pelas 15h24, .

minha nova idéia de blog.

Que pode quem sabe substituir esse aqui, afinal, finalmente encontrei algo de que realmente entendo e posso falar com alguma autoridade:

(Baixa) gastronomia.


O blog seria inspirado nesses guias de restaurantes, ou nos críticos de gastronomia (muito bem idealizado no Ratatouille). E também no Papo de Boteco. que recentemente eu passei a acompanhar, além desse curta-metragem que eu acho o máximo. Mas o meu novo blog pensaria em bodegas uniãovitorienses. Mas não só bodegas. Falaria de restaurantes alternativos, padarias, lanchonetes, mercearias que fazem aquele franguinho na "televisão de cachorro"...tudo quanto é lugar que se possa comer (bem) na minha pequena cidade natal, escapando dos lugares mainstream tidos como os "melhores" e os únicos massivamente frequentados.

A intenção não seria fazer jabá. Só comentar aonde está o ouro para os poucos amigos que me lêem. E é claro, dar a opinião do gordo que escreve mal, nunca teve banda, é odiado pela galera, não entende nada de porra nenhuma, mas cujo físico deixa explicito: gosta de culinária. E de alternatividade.

Que tal?

- Escrito pelas 13h02, .

prólogo.

Uma vez por ano, ou de seis em seis meses, elaboro uma teoria diferente que explique os meus fracassos na vida. Semana passada eu cheguei na mais convincente até o momento. Para isso, vou contar-lhes uma história:

Eu estava no ensino fundamental, entre quinta e oitava série (já estudava no período da manhã). Acho que era sétima série, então isso foi em...1999. Todo bimestre acontecia a entrega dos boletins para os alunos no colégio, e sempre tinha uns que não recebiam na hora, o que já se sabia que não era bom sinal: esse aluno teria que vir ao colégio pela tarde acompanhado dos pais. O motivo era sempre o mesmo – notas baixas.
Aconteceu que naquela manhã  o meu boletim não veio, o que achei estranho pois de vez em quando eu resolvia me empenhar mais no comportamento e na atenção e meu rendimento melhorava um pouco, e eu estava passando por um desses momentos. Passou recreio, e as últimas aulas, e chegava a hora de voltar para casa. Já estava me cagando de medo. Desci a José Boiteux tropeçando nos desníveis das calçadas que eu já conhecia tão bem, de tão foda que era o peso que eu tinha nas costas, só imaginando o que viria a acontecer nas próximas horas.
Como era de praxe quando eu aprontava na escola, eu chegava bem quieto, esperava todo mundo almoçar e só depois soltava a bomba. Não funcionava muito bem essa estratégia: todo mundo sabe que as mães tem um detector de problemas, e no nosso semblante já percebem que lá vem cagada.
Após o almoço, contei a notícia para os meus pais, e os procedimentos de praxe aconteceram de maneira natural: uma bela de uma surra do meu pai, surra clássica, com cinto e tudo e todo o discurso que minha mãe fazia e ainda faz: “você só envergonha essa casa”, “que tipo de educação vão achar que eu te dou”, “teus irmãos nunca foram assim” e por ai vai.
Mas isso era só o começo. Ainda teria que encarar o diretor do colégio frente a frente com o meu pai, e os minutos que restavam para a hora de ir até lá passavam em câmera lenta, o que só aumentavam a angústia daquela criança. O pior ainda é que tinha um futebol com a galera naquela tarde, e eu já estava proibido de ir. A situação estava foda demais.
Chegamos ao colégio e o diretor estava ocupado, o que nos fez esperar ainda mais um tanto naqueles corredores naturalmente frios do São José. Eu ainda com o nariz escorrendo, os olhos vermelhos (e outras partes do corpo também) e meu pai suspirando daquele jeito nervoso que só os pais suspiram. Não me olhou sequer um momento até ali. A porta abriu, o diretor nos chamou. “Podem sentar, por favor”. Lá vinha a sentença final.
Senhor...como você já deve saber, o seu filho não recebeu o boletim desse bimestre hoje pela manhã pois eu queria que os pais  estivessem presentes quando eu entregasse”. Nessa hora eu queria que abrisse um buraco no chão para mim me jogar... para o Japão ou não sei aonde, mas longe de onde eu estava...”eu queria na frente do senhor parabenizar o José Roberto pela melhora que ele tem apresentado nas suas notas. Veja a comparação com os bimestres anteriores...ele melhorou em todas as matérias...meus parabéns!”.
Nesse momento eu olhei de canto para meu pai, e parece que todo o peso do mundo que estava sobre os meus ombros, toda a angústia que eu sentira até ali passaram para ele. Cumprimentamos o diretor e voltamos em silêncio para o carro. Até hoje não recebi um pedido de desculpas do meu pai por esse dia. Durante uma de nossas discussões recentemente, falei isso para ele, e ele disse que não, que nem tinha batido em mim. Era mentira minha. Deve ser uma memória de pai, semelhante a daqueles alemães que "esqueceram" o holocausto...simplesmente apagou...para ele. Para mim a lembrança até hoje é viva.

Essa história exemplifica muito bem a maneira como eu vejo a minha vida. De nada vai adiantar eu me esforçar para tentar passar no vestibular que eu quero fazer. Nem me dedicar à faculdade que eu comecei a fazer a contragosto. De nada adianta fazer planos para o futuro, tentar ser alguém, construir uma família, ser um bom namorado ou amigo. A vida não recompensa meus esforços. Sempre que eu tentar me dedicar para alguma coisa, haverá uma surra me esperando no final. E quando a história mostrar que eu tinha razão, pedido de desculpa algum irei ouvir.

Acho que não quero mais escrever aqui.

- Escrito pelas 14h07, .

dr. bactéria.

Esse maluco me assustava no quadro que tinha no fantástico. Porque no final das contas tudo, mas tudo a sua volta está infestado de bactérias assassinas que vão te dar alguma doença ou te matar. Ninguém está livre. Elas estão te vigiando, e esperando a hora certa para atacar. E isso me dá medo.

Porém, o mesmo dr. bactéria fez um grande favor a nós, desmitificando uma das maiores lendas urbanas modernas. A de que tomar cerveja na latinha é perigoso, por causa da urina dos ratos nos depósitos e blá blá blá. Num programa de rádio o cara falou que esssa parada do mijo só dá se você tomar a cerveja quente. O gelo mata qualquer microorganismo nocivo que possa estar na lata. E como ninguém é idiota de tomar cerveja pilsen quente...fica ai a dica: pode beber a vontade, você não vai morrer.

Não sei se o burro sou eu e somente eu ainda não sabia disso, mas essa informação foi esclarecedora.

Isso me deixou muito mais tranquilo. Agora sei de alguma coisa que está livre de bactérias loucas para me matar: a lata de cerveja. E agora vejo o dr. bactéria como amigo, não como um cara querendo me apavorar. E não tenho mais medo dele.

- Escrito pelas 11h41, .

conclusão.

Os melhores amigos que eu tenho, ou os únicos que são verdadeiros, são aqueles que me tratam como o lixo que eu realmente sou. Sem elogios, sem fofuras nem leros-leros. Esses sabem da merda que estão lidando e mesmo assim são camaradas - por isso são verdadeiros.

- Escrito pelas 00h12, .

proposta.

dou cinco reais e um abraço em quem me ajudar a encontrar a música Boêmio de Verdade, do Dominguinhos da Estácio para baixar.


Atualizando. Consegui a música no mp3tube, graças à arte ninja ensinada pelo Tiago de tirar músicas dos arquivos temporários, e ao yahoo!respostas por me ensinar onde fica os temporários do firefox. Mesmo assim obrigado a você que tentou me ajudar, seja pelo cincão ou pelo abraço.

- Escrito pelas 15h55, .

- Ver os textos que já foram pros arquivos.