ninguém josé

"Como vou querer que as pessoas entendam o que passa pela minha cabeça se nem mesmo eu entendo?"
- Dalí

Tolkien

~ Lista de assuntos ~

  1. Todos

Ver textos mais antigos

- Links -


By TwitterIcon.com

dica.

Conheça Le Bohèmes. Banda que me convidou para ser seu baixista, e que em certa medida eu já participei anteriormente (só que foi apenas um ensaio). No link, você pode ouvir algumas belas músícas já.

Você pode acessar também o blog da banda, no qual eu também escreverei. Ou seja, como baixista, sou um ótimo blogueiro.

obs- Companheiros de banda, perdoem-me a piada acima.

- Escrito pelas 01h15, .

dica

    

Jules & Jim - Uma Mulher Para Dois, de François Truffaut. às 23:30, no Futura.

- Escrito pelas 14h47, .

eles(as) representam você?

Jardel Gregório é um atleta exemplo para o nosso país - considerando que um país realmente precise de um atleta exemplo ou herói, tanto faz. O time de vôlei também é. Jardel e os caras do vôlei tinham que ser um exemplo para todo o resto dessa galera brasileira ai que se fodeu nas olimpíadas justamente por eles não agirem como brasileiros.
Robert Scheidt ganhou prata, mas cansou de ganhar ouros. O Rodrigo Pessoa também. O provável único ouro nosso nessa edição, o do César Cielo, também é louvável. Mas esses três nomes são de caras que nasceram em boas condições de vida, ricos, e que puderam praticar seus esportes à vontade. Não há vergonha nenhuma nisso. Mas eles não entram no perfil que a globo e a mídia em geral querem moldar para o atleta brasileiro em qualquer evento esportivo: o do cara pobre, favelado, que se fodeu na vida e agora com a graça do nosso senhor jesuis se deu bem na vida correndo atrás de uma bola ou fazendo outra coisa (muitas vezes deixando até de estudar para isso). O brasileiro que disputou as provas de tiro disse em entrevista que cada não sei quantas balas que ele precisa para treinar custam uns 6 mil reais. Você se identifica com ele, ou com o faveladinho que fugia da escola para jogar bola? Eu, particularmente, preferiria estudar, virar um dentista como o cara do tiro e poder ter a minha grana para fazer essas coisas. Mas o brasileiro comum não. O governo tem que financiar o esporte.
Os caras do vôlei também tiveram boas condições de vida, acredito eu. Mas eles são esporte coletivo, o que é a preferência do brasileiro. Porque mesmo com a mídia sempre talhando uma vitória individual como de uma nação inteira (algo como, "o Brasil ganhou um GP da fórmula 1"), até para o mais ignorante dos brasileiros fica meio na cara que na verdade, foi o César Cielo que nadou para ganhar o ouro, não o Brasil todo. No esporte coletivo, o nome do país se evidência: não é o José Such, atleta do arco-e-flecha competindo: é o Brasil-il-il-il-il.
Jardel Gregório não ganhou nada. Ficou em 6º (o sexto melhor saltador entre 6 bilhões de humanos, uma vergonha para os brasileiros). Mas eu achei muito massa ver o negão competir. Porque o cara tava ali se achando, e com a razão. Quem aqui consegue sair correndo e dar três pulinhos somando quase 18 metros? Ele consegue. Essa é a credencial para ele estar lá competindo, enquanto eu estava aqui tomando café, ganhando peso e assistindo ele. O cara teve a moral de fazer quase 90 mil pessoas baterem palmas para ele saltar, enquanto eu fico todo faceiro por ter passado dos 10 assinantes do blog novamente. O cara fez cara de malvado, bateu no peito, agitou a galera, gritou e saltou. Não ganhou medalha. Ou seja: você, brasileiro, não conquistou o salto triplo. Mas o negão continua sendo foda. Na vida é necessário nos sentirmos fodões, como já disse o Lobão. E é isso que faz de Jardel Gregório um exemplo, na minha opinião: ele não age como um brasileiro.
Brasileiro é eterno agradecido. Se emociona com a própria emoção. Agradece ao senhor jesuis por estar lá e fica nesse balela de "o importante é competir", quando qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento de história sabe que as olimpíadas já chegaram a ser campo de batalha ideológica na guerra fria. Aquilo não é brincadeira. E o lance não é competir, não é ver na tevê a casa da mãe do atleta cheio de vizinho querendo aparecer na globo. Não é ser o herói da pátria. É treinar 4 anos para estar lá entre os fodas. Há quem diga que aquele jamaicano que quebrou altos recordes seja o arrogante por gritar, para milhões e milhões de pessoas que assistiram a prova dele: "i'm the number one! i'm the number one! I'm the golden boy!". Isso é o certo. Dar uma de foda. Porque se você está lá, você é foda. E não deve agir como um "atleta de país subdesenvolvido agradecido por deus cuja mãe está chorando na globo mas tem certeza que o importante é competir". Humildade é interessante, mas modéstia é fraqueza.
O time de vôlei é foda. Os caras treinam para ser perfeitos. Se perdem, perderam porque o outro time jogou melhor. Quase crucificaram o técnico por ter perdido a liga mundial, mas esqueceram que eles ficaram 6 anos ganhando tudo que disputaram. Coisa de brasileiro. E o futebol é uma merda nesse sentido.
Defendo os homens porque eles são sinceros. Acredito que eles não estão fazendo força para esconder que só tão nessa pela grana. Eles tão pouco se fodendo para o povo brasileiro, enquanto a gente gazeia serviço para assisti-los. O que me trinca são essas mulheres.
Há uma piadinha que diz que a seleção feminina é composta por homens. Tem até um Maicon lá. Minha mãe diz que é racismo, só porque são todas negras. Não concordo. São mesmo é feias, e a feiúra delas que as faz parecer com homens não vem na cor da pele, e sim da feiúra mesmo. A seleção de volei feminino tem altas negras gatas. Eu não vou chamar elas de homens por serem negras. E a CBF não ajuda em nada isso quando tenta, por exemplo, escalar Milene Domingues, ex-Ronaldinha, para "femininizar" a seleção. E as mulheres que dizem que essa piadinha é racista são no mínimo hipócritas, por que racista são elas.  Quando tem Copa do Mundo e rola matéria sobre "os gatos da copa", quem aparece? Os Italianos, o loirinho Beckham...E os negões brasileiros? E o Ronaldinho? Hã hã?
Esse futebol feminino é uma palhaçada. Tem que se foder mesmo. A globo mostra a casa da mãe de uma das jogadoras, e lá aparece a veia falando "no senhor jesuis". Jesus não joga bola, ele tá sempre pregadão. Quem joga são elas, e elas perderam o jogo. Pagam pau para essa Marta, ela se acha a fodona (mas não se acha à la Jardel, se acha à la "sou a heroína do Brasil") e se fodem. Aí vem o Galvão falar o nome da juíza. Como que diz: "vamos anotar o nome dessa aí e pegar ela na rua". Diz que o Brasil jogou bonito, e os EUA tem um futebol feio. Que isso é injusto. Injusto o caralho. Esporte é técnica sim, mas é estratégia, é preparo físico, é marcação...e é quem faz a porra do gol. Pedalada não ganha jogo. O Brasil é pentacampeão jogando bonito, mas se somar os títulos mundiais de Itália, Alemanha, Inglaterra, Uruguai e todos os outros que jogam o "futebol feio", o Brasil fica para trás.Bem para trás.
Pensando bem, seria melhor que elas tivessem ganhado. Elas iriam virar heroínas do Brasil. Desfilariam em carro de bombeiro, iriam no Faustão...A carreira delas ia acabar logo, iriam virar técniquinhas fuleiras, e se foder na vida. O time dos Estados Unidos é composto todos por universitárias: elas iriam voltar com uma prata, voltariam para suas faculdades, estudariam, teriam formação, cultura...E ninguém ia reclamar que foi falta de apoio financeiro do governo dos Estados Unidos. Lá eles investem em tecnologia e armas para um dia vir aqui e roubar nossa água potável. Esporte faz quem quer, e treina como puder. Patrocínio é necessário? Fica então para iniciativa privada...quer publicidade melhor que financiar atletas de uma delegação que ficou em todas as olimpíadas entre os primeiros lugares?
Enquanto isso, o Brasil investe 5 bilhões de dólares para fazer um panamericano no Rio, só para dizer que ficou na frente de Cuba, um paisinho comuna que tem uma população menor do que Curitiba. E agora querem uma Copa em 2014 e uma Olimpíada para 2020. Clonem o Galvão, que até lá esse não dura. Peçam pro senhor jesuis que ele trará a olimpíada para cá. Afinal, o pai dele não é brasileiro?

Prefiro bater palminha pro Gregório do que sentir pena da Marta. E a goleira dos EUA era muito gata.

- Escrito pelas 13h25, .

sempre a mesma coisa.

Na vida nada se cria. Alguma coisa se copia; mas também se plageia, e muito.

Sempre to querendo abandonar meu blog. Mas também, quando não tenho nada de importante para fazer e não há nada de bom para ver na internet, resolvo mergulhar de o que há de mais porcaria na internet, e encontro plágios e plágios...alguns até de mim, vejam só!

Se eu abandonar esse blog e parar de postar em comunidades do orkut o prêmio nobel de literatura vai ficar mais sem graça no futuro.

E isso que dizem que eu não sirvo para escrever. Mas para inspirar e ceder (sem ser consultado) idéias, sou quase um Dostoievsky.

- Escrito pelas 10h05, .

falcatruando.

Nesse ano eram três os filmes que eu aguardava ansiosamente uma oportunidade de assistir: Once (surpreendentemente agora em locadoras daqui da cidade, ou seja: nem precisava ter gastado tempo procurando na net para baixar), I'm Not There e Across The Universe. Gostaria de partilhar minhas humildes impressões sobre eles aqui, começando pelo último que eu assisti, Across The Universe.

Acho que nada que seja relacionado aos Beatles corre o risco de não ter sucesso. Não é o primeiro filme que eu vejo baseado em canções deles: Uma Lição de Amor também é. Mas o Across The Universe é em certa medida original porquê é um musical baseado nas canções dos fab four. Antes disso, acho eu, só os próprios Beatles fizeram filmes baseados (ou não) nas suas próprias canções. Aliás, fizeram altos filmes.

Desde quando vi o primeiro trailer do Across The Universe eu soube que ia ser um grande filme (afinal, repito: nada que tenha a ver com Beatles dá errado). Mas quando começei a assistir fiquei um pouco com medo de ser um mero High School Musical com interpretações de músicas dos Beatles, mas passou logo. De resto, tudo que eu posso comentar já foi dito antes: legal como foi montada a história com as músicas; legal os nomes das personagens serem tirados de músicas também (Jude, Lucy, Maxwell, Prudence, Jo-Jo, Sadie); legal outras referências no texto, como quando perguntam de onde veio a Prudence e alguém responde: "ela entrou pela janela do banheiro", ou ao rooftop concert e coisas assim; legal as referências à Janis Joplin e ao Hendrix nas personagens Sadie e Jo-Jo; legal todo a referência à contracultura do fim da década de 60; legal o visual do filme, em fotografia e em efeitos; e parece coisa de menininha, mas legal também as coreografias durante as músicas. Até o Bono Vox como o Dr. Robert (cantando I Am The Walrus em versão Oasis, como disse o felipe) ficou legal.

emociona. 

- Escrito pelas 12h47, .

sobre ser "mais ou menos"

Ser mais ou menos é uma das minhas sinas. Nunca me destaquei em nada, nunca fiz algo realmente bem, daquelas coisas do tipo que marcam você, que viram uma marca registrada sua, ou uma referência...sei lá.

É foda ser mediano em tudo. Eu fui mais ou menos na banda do colégio, eu sou mais ou menos músico, eu fui mais ou menos no basquete, eu era mais ou menos na escola. Sou um acadêmico mais ou menos, escrevo mais ou menos, sou/serei um professor mais ou menos. Na vida pessoal é a mesma coisa: sou um filho mais ou menos, um namorado mais ou menos, um amigo mais ou menos. Acho que nem para inimigo de alguém eu sirvo: aposto que meus adversários não me vêem com o desprezo de alguém que sabe que está diante de um oponente à altura ou que oferece algum risco de vencê-los; até para eles devo ser do tipo desprezível, como se eles olhassem para mim e perguntassem a si mesmos: "será que vale a pena perder tempo competindo contra um adversário tão fraco".

Qual é a marca que eu carrego comigo mesmo? Quando os colegas de colégio pensam em mim, eu duvido que alguém lembre do José como um bom jogador de basquete, um cara inteligente e que ia bem em todas as matérias ou alguém que tinha um futuro pela frente. Assim como meus colegas e professores na faculdade não devem me ver como um futuro bom professor, ou bom acadêmico, um cara que se dá bem nos trabalhos, nas coisas que escreve ou então como um candidato sério a entrar num mestrado e seguir em frente na carreira. Ou então, nenhuma banda pensou em ter o Zé como integrante, por ser eu um bom músico. Nem nas rodas de violão, onde geralmente todos estão em algum nível de embriaguez eu consigo me destacar, fazer alguém pensar em "como o zé toca bem" e coisa e tal.

Não devo entrar no top5 de nenhum dos meus amigos. Dificilmente aguém me vê como melhor amigo. Assim como eu nunca vou ser motivo de orgulho para os meus pais, irmãos ou o restante da familia: sempre serei a vergonha, o fracassado, o chato...Também me considero incapaz de fazer minha namorada feliz da maneira como ela merece. Mesmo com o que ela sente e me diz, sinto que eu poderia ser um companheiro muito melhor, mas que não tenho capacidade para isso. E antes de namorar, nunca fui o cara desejado, o considerado bonito ou interessante. Sempre, em tudo, em todos os lugares, em tudo que fiz e com todos que convivi fui sempre "só" o zé.

E eu não gosto de meio-termos. Ou é sim, ou não - sem espaço para o talvez. Quem fica em cima do muro leva pedra de ambos os lados. E como eu nunca fui nem sou muito menos serei bom em qualquer coisa, preferiria eu nunca ter pegado num violão (e antes num euphonium), nunca ter praticado esportes ou entrado numa faculdade. Eu nem deveria ter feito o ensino fundamental: para um bom chapa, nem é preciso. Deveria ser abandonado por meus pais em algum orfanato e nunca ter feito amigos.

Maldita decisão que foi essa de termos decidido descer das árvores. Maldita sociedade que cria valores para nos cobrar depois. Malditas exigências da vida. Maldita vida. Não deveria nunca ter pego num livro. Não deveria nem escrever.

- Escrito pelas 12h40, .

domingão de uma semana da geeeenti

Minha ausência durante os ultimos dias teve um bom motivo. Resolvi passar, tá certo que a contragosto inicialmente, uma semana mergulhado no mundo do trabalho, o que eu não estou habituado. E eu não to falando de qualquer tipo de trabalho aqui. O lance é serviço braçal, coisa de cara filiado ao PCO. Enquanto muito filhinho de papai monta banda punk pra reclamar do capitalismo, lá foi o zé sentir na pele como é se foder trabalhando de peão.
A história começa com a seleção de monitores para o FERA, um festival de arte para a rede estudantil do governo do Paraná. 40 pratas por dia, eu precisando de um troco fácil, entrei nessa na hora. Só que a mim, e mais alguns acadêmicos sortudos, sobrou apenas a vagana equipe de apoio técnico do evento. Ou seja, chapas. Descarregar e carregar caminhões, fazer o serviço pesado para os monitores não fazerem nada e ainda rir de nós.

Agora, pense na cena: gordo, sedentário, com problema no joelho e acostumado a ir dormir no mínimo às duas da manhã tendo agora que pular cedo da cama, fazer serviço pesado o dia todo e pela noite tentar aproveitar alguma coisa na faculdade. O resultado disso: a pior semana da minha vida. Trabalhei na chuva, no frio, com fome, perto da exaustão e tudo isso para ficar 360 reais mais rico.

Mas não deixa de ser um aprendizado. Constatei que é verdade quando dizem que não há nada pior do que receber ordens de alguém mais burro que você. Me senti na pele do operário da construção do chico e entendi como é "comer feijão com arroz achando o máximo". Descobri que cerveja tem um gosto maravilhosamente melhor quando tomada depois do "seuviço", e que café e cigarro durante os intervalos trabalho também. Aprendi também um pouco do bom e velho funcionalismo público, e dei bastante nó nos serviços. A turma dos chapas durante essa semana
se politizou, adquiriu consciência de classe e quase armou umas greves. Tudo isso em sete dias. Aprendemos agir como trabalhadores genuinos,
praticando a boa e velha "pedreiragem" (mexer com barangas no meio do trampo), dando apelidos uns aos outros, contando piadas e fazendo brincadeiras bem no nível "popular" e articulando bebedeiras e sinucas para o final de semana.
Uma cena marcou. No final da parada, quando já desarmavam as estruturas do evento e a gente estava lá, carregando caminhões e caminhões, tinha um maluco da empresa que montou os palcos desmontando sozinho uns tablados, coisa que a gente mal conseguia erguer em dois. Tipo, o maluco era gigante. E não era bombadão de academia - dava para sacar que aquilo ali era trabalho mesmo. Um modelo para nós, iniciantes na profissão de chapa.Mas ai é que tá. O maluco era todo fortão, saudável e coisa e tal, mas a vida dele foi, é e será isso. E a gente depois de uma semana já não aguentava mais.
Eu por exemplo, em quatro meses estarei com o diploma. Espero nunca mais ter que fazer isso na vida. Por que é foda. Mesmo sabendo que eram todos acadêmicos, algumas pessoas da organização desse evento (sobretudo o pessoal que é daqui da cidade) nos tratava verdadeiramente como reles "oreias secas". E isso é uma situação duplamente trágica: se por um lado, achávamos foda sermos tratados como simples burros de carga por aquela gente (mais burra que a gente, e que nem pra carga serviam), por outro viamos como os caras que realmente fazem desse oficio o seu ganha pão diário se fodem com esses patrões. Um tratamento que não se deseja nem para animais é o que esses caras tem que aguentar.
Essa foi uma expêriencia ótima para dar risada, fazer amigos, ter novas histórias para contar e ganhar uma grana extra. Mas também a gente acabou entrando em contato com um lado da vida que ao menos eu nunca tinha sentido na pele. Eu vejo uma galera ai que digita Marx no google e compra uma camiseta do Che Guevara e sai por ai falando em melhorar a condição dos trabalhadores e tal, mas que mal faz idéia do quanto realmente se fode essa galera.
Outra coisa que eu passei a dar mais valor é a galera que eu conheço que trabalha o dia todo e ainda estuda a noite, muitas vezes até vindo de suas cidade até União da Vitória para fazer uma faculdade. Isso é uma parada realmente tensa. Eu agora até entendo um pouco mais a fixação que o povo tem por novela, ou outros programas babacas da tevê. É realmente foda você pegar no pesado o dia todo e a noite ainda querer ler um livro - quanto mais um de nível acadêmico.

E eu to dizendo tudo isso só por sete dias de trabalho, rs. Se fosse um mês, eu já estaria organizando uma passeata por ai. hahahahaha

- Escrito pelas 01h26, .

you-"serial killer"-tube

Me chamou atenção um post, se não me engano do kibeloco, com um link para uma entrevista de uma garotinha que foi a única sobrevivente de um acidente de trânsito (se eu estiver errado, alguém me corrija) que vitimou toda a sua familia. Agora a pequena menina está sob a guarda de uma tia, que parece ser de condições de vida inferiores ao da sua familia. Perguntada sobre o que ela mais sentia falta, a garota não hesitou em responder que era a falta da internet, que sua tia não possuia. Agora a menina não podia usar nem msn e nem orkut para se comunicar com seus amiguinhos. Com humor, o autor do kibeloco ainda comentou sobre a noticia: "Tecnologia 1 x 0 Familia".

Isso é só mais um sinal do processo que vem acontencendo de substituição de valores e de costumes pelos hábitos na internet. Amigos não se reúnem mais, conversam no msn. Quando brigam, bloqueiam no msn ou excluem da lista de amigos do orkut. Assim que andam nossas relações sociais: tem gente que até faz sexo virtual! Crianças não brincam mais, agoram jogam no computador online (o vídeo game perde a graça jogando sozinho: assim, o quente era convidar os amigos pra jogar junto).

Essa coisa da tecnologia invadir nossas vidas dessa maneira tem tomado proporções surpreendentes. Vejam o meu caso:

Sonhei essa noite que eu estava no msn, e um amigo meu me mandou uma mensagem com um link do youtube para um trailer, que segundo ele era de um filme muito massa. Quando fui assistir o trailer, o filme era um terror tão foda que eu acordei do sonho apavorado, e com custo consegui pegar no sono novamente.

A internet agora está invadindo os nossos sonhos, vejam só. Acho que o meu caso é o primeiro registrado na história de alguém que teve um pesadelo no qual estava assistindo a um vídeo do youtube. Mas ainda bem que era só um sonho, afinal, meu computador "calculadora gigante" não roda youtube, hahahahahahahaha.

- Escrito pelas 16h29, .

bobagem.

Escrevi em menos de 5 minutos. Não liguem:

 

*   *   *

Acordou no meio da madrugada com o apito do trem. Era uma noite fria de inverno, e pela janela aberta (era claustrofóbico demais para dormir num quarto inteiramente fechado) nada enxergava, tamanha era a densidade da cerração que fazia. "Esse apito é o chamado dos passageiros, preciso me apressar ou perco o trem".
Levantou apressadamente, foi ao banheiro. Mijou, lavou a cara e foi logo para cozinha. "Quase cinco e meia, o tempo é curto!". Passou rapidamente manteiga numa fatia de pão, apanhou uma fruta e um copo de leite. Por uns momentos fixou sua atenção ao redor da mesa vazia e pensou em quantas refeições já havia feito ali. "Mas agora é hora de partir, esse mundo já está pequeno demais para mim".
Queria ir embora de lá, sumir, deixar tudo e todos para trás. Nem preparou mala: a roupa do corpo, alguns documentos e aquela foto - era tudo que precisava.

Deitou novamente, cobriu-se e pesadamente adormeceu.

Não havia trem algum apitando, e os trilhos da velha estrada de ferro ou foram retirados, ou o mato tomou conta. Eles eram a única saída para ele.

Virou para a lado e olhou a velha cidade pela última vez. Pensou em quantas vezes passou por aquela aveninda para voltar para casa. Logo afastou aquele pensamento e seguiu viagem. Alguns quilômetros à frente e ele verá que não há saída. Em poucas horas tudo vai recomeçar.

- Escrito pelas 00h48, .

preto e branco.

Quando criança, eu achava que o mundo antes era todo em preto e branco. Eu assistia na tevê imagens antigas, e quando perguntava para a minha mãe porquê da imagem ser daquele jeito, talvez ela por não entender a minha pergunta ou por não imaginar no que eu estava pensando, só me respondia que "naquele tempo, era em preto e branco mesmo". Assim, por um bom tempo eu imaginei como era viver num mundo onde tudo era preto e branco (e variações de cinza). Formulava teorias e me perguntava sobre quando o mundo deixou de ser preto e branco e ganhou cores vivas.

Logo eu descobri que era só em imagens velhas de tevê e em fotografias antigas que o mundo era em preto e branco.

Porém, eu cresci mais um pouco e descobri que sim, nossa vida pode muitas vezes ser em preto e branco, sem colorido algum.

- Escrito pelas 01h01, .

- Ver os textos que já foram pros arquivos.