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"Como vou querer que as pessoas entendam o que passa pela minha cabeça se nem mesmo eu entendo?"
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no alto de tantas glórias.

O dia de hoje é uma data especial para mim por dois motivos. Além do aniversário do meu falecido avô, principal referência que eu tenho na vida, a noite de 31 de julho de 1985 ficou para a história do futebol como a data da conquista do campeonato brasileiro pelo glorioso Coritiba Foot Ball Club. O primeiro clube fora do eixo SP-RJ-MG-RS a conquistar um título nacional, é sempre motivo de chacota por parte de torcedores de outras equipe devido ao adversário naquela final, o hoje inexpressivo Bangu. Mas isso não passa de um tremendo atestado de ignorância da parte dessas pessoas, que insistem em falar o que acham, sem ao menos prestar atenção aos fatos que ocorreram naquele ano. Tudo bem que a campanha do Coritiba naquele ano não foi brilhante: com um aproveitamento de apenas 41,37% e um saldo de gols negativo no final, o Coxa foi campeão "nas coxas". Mas, eu sempre me pergunto: se o Coritiba era "tão ruim" como dizem os críticos, porque o time deles não venceu naquele ano?

A Taça de Ouro, como foi chamado aquele campeonato, foi disputada na seguinte forma: quatro grupos, A e B com dez equipes, C e D com 12, sendo que os dois primeiros tinham os 20 mais bem classificados times do ranking CBF (ou seja, a primeira divisão) e nos dois grupos finais as equipes mais bem colocadas nos campeonatos regionais de 1984 (como campeão paranaense, o Pinheiros é o outro clube do estado a participar no torneio). O Coritiba ficou no grupo A com: Atlético "original" Mineiro, Corinthians, Guarani, Grêmio, Botafogo-RJ, Fluminense, Palmeiras, América-RJ e Santa Cruz.
Eram dois turnos, e o vencedores dos turnos em cada grupo se classificavam. Os classificados no primeiro turno foram, na ordem dos grupos: Atlético "original" Mineiro, Flamengo, Sport e o Bangu. No segundo turno classificaram-se Coritiba, Bahia, Ceará (o Sport venceu novamente e o segundo se classificou) e Brasil de Pelotas (idem).
Outro critério para classificação na segunda fase era o índice técnico em cada grupo. Os dois primeiros grupos (a 1ª divisão) classificaram Corinthians e Guarani (A) e Vasco e Internacional (B). Nos outros dois grupos, Mixto-MT e CSA-AL (C) e  Ponte Preta e Joinville (D).

A Segunda Fase também foi dividida em quatro grupos, do E ao H. Classificavam se os campeões de cada grupo. o Atlético "original" Mineiro foi o campeão do grupo E. O Brasil de Pelotas foi o campeão do grupo F, batendo o "todo poderoso" e Flamengo. que ficou em segundo. O Coritiba venceu o grupo G, no qual o "pseudo-poderoso" Continthians ficou em último lugar. O Bangu foi o campeão do gruo H, batendo Vasco e Inter, outros "grandes".

As semifinais podem ser consideradas as verdadeiras finais das duas divisões. Eu considero a final do campeonato brasileiro o confronto Coritiba e Atlético "original" Mineiro, esse jogo sim um verdadeiro atletiba. No primeiro jogo no Alto da Glória, Coritiba 1x0. No jogo de volta em Minas, empate sem gols. Coritiba na Final. A outra semifinal, para mim final da segunda divisão, se deu entre Bangu e Brasil de Pelotas. O Bangu venceu ambas as  partidas (1x0 e 3x1). Estava formada a final do campeonato brasileiro de 1985.

A partida única foi realizada em 31 de julho de 1985, a exatos 23 anos, no estádio do Maracanã. Eis a ficha completa do jogo:

Taça de Ouro - final
Bangu 1x1 Coritiba
Nos pênaltis Bangu 5x6 Coritiba.
Estádio Maracanã
Público pagante: 91.527
Renda: Cr$ 848.064.000,00
Árbitro: Romulado Arpi Filho.

Bangu:
Gilmar; Márcio, Jair, Oliveira e Baby; Israel, Lulinha (Gilson) e Mário; Marinho e João Cláudio (Pingo)
Técnico: Moisés.

Coritiba:
Rafael; André, Gomes, Heraldo e Dida; Almir (Vavá), Marildo (Marco Aurélio) e Tóbi; Édson, Lela e Índio
Técnico: Ênio Andrade.


FATOS:

O dirigente do Bangu na época era Castor de Andrade, o maior controlador do jogo do bicho no Rio. Com grana suja também se faz futebol. Vide 2001.

Favoritos (tirado dos: helênicos) - Antes de iniciar o Campeonato, seis clubes dividiam a atenção e preferência dos analistas esportivos. Veja os destaques de cada uma destas equipes:

Corinthians: Carlos, Édson, Juninho, De León, Wladimir, Dunga, Biro-Biro, Casagrande, Zenon, Paulo César, Arthurzinho, Serginho e João Paulo.
Fluminense: Paulo Vítor, Aldo, Duílio, Ricardo Gomes, Vica, Branco, Jandir, Leomir, Delei, Romerito, Assis, Washington e Tato.
Atlético Mineiro: João Leite, Nelinho, Luizinho, Paulo Isidoro, Elzo, Éverton, Sérgio Araújo, Reinaldo, Edivaldo e Éder.
Flamengo: Fillol, Jorginho, Leandro, Mozer, Andrade, Adílio, Tita, Bebeto, Robertinho e  Lico.
São Paulo: Oscar, Darío Pereyra, Nelsinho, Pita, Müller, Careca e Sidney.
Internacional: Gilmar, Luís Carlos Winck, Aloísio, Mauro Galvão, Ademir, Ruben Paz e  Kita.

Nenhum foi campeão naquele ano.

Se dizem que o título do Coritiba foi "zebra" e ainda dão risada do Bangu ter sido o adversário, onde estavam os supostos "grandes" (leia-se: paulistas e cariocas, e também gaúchos e mineiros) na tabela?

4º lugar - Atlético "original" Mineiro.
9º lugar - Flamengo.
10º lugar - Internacional.
11º lugar - Vasco.
16º lugar - Corinthians.
22º lugar - Fluminense.
23º lugar - Grêmio.
24º lugar - Botafogo-RJ.
26º lugar - Santos.
27º lugar - São Paulo.
29º lugar -Cruzeiro.
30º lugar - Palmeiras.

Me pergunto, se algum dos times acima citados fosse campeão, ele seria vitima de sarro por ter vencido o Bangu? Com exceção é claro do Flamengo, que declararia-se campeão após o jogo contra o Atlético-MG e teria medo de jogar contra o Bangu, como aconteceu dois anos depois, diante do Sport.

Se o regulamento do campeonato foi estranho, não é culpa do campeão. Todas as equipes aceitaram disputar com essas regras, e campeão é campeão e não há discussão. Em outros anos o campeonato brasileiro também foi disputado de maneira semelhante. A antiga CBD, na época da ditadura, fazia esses campeonatos gigantes (pão e circo, manja?) onde disputavam 50, 60 e até mais de 70 times. Com tanto time, não raro ocorriam outras zebras como o Bangu e o Brasil de Pelotas em 85: Em 75, o Santa Cruz ficou em quarto lugar no campeonato vencido pelo Internacional. Em 77, com o São Paulo United campeão, o terceiro lugar foi o Operário-MT e o quarto o Londrina. Em 78 o Guarani foi campeão. Onde está hoje o Guarani? Em 81 foi a vez da Ponte Preta ficar em terceiro, com o Grêmio campeão. O Guarani ficou em terceiro no ano seguinte, no título do Flamengo. Em 83, o Patético Genérico foi em 4º lugar, com o"Flamengo campeão mais uma vez. Em 86, mais uma vez o bugre (Guarani) foi bem e ficou em terceiro, com o SPUnited campeão. A partir de 87 o numero passou a ser reduzido, mas houve em 88 o Bahia, em 96 a Portuguesa como vice-campeã, em 2000 a Copa João Havelange vencida pelo Vasco, que teve como vice o até então desconhecido São Caetano (que tem agora voltado para o seu lugar de origem) e o glorioso Malutrom (hoje J. Malucelli) em 16º, e em 2001 o resultado
mais patético da história.

Nada contra o Guarani, a Ponte, o Santa Cruz ou outros times citados ai. Mas eu os citei aqui para fazer a pergunta: Se o "normal" dos primeiros lugares é ser ocupado por Cariocas, Paulistas (Capital e Santos), Gaúchos e Mineiros, por quê só citam 85 como zebra, quando teve tantos outros resultados que podem ser considerados zebras e quem ninguém lembra? Só porque os campeões eram os tais "grandes"?

1985 foi um ano único para o Coritiba? Não. Ao logo da história do campeonato brasileiro, o Coxa teve várias ótimas campanhas:

1971- 10º lugar
1972- 5º lugar
1973- 8º lugar
1976- 9º lugar
1979- 4º lugar
1980- 4º lugar
1984- 9º lugar
1985- Campeão
1998- 6º lugar
2003- 5º lugar

O Coritiba então celebra hoje o aniversário de seu maior título, conquistado com méritos e que deve ser respeitado. Não foi nenhuma zebra, e sua história comprova a sua grandeza. Em 2008, nenhum dos times da ponta da tabela ainda venceu o Coxa: ganhamos do Palmeiras, Flamengo e Vitória, e empatamos (com arbitragem muito duvidosa) com Cruzeiro e São Paulo. O Coritiba tem tantas chances como esses times de ir bem nesse campeonato, e ainda vai provar isso esse ano. 2009, ano do centenário, Coxa na libertadores.

 

- Escrito pelas 14h38, .

herói.

Sonhei essa noite que eu ganhei um concurso de Air Guitar, desbancando imitadores de Jimi Hendrix, Pete Townshend, Jimmy Page e Angus Young e com uma performance fantástica de Turning Japanese.

Acho que eu exagerei no Guitar Hero nessas férias. Esse jogo não faz bem para músicos frustrados como eu.

- Escrito pelas 15h33, .

31 Songs.

No começo do blog, quando eu conseguia escrever pior do que hoje e ainda sonhava em algum dia fazer faculdade de jornalismo eu costumava "resenhar" (palavra forte para a qualidade dos textos) alguns discos que eu gostava. Pouca coisa era lançamento: sempre gostei de "música antiga" e eu ainda acreditava na idéia de que o rock morreu com o Kurt Cobain e nada se fez de bom depois do Nirvana. Não era jabá nenhum, como se faz em revistas de música e essa coisa de "ganhar dinheiro com blogs", de "falar bem do disco tal e do livro tal, pra depois colocar o link do submarino pro povo comprar e eu ganhar um trocado do site" ainda não existia, ou eu nunca tinha ouvido falar (não sou muito antenado com o que acontece para além dos morros que circundam nossas cidades). Acabei desistindo com o tempo porque, além de escrever mal e minhas recomendações conseguirem a proeza de ter  efeito contrário e fazer quem as lêsse querer passar longe do que eu tava dizendo ser bom, tudo que eu pudesse escrever sobre o assunto já tinha sido escrito anteriormente: existem milhares de revistas musicais no mundo, blogs fodões e até o wikipédia: por quê alguém ia querer conhecer algo por aqui?

Mas uns dias atrás me deu vontade de (tentar) escrever sobre música novamente. Mas não em tom de "você deve ouvir isso antes de morrer" ou "você nunca será uma pessoa cool sem conhecer essa banda". Mas sim num tom pessoal, como o Nick Hornby fez em 31 canções. Nesse livro, ele escolheu 31 canções das suas preferidas e falou sobre a relação delas com momentos importantes de sua vida, coisas marcantes como quando o filho dele autista ouviu certa música e pela primeira vez fixou a atenção em alguma coisa no "nosso" mundo, entre outras passagens de sua vida, passagens essas que cada um de nós temos: quem não tem uma música para lembrar daquela garota, dos amigos, de alguma festa especial, de uma frustração, de um sonho, dos pais e da familia, etc e tal?
O bacana também é que entre as 31 canções não estão só figurões do pop, apesar de estarem lá os Beatles, o Dylan ou o Bruce Springsteen. O cara fala até de "I'm Like a Bird", popzinho jaguara e falcatrua da Nelly Furtado -alguém lembra dela dançando capoeira e falando em português em algum programa da Globo? - e ainda explica o porquê dele gostar dessa música. E no fim a gente até acaba concordando com os motivos dele.

Livro divertido, informativo, inspirador...assim como Febre de Bola, dá para aprender muita coisa e conhecer muita coisa, no caso de 31 Canções, músicas. Não no tom de "ouça isso para ser o bacanão da galera". Aquelas 31 canções fazem parte da vida daquele autor pelos motivos dele. Lendo o livro eu posso começar a gostar de coisas boas que eu não conhecia antes (como o Teenage Fanclub, Aimee Mann, entre outros) ou não gostar, como é o caso da Nelly.

Claro que eu ainda não tenho um filho - muito menos autista ou portador de outra limitação - não tenho muitos ex-casos amorosos na vida (só tive um sério e ainda estou vivendo-o muito bem obrigado) e, o mais importante, não escrevo como nick Hornby. Mas eu ouço muita música e tenho um blog: isso é o básico para escrever sobre ela. Não em tom de "seja uma cabeça pensante, um um cara cult, ouça isso", mas sim escrever o porquê de eu gostar da banda x e do disco y, as coisas boas que vejo nele e (porquê não?) alguma informação tirada do Wikipédia. Ou do Desciclopédia. Já que hoje em dia acessar esses sites te dá o direito de ser um cara bem informado e descolado ou engraçadão...

chega.

- Escrito pelas 20h22, .

pré-jogo

zé diz:

chuto uns 4x0 pro fla

Fly do You Can Dance diz:

isso é psicologia reversa?

zé diz:

mas eu vou lá na flavale, com a camisa do coxa, e a coragem

zé diz:

não..é realismo

Fly do You Can Dance diz:

hahahaha se o fla perder vc nao sai vivo

zé diz:

mas se sair, viro herói

zé diz:

hahahahahahahaha

- Escrito pelas 18h30, .

it's only rock'n roll but i like it

Acho uma babaquice qualquer data comemorativa desse tipo. Dia do Analista de Sistemas, Dia do Leiturista da Copel, Dia do Surf e do Skate, Dia do Rock...Alguém me explica para quê isso?

Feriados católicos ou do estado são interessantes, porquê a gente ainda ganha folga. O Dia da Toalha também é, para quem sai na rua com uma toalha...Mas, essas datas como o dia do rock são bem nada a ver. Afinal, como se comemora o dia do rock? Escutando rock? Fazendo "festas rock"? Eu, por ser roqueiro, vou ganhar um dia de folga pelo dia do rock?

O argumento da memória também não funciona, até porquê gostar de rock já é exercitar a memória: as grandes bandas já acabaram ou tiveram seus integrantes mortos, o que se faz hoje em dia - salvo raras exceções - é uma porcaria e não se fazem mais discos fodas como antigamente - um Sgt. Pepper's gravado em cinco canais é melhor que tudo que se faz hoje com toda a tecnologia atual. Vendo por esse lado, de nada adianta ter uma data para a gente "lembrar" o rock. O rock tá no dia-a-dia de quem gosta, não é preciso uma data para lembrar ele. Nem para "comemorar" o rock. Escutar rock já é comemora-lo. Fazer uma festa onde só toque rock (ok, isso sim anda meio dificil de acontecer) já é comemorar o rock.

Eu não dou a mínima para o dia do rock. Não sei porque roqueiros felicitam outros roqueiros pelo dia do rock. A unica coisa interessante talvez fosse, numa época onde não existia youtube, ver em alguns programas de tv imagens de algumas bandas em alguma reportagem sobre a data.

O dia do rock foi criado em 1985, ano do Live Aid, aquele festival que reuniu uma porção de gente boa organizado pelo Bob Geldof (que fez o filme The Wall) e que uns anos atrás organizou também o Live 8, outro festival de "causa nobre" que reuniu uma galera de qualidade questionavel, mas que além de ter a presença do velho Macca e do The Who, conseguiu reunir o Pink Floyd com Roger Waters. Essa é outra babaquice do rock: achar que vai mudar o mundo sendo bonzinho. Que vai alimentar a Africa ou convencer os países do G8 a olhar mais pelos pobres. "Rock in Rio - Por um mundo melhor". Besteira. O rock já mudou o mundo, a cultura, o pensamento, e o comportamento da galera sem festival de causa "nobre".É esse tipo de coisa que estraga o rock. Que faz acontecer coisas como o Nxzero. O rock virou bonitinho, de boa familia, boy band...muito melhor era quando "rock era coisa de bandido" (como diz a Rita Lee) e o lema era "sexo, drogas e rock'n roll". Essa coisa de "por um mundo melhor' não tá com nada.
Não tô dizendo que o rock deve ser alienado e nao ter consciência alguma do que tá acontecendo: depois que o dylan ensinou o rock a pensar e john lennon se declarou mais importante que o jesus, isso é função não só do rock, como da música. Mas englobar um movimento, levantar uma bandeira para todo o rock, e fazer um festival para vender ingresso, patrocinio, direitos de tevê e de quebra melhorar o mundo ou alimentar a Africa é babaquice. Assim como essa história de dia do rock.

- Escrito pelas 14h52, .

bom é ser feliz com o molejão

No final dos anos 90 - quem viveu naquela época sabe muito bem - muito se falava nas profecias de Nostradamus a respeito do ano 2000, do fim do mundo e aquela coisa toda. E para quem analisava o cenário musical brasileiro daquela época, as profecias do velho nostradamus estavam corretíssimas: o volume de porcaria e imbecilidade era tanto que, sim, o mundo só poderia estar acabando.

Veio o ano 2000 e o mundo não acabou. O cenário musical então, revelou que o fundo do poço era ainda mais embaixo, e a gente iria afundar ainda mais na merda.

Mas nos sobrou a nostalgia. Nostalgia da alternatividade daquela época, da bizarrice e da excentricidade de toda aquela porcaria. Virou até um passatempo divertidíssimo entre a galera da faculdade o exercício de memória de pagodes e breganejos daquela época. E entre SPC's, Sowetos,
Kantigueles e Negritudes uma banda reina absoluta: O grupo Molejo, Molejão para os íntimos.

Inspirador de comunidades incompreendidas, hoje, o Molejão - que durante muito tempo esteve nos ostracismo - vem a União da Vitória para o lançamento de seu novo cd. Esses dias, um deles estava na tevê contando como conseguiu levar sete tiros e sobreviver...tanta bizarrice junta, e fica a pergunta: eu deixaria de ir  a um freak show desses?

Tem gente me chamando de traidor do movimento. Outros querem que eu me interne. Alguns incredulos põe-se a rir achando que tudo não passa de uma brincadeira. Mas não. Eu vou ver o Molejo. Não perco um evento histórico desses em União da Vitória por nada.

E quem sabe, depois de Nasi, Edgar Scandurra, Renato Borghetti, Chico Buarque, e o governador da rondônia, não seja aquele cara dos dentes tortos a nova celebridade na minha coleção de fotos com famosos?

- Escrito pelas 16h20, .

comprei.

- Escrito pelas 12h42, .

- Ver os textos que já foram pros arquivos.