o conto do bilhete e o baseado do burro.
Todos sabemos que qualquer veículo da mídia é uma merda: tem rabo preso, é sempre amarrado a algum tipo de pensamento ideológico ou expressa a opinião de quem põe grana dentro. Mas tem uns que conseguem não ser sensacionalsitas, e outros que fazem questão disso, pois são veículos de apelo popular, e o povão gosta mesmo é da boa e velha imprensa marrom. E nenhum lugar está livre desse tipo de imprensa: nem São Paulo, nem o mundo encantado de União da Vitória & Porto União. Mas aqui na minha cidade a situaão chega a extremos tão absurdos e tão bizarros que merecem ser comentados.
Aqui nas nossas cidades existe uma rádio e um reporter que, apesar de no mínimo 20 anos trabalhando nisso, não é formado em jornalismo (uns dois anos atrás se formou em relações públicas, e só agora faz jornalismo, ou ele já parou?). Esse radialista tem um apelo tão forte entre as camadas mais pobres e ignorantes da sociedade (como todo bom comunicador de sucesso) que a população resolveu dar o título honorário a ele de policial e bombeiro da cidade. Funciona assim: tá pegando fogo no barraco da esquina? Chama ele. Deu briga, esfaquearam e morreu? Chama ele. Acidente? Com ele mesmo. Só depois que chamam a policia ou o corpo de bombeiros.
É evidente nos seus comentários que ele tem um forte rabo preso com as prefeituras da cidade e os deputados da região que fazem parte dos partidos de direita (se bem que chamar esses caras de direita é sacanagem: eles nem saber distinguir direita e esquerda na politica). Mas isso renderia outro post. Outra coisa que renderia um post engraçadíssimo são as gafes que ele já cometeu, como se dizer parente do acidentado e depois perceber que o atropelado era um cavalo.
Mas o povão acredita nele. E é por isso que tem prefeito que se reelege aqui: com reporter na rádio falando bem e cesta básica.
Há uns tempos atrás, esse radialista foi noticiar o "golpe do bilhete" aqui em União. O golpe do bilhete é famoso: quem o aplica escolhe alguém humilde e com cara de trouxa e diz ter um bilhete premiado em, digamos 300.000, mas que está impossibilitado de ir buscar o prêmio. Então, ele oferece o bilhete para o trouxa por 30.000 e o cara cai. É coisa típica do brasileiro: o trouxa acha que tá ganhando em cima de um otário, quando na verdade ele mesmo é o otário. Roberto DaMatta explica bem isso.
Mas a teoria do nosso radialista é sui generis, para um programa de humor dos mais nonsense. Para ele, é impossivel que exista ainda alguém que acredite nesse golpe. A explicação é que o golpista, depois de escolher sua vítima, chega fumando um cigarro de maconha e expirando a fumaça nela. Depois de dopar a vítima, ele aplica o golpe.
Na primeira vez que ele disse isso, uma amiga minha relatou estar na casa da avó e depois de ouvir tal aburdo, se pôs a gargalhar. A avó a expulsou de sua casa no mesmo momento, por ela estar rindo do radialista mais querido do povão. Um tia minha, também mal instruida, discordou de mim quando eu lhe contei essa história: "Mas vai que é verdade mesmo, já que ele falou?".
Hoje ao meio-dia (horário do seu programa) ele falou novamente do caso, porque mais um trouxa caiu. E novamente repetiu sua teoria. Só que agora ele também chama o golpista de burro. Disse que o cara tem que ser muito burro para aplicar um golpe desses em alguém. Ou seja. O burro não é o cara que cai no golpe, nem o cara que vota num merda de prefeito porque ouve falar bem na rádio, e muito menos o radialista que é parente do cavalo atropelado. O burro é o cara que ganha dinheiro de tanta gente "inteligente". E quem não gostaria de ter tanta burrice assim?
- Escrito pelas 14h30,
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teu passado te condena.
Eu fui convidado pelo meu amigo Boi a entrar no inútil mundo do orkut no ano de 2004. Na época em que você precisava ser convidado para entrar, recado era scrap, depoimento era testimonial, as fotos eram 12, não existiam peixinhos, nem fotos de festas que ficaram ótimas nem alguma ex-bbb trepando. Nessa ocasião eu entrei na comunidade maior de União da Vitória, que na época não tinha mais de 500 membros (hoje são 7.856). Lá, querendo dar uma de "zé graça" ou fazer a média com a galera, criei um tópico.
O tempo passou e eu tive participações polêmicas nessa comunidade: discuti com um tataratataratataratataraneto do Coronel Amazonas (que meu rendeu a alcunha de "acadêmico desequilibrado de história" em um jornal da cidade), fechei a lenha com um monte de gente, inclusive com a dona da comunidade, amiga da minha irmã. Acredito que o troço significou tanto para moça que até amizade entre minha irmã e ela se modificou com aqueles episódios. Até briguei com um cara que saiu da mesma barriga que eu nessa comunidade (naquela época a gente brigava no orkut, hoje o troço é real e rola sangue). Foi por causa dessas tretas que junto com mais algumas almas descontentes surgiu a idéia da comunidade "Vida Inteligente em União da Vitória?" que até hoje funciona, parando às vezes e se reanimando depois (tem até palhaço narigudo criando fake para fazer ataques pessoais a mim por lá). Lá os tópicos tem alguma relevância, falam da cidade ou não, e não são permitidos joguinhos, spam's, propagandas e fakes (um unico descuido, já citado, foi logo consertado não somente com a expusão do fake, mas também com um convite formal para essa pessoa mostrar a cara, vir com o seu próprio perfil e participar dos tópicos com argumentos, não ataques pessoais sem fundamento). Lá a coisa é tipo aquelas experiências anarquistas que houveram no Paraná na época do Império. Mas ainda estamos resistindo, muito obrigado.
Virei um entusiasta do orkut como uma grande ferramenta de comunicação entre pessoas de interesses semelhantes (que afinal, é o seu propósito inicial) e combati joguinhos, tópicos futeis e até a inclusão digital do Lula, que fez surgir no orkut coisas como as fotos da festa que ficaram ótimas, os peixinhos e a ex-bbb que anda trepando por ai. Em algumas comunidades como a da minha faculdade também rolou treta, por eu desdenhar e ironizar alguns manés que só fazem joguinhos ao invés de usar o orkut como um espaço de discussão acadêmica e de propostas para melhorar a faculdade em si, o convivio nela e o dia-a-dia de quem lá estuda. Tentava criar tópicos comentando eventos da faculdade como a "Semana da Cultura" e tentando criar alguma discussão relevante. Tentei discutir problemas da faculdade lá. E nunca (ou quase nunca) era respondido.
E depois de quatro anos perdendo tempo com todas essas baboseiras, eu entro na comunidade de União da Vitória (que eu me afastei, de tantas inimizades que meus comentários me renderam) e qual é o tópico que está no topo? Justamente o que eu criei aquela vez. Esse é um simples argumento que qualquer um (inclusive você, que já criou fake só por minha causa) pode usar contra mim quando eu tentar defender o uso do orkut para alguma causa nobre, ou não-fútil. Qualquer um pode me destruir em qualquer discussão dessa natureza com um simples "copiar atalho e colar". Confira aqui.
Meu passado me condena.
- Escrito pelas 23h59,
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Leituras 2008.
O projeto de extensão universitária no qual eu participo tem me deixado sem tempo para me dedicar aos livros não-relacionados à história. Mas, com um pouco de preguiça de estudar e irresponsabilidade quanto aos prazos que eu tenho para as "tarefas" de férias (leia-se: uma apostila de mais de 500 páginas que deve ser lida, relida e fichada, além dos outros livros que eu tenho que ler) eu vou lendo alguma coisa ou outra, aproveitando enquanto as aulas ainda não começam.
1. O Analista de Bagé, Luis Fernando Veríssimo - Apesar de já ter lido várias de suas crônicas, nunca tinha pegado um livro do LFV para ler. Se eu já ria bastante com algumas de suas crônicas, o riso foi mais intenso com as desse livro, sobretudo com as do Analista de Bagé. É uma pena um psicanalista dessa espécie não existir de verdade: ele daria jeito em muitos desses deprimidinhos e bipolares da moda, nem que para isso fosse necessário sua técnica do "Joelhaço".
2. Contos, Antón Tchekhov. Confesso ter pego esse livro sem nunca ter ouvido falar do autor, mas tratei de pesquisar a respeito dele. O cara é um grande nome da literatura russa, apesar de não ser tão citado como Dostoiévski ou Tolstoi. Sua obra consiste apenas em contos, e ele de certa forma transformou esse gênero transformando essas histórias curtas em grandes histórias em poucas páginas. Entrei numa comunidade sobre ele no orkut (aliás, muito organizada, ao contrário de muitas dedicadas a outros autores) e num dos tópicos eu descrevi o livro que eu tenho dele, e ganhei respeito da galera: minha edição é meio rarinha e os contos que nela contém são dificéis de se encontrar em outros livros dele.
Espero conseguir postar mais até o dia 21 de fevereiro.
- Escrito pelas 11h50,
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da série:
Depois de um longo período de apatia nesse blog, resolvi retornar com a série de posts "caras que tem a moral"< pois é a única coisa mais ou menos decente (?) que eu já fiz aqui.
Depois de Wilson das Neves, Serguei e Túlio Maravilha, vem aí, o novo homenageado do quadro:

Óliver do Teste de Fidelidade, tem a moral.
Ninguém vence o Óliver do Fidelidade no sex appeal, na sedução, no "xaveco": nem José Mayer, nem o Hector Bonilla. Talvez Fábio Jr. venca, mas nem Óliver é capaz de vencer deus, seja ele o Fábio Jr, seja o Deodato, ou o Lemmy do Motorhead. Agora, entre os mortais, ninguém é páreo para o mestre jedi Óliver.
O Teste de fidelidade era um quadro que passava no programa do João Kléber (que teve vários nomes, como Te Vi Na TV ou Eu Vi Na Tv). Esse programa, ícone do período jurássico da Rede Tv! (a rede de tv que mais cresce no Brasil!) foi um dos únicos que conseguiram arranhar o ibope da novela da globo e fazer concorrência (a nível de "qualidade", não de audiência) com o glorioso Cine Privé da Band (deixando é claro, pérolas imaculadas da tv brasileira como o Coquetel e a Sexta Sexy fora da disputa).
Se hoje você anda pelas baladas e vê a situação que se encontra a juventude, com toda essa pouca vergonha e libertinagem, um pouco disso é a influência que o Óliver (junto com a gloriosa Márcia Imperator) teve nas mentes das (naquela época) crianças que assistiam a esse soft porn em horário nobre.
Mas se o conteúdo erótico não agrada a todos, convém ressaltar a grande aula de azaração que o Óliver nos deu. Se hoje temos namoradas, conhecemos as coisas interessantes da vida ou ao menos beijamos alguma menina na vida, grande parte se deve aos grandes ensinamentos do nosso grande mestre Óliver.
Eis uma seleção de frases do Óliver do teste de fidelidade:
-Quer tomar alguma coisa? (o início de tudo)
-Como tá quente, você se importa que eu tire a camisa?
-Teu namorado tem um fisico desses?
-Eu to entrando fundo na tua vida porque, afinal, preciso de uma funcionaria 24h disponivel.
-Se eu te convidasse pra passar um final se semana comigo, seu namorado aceitaria numa boa?
-Eu posso te dar muito mais do que um bom salario.
-Você tem fantasias? Posso realizar contigo...
- Eu sou um ator e estou fazendo meu papel!
-não comi porque nao quis. ela nao faz meu perfil
-Talvez você não tenha sido homem suficiente pra ela na cama. (Conselheiro)
-tem cenas que foram cortadas, joão
-você, assim, me acha um cara atraente?
-você ficaria comigo? esquece do teu namorado...
-eu sou o filho e você é a puta
-OOOOOOOO Joao Kleber...!! posso falar?? Essa mulher não presta, ela nao vale nada!
-sou ator e não gostei do que ouvi
-você merece mais carinho do que seu namorado lhe dá
-EU FIZ PORQUE EU POSSO!
-esquece o mundo la fora e mentaliza só nesse momento legal que a gente esta vivendo agora...
-Sou pago pra seduzir
-É João, estava muito dificil, mas quando ela caiu na minha graça, na minha sedução, ficou muito fácil
-para você eu nao sou nada mas, pra muitas eu sou tudo!
-você não me acha gostoso?
-meu corpo te dá tesão ?!
-Sou um empresario muito bem sucedido, você pode ir comigo, pegamos meu jato para campos do jordão.. e podemos tomar um bom vinho e...
-Tá e ae, tu quer que eu pegue tua mulher na tua frente?
-Cala a boca CORNO! Isso aqui são dez anos de academia, vai malhar que um dia tu chega lá!
-Se eu to te falando tudo isso, é porque ta rolando um sentimento entende!?
- Na minha opinião ta rolando um clima legal entre a gente...
- Você precisa de carinho...
- Eu posso te dar tudo o que você precisa e um poquinho a mais...
- Você acha que eu sou feio?
- Se você quiser você pode sair, não quero te obrigar a fazer nada...
- Vamos pro quarto?
- Ta me dando aflição de ver você com essa blusa, você pode tirar?
-tira a camisa ai e vamo ve quem e mais forte !
-você nem imagina o que a gente fez la em cima...
-Nada é rapido demais quando 2 pessoas tem o mesmo objetivo!
- O q você acha de a gente jogar xadrez??? Imagina que isso aqui é um tabuleiro...eu sou o rei...vc é a rainha....teu namorado é o peão.......xeque-mate!
obrigado, Óliver.
- Escrito pelas 16h02,
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heath ledger
Morreu hoje o Heath Ledger, um grande cara. Fez Casanova, participou de alguns outros filmes, estrelou O Segredo de Brokeback Mountain (o dos cowboys afrescalhados) e interpretou ninguém mais ninguém menos do que Bob Dylan no esperado I'm Not There. E ainda ia ser o Coringa no novo do Batman.
Grande figura. Tinha futuro o rapaz.
E ele fez o cara do 10 coisas que eu odeio em você, filme que figura em qualquer top5 de "filmes ruins que são bons". Comédia romântica adolescente típica de hollywood mas que é boazinha até, ou acima da média. O motivo d'eu gostar desse filme é porque ele era o filme preferido da minha namorada quando a gente começou, há alguns anos atrás. E ela falava que eu era parecido com o Pat Verona, personagem do Heath Ledger (agora, o quê ela viu de parecido, perguntem para ela: não era eu que falava isso). Mas então. Como ela gostava muito desse filme naquela época, assisti junto com ela algumas vezes esse filme.
Teve até um aniversário meu em que ela, uma das meninas mais tímidas e quietas do mundo, recitou na frente de todos os convidados o poeminha que a menina escreve pro brother Ledger no filme. Aquele do odeio isso, odeio aquilo... Ela também escreveu esse poema para mim e escondeu no meu caderno, quando ela foi embora da cidade. Só depois eu achei.
Por isso, o Heath Ledger, mesmo fazendo o grande Bob Dylan, o Coringa, ou o cowboy "que curte", vai ser sempre o cara da comédia romântica. Mesmo que os filmes preferidos do casal sejam agora inteligentes, essa comédiazinha romântica lembrará sempre aquela época de ínicio do nosso namoro.
Grande perda para o cinema.
- Escrito pelas 23h50,
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bienvenidos a sapolândia
Uma coisa que me diverte quando viajo, é a nossa BR-476, principal via daqui de União para a capital Curitiba e outros lugares que alguém queira viajar. A estrada é uma merda. Por ser uma região economicamente insignificante para o estado, ninguém se preocupa muito em fazer um serviço decente nesse trecho entre União e São Mateus do Sul. Só aqueles velhos e ineficientes "tapa-buracos" furados que, na primeira chuva e nas primeiras semanas de "siga bem caminhoneiros" já somem, revelando a real situação da pista. O único atrativo desta estrada é justamente a ausência de praças de pedágio, o que faz com que os mais pão duros se aventurem nesse rally que é a 476. Mesmo assim, e ai está a parte (que pelo menos eu acho) engraçada dessa estrada. A preocupação com os turistas.
Por exemplo, umas três placas perdidas, ao longo do trecho, escritas em espanhol. Em toda a minha vida, eu só vi um carro argentino passando pela cidade de União da Vitória, inclusive, eu quase fui atropelado por ele. Nos finais de ano as praias brasileiras ficam infestadas de argentinos,
e tudo bem, é preciso colocar placas assim nas estradas. Mas o que faz uma placa dessas numa estrada que termina em União da Vitória?
(me veio até "Road to Nowhere" na cabeça). Eu não sou a pessoa mais qualificada para falar nisso, mas acredito que o fabuloso Vale do Iguaçu não é rota para argentino ou paraguaio ir cagar em praia brasileira. Ou seja, a menos que o hermano seja muito pão-duro (qualquer pessoa sensata prefere gastar uma grana nos pedágios e viajar sossegado) e tenha pedido informação na estrada para algum sacana da pior espécie, ele não vai passar por este banhado (Ok, tá certo que eles entram por Foz do Iguaçu).
Mas isso nem é tão engraçado.
A graça mesmo são umas placas azuis que vão aparecendo na medida que estamos se aproximando da cidade. Não sei se todas estão lá ainda, mas era mais ou menos assim, na ordem:
"Em União da Vitória, visite a central de informação ao turista"
"Conheça a Rota das Cachoeiras em União da Vitória"
"Conheça a Estátua do Morro do Cristo, a 2ª maior do Brasil".
E a última:
"Em União da Vitória existem Alcóolicos Anônimos"
Nem tão anônimos assim. Muitos são conhecidos. Somado à placa do HJ, só faltava uma "cuidado com o atoleiro" pra ficar perfeito. Mas quem sabe se, um dia consertarem a porra da estrada, algum argentino mais pobre queira conhecer nossa gloriosa rota das cachoeiras (adversária direta das Cataratas, caminho deles) ou quem sabe conhecer o cristo. Na descida ainda ele pode parar no famoso "triangulo dos sem bermudas" (Studio Bar, Drink's e Executive Bar) ou queira tomar uma lá no Bar do Jonas. Afinal, se tratando dessa cidade, eu Não duvido de nada.
- Escrito pelas 21h59,
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Depressão de fim de ano/inicio de novo ano
Todo fim de ano e início de novo ano para mim é deprimente. Motivo: vestibulares. Relação de aprovados, pais orgulhosos, trotes, planos para o futuro...Os amigos de férias aqui na cidade, e quando todos se reencontram as histórias do ano que passou são contadas, coisas de vida universitária (inexistente aqui na cidade, onde as faculdades são meras continuações do Ensino Médio)...
Menos para mim. Por incompetência, falta de sorte ou medo e covardia de não ter tentado outra vez, caí sem para-quedas numa faculdade que eu não queria fazer, deixando tudo o que eu sonhava de lado. Mas disso eu já falei muitas vezes. A verdade é que eu não sou feliz fazendo o que faço. Gosto de história, acho um curso muito foda que me fez crescer e aprender muita coisa. Mas não era o que eu queria estar fazendo. Odeio
99% dos meus "colegas" de curso e a verdade é que, como eu já falei tantas outras vezes, me sinto muito sozinho durante o ano letivo. Sozinho e infeliz.
Esse ano eu completo minha graduação e após 15 anos, desde o dia que minha mãe me deixou no São José e todas aquelas crianças malditas me olharam com caras feias, eu vou deixar de ser um estudante. Vou ter um diploma de terceiro grau, coisa que poucos no Brasil tem, mas para um profissão que eu não queria. Não que um dia eu tivesse alguma perspectiva de um bom futuro. Mas agora o fracasso está prestes a se tornar
realidade final e irreversível. E em 2009 serei mais um derrotado que não conseguiu o que queria (e nem mereceu) e que vai se contentar com uma vidinha mediocre até o dia do acerto final.
Nunca me jogaram ovos e farinha e me rasparam o cabelo. Não dei orgulho pros meus pais. Virei piada na familia...
Eu realmente odeio essa época do ano.
obs- Minha irmã tentou raspar metade do meu cabelo em 2004. Sorte que eu não deixei.
- Escrito pelas 16h09,
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férias.
algumas coisas bacanas que assisti nas férias:
3ª temporada do House - Minha série preferida. Gregory House é um dos meus atuais ídolos.
1ª temporada de Prison Break - Série de cadeia. Mas não é como aquele Oz, que passava no SBT. Prison Break é bem escrito, é inteligente e
tenso, muito tenso. Tem lá suas forçadas de barra, mas qual série não tem? Parece que vai passar na globo ainda no primeiro semestre.
Lost, terceira temporada - Antes eu estava na frente de quase todo mundo em Lost, pelos menos de União da Vitória & Porto União, graças a deus. Mas como virou tão modinha e tanta gente ridícula assistia, comentava (os piores comentários, tipo: "tadinho do Sayyyydêêê! Ficou sem a Shannoooon!") e colocava na mensagem do msn "vendo LOST" que eu resolvi abandonar a série. Agora que a poeira baixou, voltei a assistir.
Annie Hall - Filme do Woody Allen. Eu só tinha visto uns dois ou tres filmes dele, mas eram geralmente no Intercine, então acabava dormindo na metade e o filme era dublado. Outra vez vi com amigos, mas um deles apavorou tanto o filme que todos resolveram parar. Tinha lido um livro dele, "Cuca Fundida" e achei genial os seus escritos. Esse Annie Hall, é bem fodão. Só a tradução do título para o português, "Noivo Neurótico, Noiva Furiosa" que não tem nada a ver. Normal.
Monty Phyton no Hollywood Bowl - Show ao vivo dos Phytons, com alguns dos sketches mais famosos deles. Alguns encenados no palco, outros no telão, como o do futebol dos filósofos.
Don't Look Back, Bob Dylan - Filme com os bastidores da última turnê acústica do Bob pela Inglaterra.
acho que eu esqueci algumas coisas.
- Escrito pelas 23h49,
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isso só pode ser olho gordo! inveja da grande, hahaha
Maldição. Só poder ser isso. Outra explicação não existe! Hoje, por algum motivo obscuro eu tive vontade de ouvir o meu cd do Metallica, o S&M, mais conhecido como o "ao vivo orquestrado". Fazia muito tempo que este (e alguns outros) cd estava esquecido na minha prateleira. Com o tal do mp3 meus cds estavam esquecidos (eu escrevi um texto sobre isso ano passado, mas ainda não publiquei).
Mas então. Peguei o cd na prateleira e na hora de colocar no som, algo de errado havia com o encarte. Ele estava...grudado! Como não existem fotos de mulheres nuas nesse encarte, só uma explicação para isso é possível: meu apartamento, quem conhece sabe, é muito antigo e o forro do meu quarto, além de ser de madeira, é antigo igual. Logo, numa dessas últimas chuvas fortes uma goteira deve ter surgido e dado um banho
nesse cd. Eu não percebi a goteira pois eu também estava, nas últimas chuvas fortes que deram aqui na cidade, sendo vítima delas. E como a prateleira com os cds é alta, eu nem vi algum acúmulo de água que pudesse ter me alertado sobre essa goteira. Quer dizer, eu já tinha percebido uma certa umidade acentuada em alguns cd's, mas foi na época que eu seguia outro padrão de organização na minha coleção (o texto não publicado também falaria sobre isso). Naquela época, os cd's que ficam ali eram os piorzinhos. Por isso, depois que eu reorganizei eles, nem me lembrei da possíbilidade daquele canto dar parede ter mais umidade ou uma goteira acima.
Depois de ter visto o estado do encarte, olhei para a prateleira e me veio um frio na espinha. Quais seriam os outros cds atingidos? Foram bastante. Por enquanto eu só vi os cds daquele canto, e fui abrindo um por um para ver os que estavam molhados até chegar no primeiro seco. Os molhados ainda foram resgatados por um ferro de passar, mas muitos ficaram com as paginas tão grudadas que, nas primeiras tentativas de serem abertos, acabaram rasgados ou perderam a parte impressa. A lista dos finados, até agora é essa:
Metallica - S&M
Engenheiros do Hawaii -10.000 Destinos ao vivo.
AC/DC - Live
Oficina G3 - Acustico (não me xinguem, eu ganhei ele de presente e não sou crente. E o
Juninho Afram toca guitarra pra cacete)
Barão Vermelho - Álbum
Iron Maiden - The X-Factor
Iron Maiden - Brave New World
Iron Maiden - Dance Of Death
Esses dois últimos foram os mais afetados. O DoD tá muito fudido, e o BNW parece estar tão mais fudido ainda que eu nem tentei abrir. Por serem dois do Maiden eu suspeito que isso seja uma Urucubaca das grandes, por causa do show. Tão me botando um olho grande feio! hahahahahaha. Afinal, por que, numa prateleira cheia de cds, os dois mais fudidos são da mesma banda, na qual eu vou no show? Será que foi porque eles stavam juntos na prateleira? hahahahahahaha.
O lado bom disso é olhar para os meus vinis dos Beatles, que estão em exposição muito perto do local do ocorrido, e mais alguns dos cd's mais importantes da coleção, como os do Pink Floyd, do The Who, Jethro Tull, Queen, Mutantes, Rush e Led Zeppelin intactos. foi bom sacrificar alguns cds em prol dos melhores. Agora vou bolar um sistema impermeável para cuidar dos meus preciososssss...
obs- Os estragos foram nos encartes. Os cds aidna tocam normalmente. Mas como hoje em dia, com a facilidade de se gravar um cd,a importância que a gente dá não é mais para o cd em si (como a gente tinha medo de riscar antigamente!) mas para o encarte, que é o que vale no preço absurdo que se paga num cd nos dias de hoje.
- Escrito pelas 16h13,
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"valeu pela dica Zé!"

Quem não é um escravo do sistema e tá afim de ficar acordado até as três da manhã desta madrugada pode assisti na Tv Globo o filme A Hard Day's Night, ou Os Reis do Íeieié. Trata-se do primeiro filme da carreira dos Beatles. Tem uma história meio bobinha, mas entre as cenas tem eles tocando e tal. Por ser deles, vale a pena uma noite em claro. às 3:10h.
- Escrito pelas 21h52,
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Retrô 2007 e prestação de contas também.
Eu devia ter um diário, ou anotado tudo que aconteceu ao longo de 2007 para fazer uma revisão fiel do ano que passou. Agora, não tenho muita coisa para dizer sobre 2007, mas foi uma ano bom prácaralho. Foi um ano onde aprendi muita coisa sobre muitos assuntos, continuei na minha escalada de amadurecimento. Li bastante (a cada ano tenho feito mais leituras), estudei bastante, ri bastante, me ferrei em igual tamanho, passei o resto de tempo mau humorado e pessimista (o que é normal)...
Fui no show do Chico Buarque. Conheci Chico Buarque. Escrevi uma monoografia sobre Chico Buarque. Tirei 10 nela.
Começei a ganhar meus próprios caraminguás, que mesmo não sendo em uma graaaande quantia me servem muito bem, e o melhor disso é que eu ganho para fazer algo que eu gosto, que me ajuda na faculdade e que vai contar pontos no futuro. Inclusive, graças a esse projeto da faculdade que eu participo, nesse novo ano estarei publicando artigos num livro, em caráter acadêmico. Ou seja. Qualquer um escreve livros hoje em dia. Vide Bruna Surfistinha.
Fiz as pazes com gente que eu tava brigado. Não com todos, porque tem imbecis que não merecem um pedido de trégua. Mas aos poucos vou resolvendo as "tretas" que eu tenho por ai.
Enchi meu quarto com novos livros, novos discos, filmes... e vou voltar a perder dinheiro com cd's novamente.
Garanti minha presença no show do Iron ano que vem. Apesar de não ser a minha banda preferida, durante muito tempo ela foi, e vai legal ver os caras ao vivo tocando só musicas do Powerslave, Somewhere In Time e Seventh Son of a Seventh Son.
Tive (e estou tendo) as melhores férias dos ultimos 5 ou 6 anos. E nem precisei viajar para isso.
Ganhei ótimos presentes de natal: o cd novo do Fish, 13th Star (com dvd), o dvd do Grande Lebowski (meu filme favorito), livros (O Relatório Lugano, Almanaque anos 70) e me dei presentes também.
O Resto eu não lembro. Mas relembrei nos arquivos do blog um post onde eu havia prometido algumas coisas em tópicos para 2007:
1- Levar a sério a faculdade - Não fiz. Quer dizer: tirei só notas boas nas médias, tirei 10 na monografia, mas ainda sim levei tudo nas coxas. Sem brincadeira. Poderia ter me esforçado muito mais. Mas não quis. Tive preguiça;
2- Cuidar da minha saúde - Não fiz. Engordei ainda mais, e até nadei no começo das férias, mas parei quando a galera veio de férias para a cidade. As festas também não ajudaram. Talvez semana que vem eu volte...talvez...
3- Ser uma pessoa melhor - Não fiz. Quem me conhece, sabe.
4- Ser uma pessoa mais "artística" (lidar com algum tipo de arte). Não fiz.
5- Genérico: Várias coisas prometidas nesse tópico: Ler Ulysses (não fiz, só li 30 páginas), ir no show do Roger Waters (não fui) e em mais um dos Los Hermanos (não fui, ele se separaram antes), viajar (dei umas passeadas até), ver o Coxa voltar para a primeira divisão (uáááááááádagadagadagadaaaaa), ganhar dinheiro dando aulas e pesquisando (fiz!), fazer uma tatuagem (não fiz), plantar uma árvore (cultivo
trevos de quatro folhas, lírios da paz, espadas de São Jorge e Arruda na minha janela, valem?) e escrever um livro, que fica para 2008.
obs- Para evitar constrangimentos como esse, não vou prometer nada para esse ano.
- Escrito pelas 15h01,
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- Ver os textos que já foram pros arquivos.