só faltou La Colombine.

Eu já falei aqui anteriormente, num post que deve ter passado desapercebido de tão sem graça, da minha preferência, entre as nossas intérpretes da MPB, da Nara Leão do que a Elis. Não que eu não curta a Elis; muito pelo contrário. Acho que ela foi uma das melhores...mas a minha simpatia
pela Nara é maior. Assim como eu tenho tendência a gostar mais de alguns dos maiores sucessos da Elis nas vozes de seus compositores, como o Belchior (Como Nossos Pais) ou o Milton (Maria Maria). Mas o vozeirão da Elis também é lindo nessas músicas, e nas outras que ela gravou. Agora, a voz de bossa-nova da Nara me soa mais agradável, e eu acho que as pessoas conhecem pouco ela. Mesmo com o especial que a Globo fez, acho que a popularidade dela ainda é baixa (mas se isso é bom ou ruim é outra história: melhor que só os bons ouvidos a ouçam do que qualquer um).
Por isso fica a dica, como ultimo bom download do ano, o novo disco solo da Fernanda Takai do Pato Fu, Onde Brilham Os Olhos Seus, só com músicas que faziam parte do repertório da Nara. E ouçam a Nara também. A voz dela é tão bela quanto a da Elis.
Ah! Eu achei que podia ter La Colombine, de Jacques Brel que a Nara gravou, e que é bem bacana.
- Escrito pelas 01h22,
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foda-se o natal
Eu já falei ano passado, e hoje eu repito: foda-se a merda do natal. E eu digo isso não pelas obviedades, como o nascimento de algum personagem fictício de um livro que junta pó na maioria das casas ou de uma figura de publicidade de uma marca de refrigerantes. Eu digo foda-se o natal porque o que me enoja é toda essa felicidade, esse oba-oba, esse "tempo de recomeçar", de famílias unidas, alegrias e outras balelas. Porque eu queria que realmente fosse assim para mim; um dia já foi, mas hoje já não é.
Tive maravilhosos natais durante a infância. E não é porque quando a gente criança os presentes são mais numerosos. Natal para mim é associado sempre às figuras dos meus avós maternos. Minha avó fazia aniversário dia 23, e dois tios faziam aniversários nos dias 27 e 31. Logo, eram dias e dias seguidos de festa, com a família reunida: tios, primos, meu padrinho (que sempre foi e ainda é uma pessoa que eu admiro e o tenho como exemplo). O natal era feliz naquela época, e eu ainda consigo lembrar com muita clareza da decoração da casa da vó, os presentes que eu ganhava, a comida que sempre tinha nas ceias...
Tudo isso acabou quando meus avós faleceram. O vô morreu em novembro de 97, e nesse ano ainda teve um natal com a vó, mas foi em luto, porém emocionante. A vó acabaria morrendo no começo de 98. Ela não conseguiria viver sem o vô, e eu não conseguiria ver graça em natal sem os dois.
Mas ainda teve um bom natal. A família toda reuniu-se pela ultima vez para um natal uns anos depois e foi muito bom. Mas foi uma rara exceção.
Depois da morte dos avós, natal era com a vó paterna, que nunca fazia natal e era sempre uma coisa muito negativa. A minha família por parte de pai e a minha família quando se reúne faz questão de ter como únicos assuntos os seguintes: doença, vida dos outros, doença dos outros, morte e piadas cretinas de bêbado. E nas vezes que o natal era feito na minha casa ainda tinha o acréscimo de uma tia da parte da mãe que só vinha pro meio da gente (como faz até hoje) para humilhar meus pais e a mim.
Natal e Ano Novo na minha casa é pior que velório. E não é brincadeira. Minha mãe reclama de um lado, meu pai fica de cara feia de outro lado, meu irmão dá um jeito de armar uma discussão, meu pai fica grosseiro, minha irmã fala só fala de doença, minha mãe também, e depois todos falam mal de alguém...E depois, cada um fecha-se no seu quarto, liga a tevê e assiste às merdas da globo...Sempre é assim, com algumas variações.
Esse ano, por algum motivo eu tava diferente. Talvez pelo ano bom que eu tive, cheio de coisas boas que eu contarei no post de fim de ano....Talvez por eu ter grana para comprar presente para todo mundo pela primeira vez ou talvez por eu ter ouvido demais o A Christmas Álbum do Jethro Tull...O fato é que eu estava com um puta espírito natalino que até eu estava assustado, mas gostando. O normal seria, por estar tudo tão bem, eu desconfiar que alguma coisa muito ruim estava para vir. Mas eu nem pensei nisso. Eu realmente tava acreditando que pela primeira vez depois de tantos anos eu teria um natal feliz. Eu estava até fazendo as pazes com um monte de gente eu eu tinha brigado! (pra você ver como era sério o troço).
Mas, como disse um amigo meu esses dias, eu chego a feder de tão burro que sou. Claro que tudo ia piorar, tudo ia dar errado e que o natal ia ser uma merda...mais uma vez. E para isso, só bastou levantar da cama. Sai do quarto, já dei de cara com uma visita em casa das mais indesejáveis e odiáveis. As brigas aqui em casa já começaram, e um presente que eu ia comprar foi comprado por outra pessoa antes. E isso tudo aconteceu ao meio-dia. Até amanhã ainda tem muito tempo para mais brigas, mas azar, e pra tudo piorar.
Por isso foda-se o natal. Por mais que eu queira (e acreditem, eu queria) estar feliz, animado, de bem com todo mundo e que todo mundo estivesse do mesmo jeito aqui em casa, sei que é impossível. Pensar que a coisa toda vai melhorar até à noite ou até amanhã é só se preparar para quebrar a cara depois. Natal já não existe para mim. Ele sei foi, junto com a vó Maria e o vô Cyro.
- Escrito pelas 13h18,
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ela está de volta
Conheci ela em 1991, no maternal. Estudamos juntos até 1994, quando entramos no São José. Ela entrou na turma A, e eu na B. E assim foi até 2003, quando ela veio para a minha turma. Nos reencontramos depois de tantos anos após termos nos conhecidos e em setembro daquele ano, no dia 11, ficamos pela primeira vez. Dia 21, pedi ela em namoro no cinema, e assim começou o nosso sólido namoro que terminava de cinco em
cinco minutos e depois recomeçava, com a mesma velocidade.
Em 2004 a gente se formou, eu entrei para a faculdade, e durante 6 meses ainda ficamos juntos até surgir o grande desafio: no meio do ano ela foi embora estudar. E eu fiquei aqui esperando ela, sempre duas em duas semanas, depois de três em três, depois uma vez por mês...60 dias...
Durante esse tempo, apesar de muita gente me dizer no começo disso tudo que essa história não ia dar certo, que namoros à distância não davam certo, ela morando sozinha, longe de mim, e da mesma maneira muita gente deve ter falado para ela que não daria certo eu aqui na cidade sozinho, a gente foi continuando na nossa relação. Houveram crises, houveram momentos extremos, mas tudo isso só contribuiu para que a gente amadurecesse tanto individualmente quanto como casal. A experiência de morar fora mudou, ou melhor, melhorou ela ainda mais aos meus olhos, e apesar d'eu ter continuado aqui, eu também mudei bastante. Novas coisas, mundo novo para ela, sofrimento, desilusões com a vida e outros espinhos para mim fizeram a gente evoluir bastante. De um namoro adolescente, cheio dessas bobeiras adolescentes, para uma relação sólida, resolvida, bem estruturada, mas que ainda permite de vez em quando alguns rounds de luta livre só para relembrar aquelas épocas que já passaram.
De um namoro de colégio que poderia até ter terminado se essa separação não tivesse acontecido, viramos um casal com planos para o futuro, sonhos...Viramos melhores amigos um do outro, sem ciumes, sem medo nem vergonha de falar nada para o outro. Superamos discordâncias, aprofundamos concordâncias, aperfeiçoamos gostos, criamos uma indentidade de casal, enfim...quem duvidou que a gente continuaria junto até hoje está quebrando a cara, e morrendo de inveja.
Ela está a cada dia mais linda, eu cada vez mais gordo e cabeludo.
Hoje ela volta para União. E uma nova fase começa para a gente. Ela tem que se adaptar à cidade, à voltar a morar com a familia, e ao namorado. Tanto ela quanto eu agora perdemos um pouco da liberdade. Tendo mais tempo junto, não vamos ter tanta saudades um do outro e as brigas podem ser mais frequentes. È uma nova fase, um novo desafio, mais um passo importante. Mas agora estamos mais maduros, mais preparados...
Em abril ela se forma, e em dezembro será a minha vez. Ela revelou ao longo do curso ter um grande talento para a coisa, e eu torço para que ela consiga logo iniciar a sua carreira e ir em frente. Aliás, propostas já existem. Por enquanto ela está voltando, mas quem sabe ainda no inicio de 2008 ela vá embora de novo, correr atrás da vida profissional dela, e atrás do futuro. Com alguns meses de vantagem de mim. Até o fim de 2008 muita água vai rolar, mas, para onde ela for, onde ela estiver, eu irei atrás. Somos jovens, temos a vida pela frente...
Mas por enquanto ela está voltando. E a minha felicidade é do tamanho do tempo que a gente passou distante. Agora estamos juntos de volta, aliás, como a gente sempre esteve, nem que fosse por pensamento. Quem disse que namoro à distância não dá certo?
- Escrito pelas 03h08,
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teoria absurda.
Estava ontem a engraxar um par de sapatos - uma arte que requer experiência e técnica apurada para um resultado perfeito - e durante o serviço cheguei a uma conclusão absurda e interessante. A culpa do aumento da criminalidade infantil e adolescente nas últimas décadas, principalmente nos grandes centros, onde prolifera a figura do "trombadinha" é culpa de grandes empresas, como a Nike, a Adidas e (porque não?) a Converse, entre tantas outras.
Se todo mundo ainda usasse sapatos, esses menores infratores ainda seriam engraxates, figura quase romantica para os caras da arte engajada dos anos 60. Pois a parece que estão sumindo essa piazada que antes zanzava por ai com aquelas caixas nos ombros. Pelo menos isso é melho que dar esmola, não concordam
Ok. Isso foi tudo uma piada sem graça, preconceituosa e de mau gosto. Parece até uma coluna de opinião da Veja.
Estou pegando a estrada daqui a pouco. Como eu morro de medo de viajar, deixo aqui o meu até logo para todos os meus leitores. Nos vemos no além! Se não acontecer nada de errado nesse fim de semana, segunda estou de volta para contar como foi o show do Relespública e outras histórias que eu tenho para contar toda vez que volto de uma cidade grande, com sebos, lojas americanas e milhões de oportunidades que um jeca de União da Vitória tem para cometer atos ridiculos e entrar em situações vergonhosas em cidades maiores.
Então, hasta!
- Escrito pelas 08h43,
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o show do ano
Virando tradição na minha vida, todo ano eu vou até a capital assistir a um show que eu considero o "show do ano". Geralmente esses shows saem mais caros e o deslocamento até Curitiba, apesar de ser relativamente perto daqui, pede uma grana maior em despesas e tempo. Por isso eu não considero como "show do ano" coisas que eu vejo aqui em União ou em cidades vizinhas, apesar de serem shows ótimos, como foram os dos Engenheiros do Hawaii, Velhas Virgens, Titãs, o Skank (??) e até o do Renato Borghetti (que em termos técnicos foi muito foda, tamanha era a qualidade dos músicos), entre tantas outras coisas de qualidade duvidosa (no seu julgamento, caro leitor) que eu vi por estas terras.
2003 foi o ano em que tudo iria começar. Com ingresso na mão eu fui ver Deep Purple, Sepultura e Hellacopters na mesma noite. Mas o show foi cancelado.
2004 eu tinha alguns planos para ver o Children Of Bodom (por mais vergonhosamente que seja, admito que acho bacaninha, e naquela época eu andava metaleiro),mas o show foi no mesmo dia da minha cirurgia. No fim do ano, quando eu tava fazendo vestibular na federal, ia ter show
do Dr. Sin, por incríveis R$5,00, mas eu não fui.
2005 vi os Los Hermanos no Teatro Guaíra. Aquele lugar é perfeito para shows (já vi 3 lá), é sossegado em termos de conforto (assentos numerados, cheguei na hora do show e sentei no meu lugar). Aquele era um dos primeiros shows que a banda fazia depois do lançamento do disco 4, e ele foi tocado na íntegra, deixando menos espaço para as músicas dos trabalhos anteriores. Como as músicas desse disco são mais calmas, não foi um show de se agitar muito, mas sim de ficar sentado pra ver o show em um grande número de músicas. Foi um grande show.
2006 vi novamente os Los Hermanos no Teatro Guaíra. Agora promovido pelo circuito cultural do Banco do Brasil, paguei apenas R$ 7,00 para ver o show (o lugar que eu fiqui, no show do ano anterior teria custado R$ 80), que teve menos músicas do 4 e mais dos outros discos (deu pra agitar bem mais) e mais duas bandas de abertura. Outro showzaço. Inclusive, no mesmo fim de semana, promovido também pelo circuito cultural do BB tinha uma exposição de gravuras do Pablo Picasso. Pouca gente pode dizer que viu uma exposição do Picasso né? Eu posso. E quanto custou? Nada. É por isso que eu abri minha conta no Banco do Brasil, em agradecimento por esse fim de semana de 2006, hahahahaha.
2007 foi a vez do Chico Buarque. Com uma sorte danada e a grande ajuda dos amigos consegui o ingresso, ir ver o show (que dispensa comentários) e ainda conhecer o homem pessoalmente, inclusive registrando para a eternidade! Inspiração para a monografia, ao meu 10 atribui-se totalmente essa noite!
E no ano que vem, em março, é vez de uma banda que eu ouvi muito na infãncia e adolescência, e que apesar de hoje ela passar longe dos meus Top5's, merece a minha presença. Iron Maiden, com ingresso garantido e tudo mais. Mas isso é assunto para outro post...
- Escrito pelas 18h23,
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Leituras
Imitando o cara do Liberal, Libertário, Libertino, vou começar a fazer uma lista de todas as minhas leituras. O cara tem uma lista no blog dele, e a cada mês soma-se a ela mais ou menos uns trinta títulos lidos. Eu não tenho toda essa moral ainda, mas to praticando, rs. Seria melhor esperar o ano que vem, já que todo ano-novo tem aquele clima de recomeço, de novos projetos e outras besteiras. Mas não vou esperar um mês para isso. Aliás, nesse mês eu não vou ler mais do que cinco livros, o cansaço é grande. Também não pretendo fazer rewiews de livros porque acho isso meio babaca, para quem não entende do assunto como eu. Só vou citar o que eu li como sugestão para quem ler, nada pretensioso.
Algumas das minhas últimas leituras*
Mate-me por favor (please kill me) de Legs McNeil e Gillian McCain - "Um história sem censura do punk", como já diz na capa. O livro é uma coleção de depoimentos de diversas pessoas que viveram o movimento do punk rock, como integrantes de bandas, groupies, jornalistas, escritores, entre outros. Contando a história do gênero desde seu inicio, com bandas como o Velvet Underground, o MC5 e os Stooges até o seu fim, quando algumas bandas resolveram misturar punk rock com pseudo-consciência política (alguém disse vote nulo?) e a tão característica rebeldia babaca atribuida aos "punkzinhos" de hoje.Bom de perceber como as próprias bandas, como os Ramones, não gostavam dessas bandas inglesas que, ao mesmo tempo que fizeram o tal movimento estourar (mesmo sendo eles tão anti-qualquer coisa), decretaram o seu fim, fazendo com que o punk perdesse sua essência original. Cheio de fofocas de bastidores e das vidas das bandas, é também um ótimo meio de pesquisa de novas bandas: lendo o livro você vai encontrar diversos nomes interessantes, e não irá se arrepender de se dar ao trabalho de baixar alguns discos dessas bandas. Musicalmente, o punk tem muita coisa boa.
Ah! No livro você verá daonde surgiu o termo "punk" e o seu real singificado, e poderá perceber que essa piazadinha que se diz punk hoje em dia
mal sabe do que está falando.
Dublinenses (Dubliners), de James Joyce. Livro de contos do autor de "Ulisses" e "Finnegan's Wake". Todos os contos tem alguma relação com a cidade de Dublin, capital da Irlanda, e a cultura e os costumes daquele país. A leitura desse livro fez parte das minhas pesquisas sobre um pouco da cultura desse país. Não é tão dificil de ler quando o Ulisses (eu prometi no começo do ano que ia ler, mas não consegui).
A Cabana do Pai Tomás (Uncle Tom's Cabin), de Harriet B. Stowe. Romance ambientado nos Estados Unidos escravista. Bom para conhecer um
pouco do sistema escravista deles. Defende os negros, mas é cheio de clichês e de apelações (eu pelo menos achei). Mas é um bom livro. Ler ele
ouvindo a trilha sonora do "E ai meu irmão, cadê você?" dos irmãos Coen é um ótimo passatempo para uma tarde de domingo.
* deixei de lado leituras da faculdade e da monografia.
- Escrito pelas 13h30,
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Teatro dos Vampiros
Tem um livro, que eu não sei o nome nem mesmo o autor que inspirou Roger Waters, ex-Pink Floyd, no seu trabalho solo Amused to Death, algo como "entretidos até a morte". Esse livro narra uma invasão alienígena ao planeta terra. Porém, quando os E.T.'s chegam por aqui percebem que todos os humanos estão mortos em suas casas, todos em volta da televisão. Por isso, entretidos até a morte. Na capa do disco de Roger, vê se um macaco em frente a um televisor.Na tela, um grande olho em destaque. Seria o Grande Irmão de George Orwell? Até quando essa coisa do diabo (segundo os crentes, mesmo sendo eles donos de um canal), que para muita gente seria apenas mais um eletrodoméstico (segundo o Futura, que é da Globo) vai dominar, controlar e ditar os padrões de nossa sociedade e nossas vidas?
Eu não aguento mais essa história de televisão digital. Dizem que é sucesso nos Estados Unidos (isso, vamos imitá-los), no Japão (eu sempre achei esses japas uns retardados) e na Europa. Sobre a Europa eu não posso afirmar com toda a certeza pois eu nunca estive lá, mas com quem eu conversei que já morou por lá me dizem que a cultura da televisão não é tão forte como aqui ou como nos Estados Unidos. A visão que eu tenho dos Europeus passa longe de uma familia que chega em casa do trabalho e logo liga a televisão, ficando na frente dela o resto do dia, ao invés de aproveitar melhor o seu tempo. Aliás, até achei irônico o fato dessa bobagem começar num domingo. Domingo é o único dia que o trabalhador tem para viver a sua vida. Ele trabalha seis dias da semana para poder neste dia aproveitar, para pelo menos ter um esboço do que seria uma vida sem trabalho e o que ele faz? Gasta na frente da Tv. Ou seja: o brasileiro trabalha seis dias por semana para poder ver tv no domingo inteiro. Não é um belo ideal de vida?
Dizem que agora a programação vai ter som de cd, qualidade de cinema ou de dvd. Agora o brasileiro vai poder ver a bunda rebolando com qualidade digital, a novela como se fosse "róleudi" e pasmem! O noticiário (principalmente os mais sangrentos, tipo o do Datena) vão ficar iguais ao filme Tropa de Elite, que tanto se fala hoje em dia. Inúmeros Tropas de Elite, com histórias diferentes a cada dia. Mal posso esperar para poder ver a Márcia Goldschmidt (é assim que escreve?) em qualidade digital.
E assim o brasileiro vai continuar imitando americano, achando que tem tecnologia japonesa e sonhando que é Europeu. E os Europeus enquanto isso estarão lendo livros e os americanos morrendo de infarto. E eu nem quero saber dos malditos japas.
Só que, por enquanto, tv digital só em São Paulo e União da Vitória -PR. Sim, você leu direito! Aqui, a Tv Milenium vai entrar na era digital, apresentando sua programação também em qualidade de cinema. Só que é a qualidade do Cine Luz, hehehehe. Aliás, nem sei se desde a sua fundação a TV Milenuim já não está com o seu sistema de alta definição tipo-Cine Luz. É União caminhando para o progresso...
- Escrito pelas 19h15,
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- Ver os textos que já foram pros arquivos.