O novo reality show da blogosfera brasileira.
Um grande poeta certa vez disse que barriga é status. E eu concordo com ele. A minha grande barriga que eu ostento para o mundo é cultivada com um cardápio que sempre preza pela qualidade e a quantidade, assim, andando juntas. Mas o que muitos não sabem é que eu não fui sempre gordo. Aliás, para muita gente é até decepção quando eu provo isso. Quem me conheceu até 2002 sabe do que estou falando.
A minha maneira arredondada de ser começou quando eu quebrei o braço esquerdo, num terrível tombo de bicicleta bem em frente ao Suku's. Antes disso eu sempre fui magro, e minhas atividades contribuiam para a minha boa forma. Basquete com o prof Cordovan toda segunda, quarta e sexta (e houve um tempo que depois do treino, o professor fazia a gente reinar de novo com a seleção da cidade) e volei nas terças e quintas. No final de semana, eu e um antigo amigo (que também é inimigo hoje) andávamos muito de bicicleta: morro do cristo, porto vitória, cachoeiras, morro da antena, baú...
Quando eu quebrei o braço tudo isso começou a mudar. Primeiro porque eu tive uma bela duma fratura exposta nos dois ossos do braço, e tenho parafusos até hoje nele (9 no braço). Essa fratura me tirou por muito tempo de todas essas atividades, e só não foi o primeiro fator a me engordar porque, nessa época eu já estava começando a conhecer uma companheira muito importante: a bebida.
Se bem que na época de piá a gente bebe pouco, mas é onde começa. E as pedaladas em finais de semana também se foram porque, na hora em que a gente acostumava acordar para ir pedalar virou hora de chegar em casa das festas.
Pois bem. Quando quebrei o braço fiquei 5 dias internado (foram necessárias duas cirurgias para consertar o braço, e inclusive a médica
teve que lixar meus ossos para tirar o piche do asfalto). Nesses dias de internação, meu pai, minha irmã e minha madrinha me davam MUITA
comida. Mas muita mesmo. E meu companheiro de enfermaria era pai de um dono de padaria, que lhe trazia muitas coisas de lá. O bom velhinho
não queria comer, ou seja, ele também cedia os lanches dele para mim.
Já recuperado do braço, voltei às antigas atividade com menor frequencia, e logo outra lesão veio a me acompanhar: a do joelho.
Crescimento + basquete + um novo tombo de bicicleta + um jogo de futebol onde enfiei o pé num buraco e o joelho dobrou na direção contrária
me renderam um rompimento em nível III (rompimento total) dos ligamentos cruzados anteriores. E os famosos meniscos também ficaram inutilizados.
Já não podia fazer esporte: sempre que eu tentava, meu joelho se deslocava, inchava, e eu ficava uns três dias sem conseguir por o pé no chão.
Até eu convencer o meu pai de que eu precisava de um médico (ele só me levava em massagistas, e muito de vez em quando), até conseguir uma ressonância magnética pelo sus, até conseguir a cirurgia pelo sus (operei na metade de 2004), e até fazer mais um ano de recuperação (o sus libera fisioterapia de 10 em 10 sessões. Para conseguir uma série dessas levava um mês, eu fiz umas 70 sessões) eu fui ganhando peso. E relaxando mesmo.
A vida de gordo é boa: comer muito, beber nos finais de semana...
Me recuperei totalmente no fim de 2005/inicio de 2006. Quer dizer, me auto-declarei recuperado, pois até hoje o médico não me deu alta oficialmente. Mas eu só jogo futebol, e só tenho futebol quando meus amigos estão na cidade: ou seja, de seis em seis meses.
Outra coisa que faz a gente relaxar é o namoro. Quando a gente é solteiro a gente se preocupa em estar bem para elas, e quando a gente as engana e as amarra, a gente relaxa. A minha namorada esses tempos me chamou a atenção para o quanto eu engordei desde que a gente
está junto. Para mim não parecia, mas se ela disse...
Outros fatores que me deixaram gordo: Ansiedade, nervosismo e depressão. Eu como mais do que o normal quando estou nos dias piores, e esse
mais do que o normal é mais do que muito. E eu ultimamente estou sempre na pior. Sempre comendo...
Depois de tanta baboseira que eu lhes confiei, digo o propósito de tudo isso: resolvi emagrecer. Não por estética, mas por dois motivos. O principal é a saúde: estou muito gordo, meu joelho não suporta muito peso e a tendência é aumentar e piorar se eu não cuidar enquanto
sou novo. E a segunda, a óbvia: sempre quando alguém quer me ofender, me chama de gordo. Não que eu considere ofensa, afinal, pelo menos
eu tenho comida (e da boa) em casa, mas eu quero dar um cala boca para essa gente. Tem ex-amigos (atuais inimigos) que me chamam muito de gordo burro. Quanto ao burro, eu já provei a eles que eu sou um burro melhor que eles: na monografia e nas notas dos piores trabalhos eu fiquei BEM a frente. Agora quero mostrar também que, se eu quiser, eu posso não ser gordo.
Para isso, quero tentar me reeducar quanto à alimentação e por enquanto, nadar e caminhar. Se eu não fosse pão-duro eu me matricularia numa
academia, mas eu sou um dos maiores pão-duros do planeta. Não vou deixar de fazer festa, nem de comer as tradicionais coxinhas da sexta feira, a pizza de sábado e os gloriosos pratos que minha mãe prepara (aliás, ela é outro motivo d'eu ser gordo: ela cozinha muito bem). Mas eu vou tentar pegar leve, maneirar, e me exercitar.
E vou colocar os resultados no blog de vez em quando. Quem sabe assim eu ganho mais leitores frequentes (povo adora ver um gordinho se ferrando) e tenho assunto para não deixar esse blog juntar poeira.Vamos aos dados atuais:
O Zé mede 1,83m. Meu peso ideal seria entre 62 e 83 kg. Segundo a balança da Farmacia Santa Terezinha (elas tem diferença entre si) eu estou atualmente com 117kg. Ou seja, meu IMC- ìndice de Massa Corporal é de 34.93. Acima de 30, a pessoa é considerada obesa. Acima do peso, entre 25 e 30. Peso ideal 18,25. Se eu ficar no que é considerado "acima do peso" tá susse para mim já.
Para a medicina, uma pança acima de 100cm representa muitos riscos para a saúde. Doenças cardio-vasculares, diabetes, essas paradas (que é o que mais eu tenho medo) Eu tenho 119. A meta é chegar a 100.
Então, façam suas apostas, bolões e palpites. Torçam contra ou a favor, mas acompanhem o ninguemjose.zip.net e vejam a desesperada e triste luta de um gordinho contra a balança. Avisem suas avós, cunhadas, vizinhas e manicures pois...o circo vai começar!
obs- Alguém tem uma sugestão de título para o reality show? Só não vale Missão Impossível...
- Escrito pelas 23h18,
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jabá safado.
Nessa semana estarei entregando à biblioteca da FAFI a maior piada acadêmica de que se tem noticia, a minha monografia - Samba, resistência e malandragem: Chico Buarque e o disco A Ópera do Malandro. Não sei como são os procedimentos do pessoal da biblioteca quanto à disponibilidade do texto para quem quiser dar boas risadas (ou infartar diante de tal desastre) e nem se o trabalho vai ser realmente aceito, uma vez que eu encaminhei o texto para encadernação e só depois descobri que cometi alguns deslizes quanto às normas da ABNT. Se não for aceito, mando todo mundo a merda e trago ele para casa; se aceito, ele estará disponível ano que vem para todos os acadêmicos da FAFI.
Mas se você não é acadêmico da FAFI mas deseja, por algum motivo (me xingar, me desmoralizar, rir, vomitar) ler esse trabalho, eu estou disponibilizando o texto em versão digital (.pdf, que apesar de ser violável, protege mais que o word, hã hã hã). Eu ouvi alguém dizer "como que eu consigo uma cópia dessas para mim"? Simples. É só me pedir, via email, msn, comentário ou orkut, que eu mando. Não disponibilizo para download porque quero controlar para quem chega essas cópias e garantir que não haverão plágios nem outras violações (hahahahahaha).
Lá vocês perceberão muitas coisas como: a constatação final da minha falta de talento e futuro, o grande erro que o professor cometeu ao dar 10 para este trabalho, a pesquisa horrível que eu realizei, minha escrita péssima e, entre tantos outros defeitos, alguma informação ou outra realmente útil sobre Chico Buarque.
è isso ai!
- Escrito pelas 00h47,
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como reconhecer um cabaço (ou punheteiro) num bar de rock*
*valido em bares de rock de União da Vitória & Porto União.
- Eles sempre são os que mais se empolgam quando toca "Abre essas pernas", dos Velhas Virgens.
- Usam aquela camiseta de black metal, escrito "Sex, Drinks and Metal" nas costas (não lembro de qual banda).
- Quando o som é ao vivo, se juntam, em 4 (não é isso, mente suja!) ou mais da turma, e ficam pulando todos abraçadinhos, como gazelinhas correndo um camplo florido.
- Pedem metal melódico.
- Gesticulam como vocalistas de metal melódico, por mais que seja outro estilo sendo tocado.
- Nas conversas, querem medir quem tem maiores conhecimentos musicais (vale por exemplo saber a cor da cueca que o André Matos usou quando gravou o Angels Cry).
- Tomam poucas doses do destilado mais barato, mas mesmo assim agem como se tivessem bebido caixas e caixas de cerveja.
- Alguns ficam num canto, estilo autista, olhando as meninas do recinto agindo como "se eu quisesse, eu pegava".
- Ou, "bebi demais, nossa."
- Se você chegar nesse bar de camisa xadrez ou de blusa de lã (experiência própria) vão chegar para você e dizer: "e ai grunge?"
- Se forem listras, "e ai emo?" (e a minima parte deles que tem maior conhecimento de mundo além das pontes da cidade: "e ai indie?")
- Acham quem cantam parecido com o Bruce Dickinson, ou o André Matos. E tentam te mostrar isso.
- Se empolgam com "Tamo indo pra Zona" dos Velhas Virgens, mas nunca foram lá (e se foram, foram barrados na entrada).
- Se empolgam com qualquer música dos Velhas Virgens.
- Se empolgam com qualquer música com conotação sexual.
- Dizem que odeiam Guns'n Roses, mas colocam trechos de canções na mensagem pessoal do msn. E meio sem noção, tipo, "It's hard to hold a candle, in the cold november rain". Fria chuva de novembro? No Brasil??? Acho mais provavel uma tempestade tropical de novembro, do que uma fria chuva por aqui, rs.
- Quando tem banda tocando, pedem alguma coisa bem noção, tipo Sisters Of Mercy ou Siouxee and The Banshees, só pra mostrar que curtem coisas diferentes (pois é claro que a banda não tira nada desse som).
- E os pedidos seguem a moda entre os roqueiros de União. No caso atual, Hard Rock. Eles baixaram no orkut uma banda de hard rock da Eslovênia muito boa...
- Mas Hard Rock para eles é banda de metal melódico para quem curte Hard Rock. Ou para quem escuta música.
- Fazem roda punk e se acham "do mal".
- usam correntes, tachinhas e rebites, e se acham "do mal".
- Acham que, ficando num canto agindo como autistas, são "intelectuais superiores aos demais".
- Quando a banda termina de tocar e não vê a hora de se encostar no balcão pra tomar uma, eles se acumulam na passagem para cumprimentar e abraçar os "amigões da banda".
- Dão cigarros ou os acendem para quem tá tocando, e óóóóóó, sou demais!
aff. chega.
- Escrito pelas 00h02,
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Tia Alice
School's out for summer
School's out forever
School's been blown to pieces
No more pencils
No more books
No more teacher's dirty looks
- Escrito pelas 00h32,
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meu humor é o problema.
A minha nova teoria que busca explicar o porquê de ser tão dificil eu conseguir me relacionar com outras pessoas (nas ultimas semanas eu virei inimigo de mais umas cinco pessoas) é o que eu achava ser o meu único trunfo: o humor.
Acho que as pessoas não entendem que eu aprecio e faço uso muitas vezes de um humor negro, sádico, cruel, com grandes doses de ironia e sarcasmo, totalmente maldoso. E não entendem que esse é só o meu jeito de ser engraçado (nem que só eu entenda a graça).
Acho que as pessoas se ofendem com as minhas tiradas, ou ficam bravas por não conseguirem fazer igual.
é só uma teoria.
- Escrito pelas 23h44,
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E o azar continua...
Só porque eu não consegui ir para Curitiba, o Coxa levou um nabo ontem do Marília. 43.000 pessoas presenciaram uma zaga sonolenta, um Pedro Ken e o Anderson Lima jogando pouco e um Keirrison machucado. Aposto que se eu estivesse entre as 43.000 pessoas, a coisa toda seria diferente...3x2 Marília, com direito à pancadaria na saída, policia militar chamando torcedor coxa branca de vagabundo e a Gazeta do Porco atleticana se deliciando com os fatos. E hoje, Ipatinga e São Caetano em Minas. Um empate garantia o título ao Coritiba. E o São Caetano mandou no primeiro tempo, segurou no segundo, mas aos 43 do segundo tempo o Ipatinga marcou, ganhou, encostou no Coxa na tabela e agora o título não está garantido.
E eu, ainda não conseguindo fazer o trabalho que vai em reprovar em História do Brasil esse ano.
putaquepariu que lixo de feriado!
- Escrito pelas 18h08,
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por quê eu escrevo?
Queria um dia ser um blogueiro como o cara do Notas de um velho safado
Um dos meus maiores problemas comigo mesmo e este blog é ter alguma razão de ser nisso tudo. Digo isso, porque a maioria das pessoas que acessam um blog tem um motivo para isso. O cara que quer ler sobre política vai num blog de politica, o cara que quer ler sobre cinema, música, ou cara que quer baixar música, o que quer baixar putaria, o cara que quer ler sobre futebol ou a vida de algum famoso, e por ai vai. Existem blogs para todos os gostos, desde que você tenha um.
Menos o meu. Meu blog não tem sentido nenhum. Quando falo de música, só falo merda. Cinema, pior ainda. A minha ocupação, História, não me rende acessos: quem vai querer aprender história num blog, se pode pesquisar nos livros, no google ou com o Eduardo Bueno? (isso foi uma ironia).
Quando falo mal de alguém (o que é mais frequente) dizem que eu só sei arrumar confusão, inimigos, e que não vai ter ninguém pra me levantar quando eu cair, e blá blá blá.
Quem entra aqui é por engano (graças ao google) ou os que me conhecem. Só pra ver qual é a do gordo-cabeludo-barbudo-corcunda-burro, ou porque é meu amigo/colega/admiradora secreta, hahahahahaha.
Eu queria ter algo para escrever, para não ficar escrevendo sobre o ato de (não) escrever, nem reclamar da vida, nem falar mal de alguém. Queria ter um assunto que eu realmente dominasse, e que ao mesmo tempo as pessoas quisessem ler a respeito. E eu queria escrever bem, ao estilo do cara do Notas, que eu citei acima como exemplo. Ele tem posts engraçadíssimos, com conteúdo e tudo o mais. Do jeito que eu queria fazer mas não faço por incompetência.
Em duas semanas eu entro em férias e começo com alguns projetos de melhoras na minha escrita. Algumas idéias que eu já tive:
- Diário do meu esforço nas férias para tentar emagrecer.
- Volta da minha série dos "caras que tem a moral" (onde já foram homenageados nomes como Wilson das Neves, Serguei e Túlio Maravilha)
- História de União da Vitória & Porto União, coisa que eu trabalho e que eu tenho aprendido muito ao longo do tempo (e passado para
as crianças do projeto no qual participo) e que eu acho que deveriam ser passadas para mais pessoas.
Eu aceito mais sugestões. Só não quero ficar na merda de agora. Se não eu paro de vez, rs.
- Escrito pelas 14h54,
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uma sorte, mil azares.
Ontem mesmo eu tava comentando com um dos únicos colegas de classe que ainda conversam comigo na faculdade sobre como que a minha vinha vindo "bem obrigado" e que por isso mesmo, alguma coisa de muito ruim estava se armando para cair como uma verdadeira bomba e ferrar com tudo na minha vida. E não é que eu estava certo?
A vida estava boa mesmo. Consegui aquela bolsa no projeto da faculdade, ia fazer pós-graduação já no ano que vem, tirei nota máxima na apresentação da minha monografia e, para coroar o grande ano de 2007, onde eu já tinha visto Chico Buarque e que seria o último ano que eu passaria longe da minha namorada, o grande Coritiba Foot-Ball Club seria campeão brasileiro, com um detalhe: eu estaria no jogo de sábado, 17 de novembro, no glorioso Estádio Couto Pereira vendo tudo isso.
Tudo começou a desabar mesmo. Um trabalho para segunda-feira de História do Brasil que me fez lembrar de como eu sou inútil e burro me tirou toda a glória de ter tirado 10 na monografia. Logo depois, fico sabendo que a turma da pós-graduação não fechou. Talvez seja uma noticia não tão ruim. Afinal, vai me sobrar mais dinheiro ano que vem e eu já não estou mais tão certo sobre eu ter algum futuro no mundo da história.
Agora, o choque maior foi o jogo do Coxa. Eu planejei durante todo o ano, mas todo o ano mesmo, ir pra Curitiba nesse fim de semana. É o ultimo jogo do Coritiba em Curitiba na temporada, e com grande chances de ser o jogo do título. Com a bolsa que eu ganharia, susse. Ia ter dinheiro para ir para a capital e ainda ia sobrar para torrar em tudo em que se merece gastar dinheiro em Curitiba.
Ai, umas semanas atrás, o primeiro sinal de fumaça: só receberíamos nesse mês metade do "salário". Pouco importa se o nosso projeto já estava desde o dia 10 trabalhando a todo o vapor, ainda que sem a verba nem as bolsas. Pelo fato de muitos projetos nem terem se iniciado, ficou decidido que todos vão receber só a metade. O nome disso? Democracia. Todos iguais, todos nivelados. Mesmo que alguns se esforçem mais do que os outros.
Mas tudo bem, com a metade ainda dava pra fazer alguma coisa. Mas passou uma semana, duas semanas, e nada do dinheiro. Soube hoje que,
por uma série de burocracias, antes de terça que vem eu não recebo um centavo. Sendo otimista quanto à terça feira ainda. Mas tudo bem. A mãe de um amigo meu ia para Curitiba e eu consegui carona. Meu tio é sócio e conselheiro do Coritiba, eu pedia para ele uma ajudazinha, pagava o ingresso depois, e ficava susse.
Mas ai veio a pior cagada de todas: Eu vi a data do jogo errada.
O maldito jogo é sexta-feira, e não sábado. A carona é sábado. Eu me planejei no minimo uns sete meses esse ano baseado num equivoco na hora de consultar o maldito calendário. "O sonho acabou", diria o John.
Alegria de pobre dura pouco. Pouco importa tirar 10 numa monografia quando tudo que você planeja dá errado, e você terá que ouvir o seu time campeão pela Transamérica. Que cagada.
- Escrito pelas 11h44,
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dez.
10 no texto
10 na apresentação
Peso 6 no texto
Peso 4 na apresentação.
Nas minhas contas isso dá 10. Ou 100%
Sorte.
- Escrito pelas 10h52,
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Obedeça seu professor.
Quando você entra numa faculdade de História, você conhece um professor que te passa um monte de textos para ler, e exige que você faça fichamentos desses textos num caderno. Inclusive isso é quesito de avaliação, levar o caderno para o professor conferir. Muita gente achava que isso era coisa de primário. Eu até fazia às vezes, mas depois de um tempo abandonei. Fui metido a ponto de achar que só lendo o livro (ou o texto) já bastava.
Ai, três anos depois, meu orientador faz a última correção da monografia, e em vários trechos do texto pede referência. Ou seja, cá estou eu com todos os livros e textos que eu li durante dois anos, procurando neles o ponto exato de onde eu tirei as idéias que eu escrevi no meu texto. Minha monografia tem cerca de 48 páginas de texto, e em média o meu orientador pediu uma referência por página, mais ou menos (ainda bem que as citações diretas que eu fiz eu copiei certinho num caderninho). Isso dá uma noção do trabalho que eu vou ter nos próximos dias.
Se eu tivesse adquirido o costume de fazer fichamentos como o professor sempre insistia, agora eu poderia estar tomando uma cervejinha pra matar esse calor infernal, e passar mais rápido o maldito domingo. Agora eu estou numa pilha de livros e textos procurando referências. E depois disso ainda tenho que elaborar uma apresentação de PowerPoint para a minha comunicação. Detalhe: eu nunca fiz porra nenhuma no PowerPoint.
Acho que nessa eu to fudido.
À propósito, nessa quinta começa o encontro de iniciação cientifica da Fafi. Um verdadeiro festival de trabalhos acadêmicos. E o meu trabalho vai ser o headliner no dia de sábado.
Mentira. Eu fiquei com a abertura da parada, no sábado, às 8:30. Se alguém quiser acordar cedo no sábado para ver o resultado de um ano de reclamações da minha parte, fique a vontade. Só acho que tem que se inscrever no evento, ou seja, pagar. Mas não tenho certeza. Se não quiser certificado, talvez deixem entrar lá.
O título da monografia ficou decidido como "Samba, resistência e malandragem: Chico Buarque e o disco A Ópera do Malandro", mas no evento está como "A Ópera do Malandro de Chico Buarque: Uma análise" porque o artigo que eu entreguei para ser publicado é mais ou menos o terceiro capítulo do trabalho inteiro, e na época que eu me inscrevi eu não tinha outra idéia pra título mais bonita. O artigo estará disponível no CD do evento e conta como publicação (quem ficava se pagando pra mim por ter publicado um conto de três linhas?) e se alguém não tiver nada, mas nada mesmo para ler eu posso mandar ela pronta.
É. Eu consegui terminar ela.
- Escrito pelas 00h38,
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- Ver os textos que já foram pros arquivos.