ninguém josé

"Como vou querer que as pessoas entendam o que passa pela minha cabeça se nem mesmo eu entendo?"
- Dalí

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e tem gente que diz que isso é poesia.

 

 

 

- Escrito pelas 22h19, .

a morte está em greve.

                                

Era noite de reveillon, não só naquele país, mas no mundo todo. E em dias festivos como esse é normal algumas pessoas passarem da conta na bebida e partirem para a direção. E acidentes acontecem não é?
E aconteceram, naturalmente. Só que havia algo de estranho nisso tudo. Em muitos desses acidentes, a probabilidade que não falha nos níveis de "gravidade" de um acidente não condiziam com o que estava acontecendo. Afinal, por mais violenta que fosse a batida, por mais que os carros terminassem em  perda total, as pessoas continuavam vivas.
E nos hospitais, os doentes também pararam de morrer....os já em estado terminal em suas casas, desacreditados pela medicina, insistiam em respirar, ainda que em agonia, ainda que não dominassem mais suas funções vitais.

E os dias foram passando e a história foi se repetindo. O que poderia parecer uma piada de extremo mal gosto revelava-se agora um fato verdadeiro. Ninguém mais morria naquele país. E não demorou muito para um jornal de grande circulação divulgar uma nota escrita por uma senhora, imortalizada nas culturas e mentalidades do mundo todo: A morte (com letra minúscula mesmo). E ela afirmava nesta nota estar em greve, cansada de ser tão mal interpretada e tão temida pelos homens, e não mais valorizada pela importância que ela tinha para todos eles.

E no país onde ninguém mais morria, o que parecia uma grande dádiva (afinal, quantos foram os alquimistas que buscaram o elixir da vida? quantos não sonharam com a oportunidade de viver eternamente?) se revelava agora um grande problema: afinal, com tantos nascendo e nenhum morrendo, previsões de um colapso econômico, social ou demográfico começavam a aparecer.  E muita gente tinha muito o que reclamar: os hospitais que não venciam cuidar de tantos doentes que já não mais morriam, as funerárias que agora perderam seu sustento, os cálculos da previdência, as famílias que já não queriam mais cuidar de seus entes morimbundos, etc. E a burocracia (problema esse já velho naquele país), aliada a esse fato de ninguém mais morrer possibilita o surgimento da máphia (com "ph" mesmo) que leva pessoas clandestinamente para morrer nas fronteiras....

E é nesse caos todo que José Saramago conta uma história que (mais para frente) vai se revelar com a própria morte sendo a protagonista e de como a humanidade se esquece de sua importância, da sua utilidade e do seu verdadeiro sentido. E o autor ainda cria uma morte "humanizada", com desejos, frustrações e (pasmem) paixões....José Saramago, As Intermitências da Morte.

 

blergh! esse post ficou horrível.


- Escrito pelas 11h43, na categoria Literatura, .

História mal contada.

A reforma protestante (aquela do Martinho Lutero, que não é aquele que você leu uma citação de sua autoria em algum convite de formatura) foi um dos acontecimentos mais importantes da história. Mas esse acontecimento não foi explicado direito para a maioria das pessoas nos tempos de colégio. A explicação das professoras era sempre a mesma: "Martinho Lutero não curtia muito o latim e andava indignado com os padres que vendiam espinhos da coroa de cristo e tal, ai resolveu cair fora do Vaticano e criar sua própria igreja...".

Mas os motivos vão muito mais além, e páginas e páginas seriam necessárias para explicá-los. A Reforma foi a maneira de muitos países chegarem para a Igreja e dizer: "pêra ai minha senhora! eu ando afim de ganhar uma grana sem estar pecando e tal". Ai as burguesias (sempre elas) foram lá deram inicio ao movimento....e o resultado disso foi que hoje em dia, tirando Itália, Espanha e Portugal, não existem países ricos católicos (e quando fala-se em países que hoje detêm tecnologia tecnologia então?).

Mas uma coisa que poucos sabem é que a Reforma Protestante e a História do Brasil tem uma relação estreita. Você se lembra quando sua professora de história lhe falou que certo dia os Reis de Portugal e Espanha foram se encontrar com o santo papa e de lá saíram com um acordo que dividia o mundo entre eles? Sim. O Tratado de Tordesilhas.  Afinal, na época existiam outras grandes nações: Inglaterra, França, Holanda e Alemanha (que não era Alemanha). E imagine o que essa galera pensou quando um papa resolveu dividir o mundo entre só duas nações, deixando todos eles de fora? E porque deveriam eles se submeter a esse papa que não dava bola nenhuma para seus interesses?

Eis a Reforma Protestante.

Pretendo falar mais sobre história no blog. Para a primeira vez ainda ta fraquinho...poucas informações, argumentos...mas aos poucos vou melhorando. Aceito críticas, repressões, protestos ou quem sabe alguma sugestão. Obrigado.

- Escrito pelas 00h07, na categoria História, .

ao clown

Um "amigo" meu, certa vez, de uma hora para outra, resolveu querer "competir" comigo. Talvez não seja essa a palavra certa, mas o cara buscava a todo custo maneiras de prevalecer-se sobre a minha pessoa. E de provocar também (não que eu aceitasse essas provocações, mas eu não via motivos para aumentar ainda mais a minha lista de desafetos). Ele veio dizer que eu invejava ele, pois ele tinha uma banda que tocava Pink Floyd e eu não; disse também que eu invejava a habilidade dele de escritor, segundo ele muito superior a minha pequena facilidade de transformar idéias em palavras. Para ele, sua escrita era melhor que a minha porque ele fazia ficção, coisa que (também segundo ele) eu não sou capaz de fazer e que ele ia publicar um conto num livro e blá blá blá. E por essas e outras ele se diz poeta.

Ai eu fiquei pensando sobre o que é ser poeta.

Ser poeta é ter amigos que te tratam como um lixo e vivem a te humilhar? Então eu não quero ser poeta. Ser poeta é ser rejeitado por uma mulher por não ser homem suficiente para ela? Eu não sou poeta. Escrever bem é só parafrasear músicas de outros compositores? Eu não sei escrever mesmo.  Ser poeta é andar na rua feito um escroto, que todo mundo olha torto e ninguém conversa numa festa? Eu não sou poeta. Ser poeta é ser infantil, de baixo nível, e ter atitudes desprezíveis? Eu não quero ser poeta...

Por tudo isso, prefiro ser esse cara que não toca em banda nenhuma e não sabe escrever. Porque escrevendo bem ou mal, as pessoas entram no meu blog (e de lugares do mundo inteiro, segundo o analytics). Já vieram pessoas que eu não conhecia me elogiar pelo blog (teriam elas mau gosto?) e, desde que foi criado, o blog teve um considerável número de visitas. Tenho grandes amigos, pessoas que me querem bem, e para isso eu não precisei parafrasear Deus Lhe Pague do Chico. E pasmem! Pessoas já leram livros só porque eu falei deles aqui no blog! Para isso tudo precisei ser poeta? Não mesmo. Eu não tenho nenhuma pretensão literária com esse blog, não vou salvar nem o mundo nem meu próprio nariz com as coisas que aqui escrevo. E eu já estive em 4 bandas, e se não continuei em nenhuma delas foi por um motivo muito simples: eu nunca tive um instrumento musical bom e a aparelhagem mínima necessária para se fazer um ensaio. Já me convidaram para escrever em jornais, e eu não quis, simplesmente porque eu não quis assumir mais uma responsabilidade. Será que eu preciso sair por ai dizendo essas coisas para tentar me achar melhor que alguém? Não. Para mim esses fatos não são parâmetro para se medir quem é bom e quem não é. Caráter, dignidade, integridade, e outras qualidades sérias que realmente importam numa pessoa não se conquistam com meia dúzia de rimas que você rouba de um compositor famoso, ou com um papel coadjuvante numa banda qualquer...E vou parando por aqui, porque isso aqui ta muito chato.

- Escrito pelas 10h20, na categoria Sociedade, .

obrigado UOL, pela consideração

Estou de volta. Justamente algumas horas depois d'eu desistir do blog e da vida de blogueiro (sinceramente, não me vejo com um blog diferente de ninguemjose) o UOL resolveu fazer alguma por nós, não assinantes cheios de criatividade para jogar na rede (mas nada de grana pra jogar na conta deles). Eu duvido que todos os blogueiros que ficaram esses dias sem conseguir acessar seus blogs vão receber alguma satisfação do UOL sobre o que aconteceu, visto que várias pessoas tentaram ligar para o "zero-oitocentos" deles e receberam como resposta um "sinto muito, mas não há nada de errado com nosso sistema e não faremos nada a respeito disso pois não houve muitas reclamações".

O jeito é continuar daonde paramos, afinal, já no último post eu anunciava uma tentativa de melhorar isso aqui, o blog visualmente estava mais bonito mas ficou parado, perdendo tempo e leitores...

Sobre um possível ninguemjose.blogspot.com.

O blogger seria o servidor perfeito. tem um editor melhor, recursos melhores, a parada-do-html-que-eu-não-entendo melhor e tal. Porque não migrar para lá?

Como eu disse ali em cima, eu não gostaria de usar outro endereço que não fosse o "ninguémjose". Acontece que no blogspot  já existe um ninguemjose.blogspot. E esse filho da puta não se chama josé, e só postou uma vez lá, em agosto de 2002. E a unica coisa que tinha nesse post era a palavra "teste". E, segundo o FAQ's do blogger, eles tem uma politica de contas eternas, que nunca expiram, para que "se um dia o usuário querer voltar a usar o seu blog, ele encontre-o da mesma maneira que o deixou". Simples.

Bem, o que importa é que o blog voltou e, agora posso deixar fluir "toda" a minha criatividade por aqui. Para os que comemoram o fim deste blog, me desculpem, mas (ainda) não foi dessa vez (de novo).

E fica aqui um obrigado para as pessoas que estão assinando meu feed. Agora já são 3!

- Escrito pelas 01h51, .

mudanças por aqui.

A parte visual é obra do Felipe, creditos a ele. A fonte mais bonita, os espaçamentos, os links em maior evidência, o título dos posts mais elegante, tudo obra dele. E algumas mudanças nos tais códigos...coisas que eu não entendo, por isso não tem como explicar.

Os Beatles cansaram de atravessar a Abbey Road, então agora eles foram dispensados: John voltou pra Yoko, George pra Krishna, Paul pro dinheiro e o Ringo se escondeu. Agora é o Chico.

Aliás, esse é o ano Chico do blog. Afinal, no dia quatro de abril (mês que vêm) estarei no Teatro Guaíra em Curitiba para ver ele em carne e osso (mesmo que em uma distância consideravelmente grande, já que eu vou ficar "lá" em cima). E também porque o sr. Chico Buarque de Hollanda é o tema da minha monografia, que já está em fase de "escrevinhação" e será apresentada nesse ano. Então, para o blog assumir um pouco desse clima, serão apresentadas no espaço ali em cima capas dos inúmeros lp's da carreira do mestre. Ainda não sei com que freqüencia eu vou mudar ali, mas se tudo der certo de duas em duas semanas eu mudo.

Os links foram atualizados. O meu perfil no last.fm adicionado ali no cantinho (onde, para quem não percebeu, está meu msn, meu profile do orkut, minha idade e meu nome). Foi feito o cadastro no Blogblogs (que ainda não foi confirmado, problema do site deles) e do feedburner. E agora que eu descobri a facilidade de usar um leitor de rss (eu uso o google reader), pretendo ler outros blogs com mais freqüencia (e espero que outras pessoas passem a assinar esse aqui).

Tudo isso, aliado a outras coisas que passaram a ser usadas aqui, como o google analytics, fazem parte da tentativa de tornar esse blog sério, de qualidade e digno de respeito.

agora só falta aprender a escrever e esperar (num milagre) a criatividade aparecer.

- Escrito pelas 00h32, .

de ladrão a ditador.

Quando já está tarde e não há mais nada para se fazer na internet, eu sempre termino vagando sem rumo pelo orkut. E se eu estou meio triste ou chateado com alguma coisa, tenho duas coisas como terapia no orkut: sair de comunidades ou deletar pessoas da minha lista de amigos.

Grande terapia, não acha? Pois é.

Mas como eu já deletei unas duzentas pessoas da minha lista de amigos, hoje resolvi sair das comunidades. Foi quando eu entrei numa relacionada ao Monty Phyton e vi que ela estava sem dono...

Sim. Eu roubei ela para mim. E não me interessa se ela já tinha uma mediadora. Numa atitude semelhante a um golpe de estado fulminante eu assumi o controle da comunidade e agora sou proprietário de DUAS comunidades! (Victor Ramos que me aguarde). Por enquanto, o meu poder sobre ela é como o golpe de 64, antes de 68. Silencioso, sem mostrar ainda todas as garras e dentes. Mas se algum participante (ou a mediadora) resolver chiar ou mostrar qualquer tipo de descontentamento com a maneira democrática com a qual cheguei ao poder eu vou ser obrigado a baixar o meu AI-5 e tomar medidas mais autoritárias como destituir a mediadora, exilar os revoltosos e controlar a entrada de novos membros.

Mas eu duvido que isso vá acontecer, pois desde que essa comunidade veio ao mundo ela só teve dois tópicos e somando-se eles apenas nove respostas.

Por isso estou convidando você a participar da minha nova comunidade.

Por isso que dizem que mente desocupada....

- Escrito pelas 00h39, .

Lost, by Manoel Carlos

O principal problema em uma coisa que você gosta virar moda é o tipo de pessoa que vai gostar das mesmas coisas que você.

No meu caso, e no caso do Lost, são as pessoas que gostam de novelas.

Fãs de novela, por exemplo, são miguxas demais. Elas querem mesmo é o romance, a coisa bonitinha e cor de rosa, como nas novelas. Mas num seriado como Lost isso é inconcebível! Ai, me vem uma criatura me dizer: "tadinho do Sayd! A Shannon não merecia morrer! O amor deles era tão lindo!". Isso não existe! A Shannon merecia morrer sim...quem assiste Lost lembra que ela ferrou com o Sayd no aeroporto, antes deles embarcarem no avião. E isso é só um dos motivos para ela merecer morrer! E o amor deles não era lindo! O Sayd gosta mesmo é da menina árabe que alugou uma casa com o Locke. A Shannon era só uma parada física, ou no máximo, resultado da pressão psicológica pelo confinamento naquela ilha. Menos amor...e tenho dito!

Fãs de novela tem a mania de acompanhar vídeo show, programas de tv femininos e revistas de fofocas para saber tudo o que vai acontecer nos próximos episódios . E isso não pode acontecer com Lost, pois lá, a parada que rola é o mistério, o suspense, e de nada adianta (e nem tem graça) saber o que vai acontecer! Isso tira até os calafrios que a gente sente quando soam aqueles barulhinhos de fim de episódio, depois aquele ruído e enfim o fundo escuro com a palavra "Lost". E do mesmo jeito que toda  essa mulherada que curte uma novela gosta de comentar essas coisas, me vem uma criatura dessas, me adiciona no msn, e resolve me contar umas paradas que eu não queria saber sobre a trama. E a supresa, a emoção a empolgação? Foi pro saco! Eu já sabia que isso ia acontecer...

Agora, advinhem quem é a fã de novelas e agora de Lost que me serviu de inpiração para esse post?

Advinhou?

Sim, é ela mesmo. A mesma pessoa que disse que Raul era do diabo, que me deu aulas maravilhosas de política (e de o quanto Geraldo Alckmin era maravilhoso) e que leu Brida e resolveu virar bruxa. Vocês não acham que ela merecia um prêmio por tanta contribuição aqui?

- Escrito pelas 02h42, .

wilco

Eu não conheço muita coisa deles: só um ao vivo e agora o novo, que por sinal está muito bonito. Bonito e triste. Na verdade, minha audição dessa banda é bem primária, do tipo que você ouve uma música e diz “ei! eu gosto dessa ai!” mas nem sabe o nome dela. Eu não sei de cor nem o nome do ótimo guitarrista, apesar de até já ter lido um texto sobre ele. E eu só sei o nome do líder, Jeff Tweedy, porque meu amigo Felipe gosta bastante de Wilco e já falou bastante dele.

Mas eu acho que as bandas deveriam ser como o Wilco. Não imita-las, mas fazer música do jeito que eles fazem. Apesar de não conhecer muito essa banda, eu penso da seguinte maneira:

Eles não tem um público-alvo determinado, ou trocando em miúdos, não tem rótulos: Eles não são heavy metal, não são punks, nem indies...nem chegam nem a ser rock...são mais folk do que rock. Mas desse jeito eles não se “vendem” pra nenhuma “tribo” específica. Eles fazem músicas para pessoas (?) normais.

Pelo menos até agora, se dizer fã deles não é ser o bacana da galera, assim como já foi com o Los Hermanos, mas hoje já não é mais. Apesar d’eu só conhecer um fã deles, eu acredito que o wilco não seja o tipo de banda que faz seus fãs calçarem o tênis do tipo x, usarem a roupa do tipo y, ou agir dessa ou de outra maneira.

É musica boa. Muito bem tocada, mas ao mesmo tempo é possível de se tirar no violão. E pelo pouco que eu ouvi, é música sem uma “ideologia x”. Então, não vai ser o som da sua revolução, mas será a trilha sonora de horas agradáveis.

- Escrito pelas 09h24, .

Um filme para crianças e...professores de história.

O filme em questão se chama “Uma Noite no Museu”, protagonizado pelo Ben Stiller e o Robin Williams. Trata-se de um bom exemplo de um filme que pode de certa maneira mudar a vida de uma pessoa (profissionalmente) ou no mínimo dar boas idéias. Ou talvez nem isso, mas pelo menos ele rende um texto num blog. A coisa é mais ou menos assim: Larry Daley (Ben Stiller) é um pai frustrado. Frustrado porque não consegue mostrar para o seu filho que ele serve para alguma coisa. Vive sem emprego seguro e anda sem grana, além de ter que competir com o padrasto do seu filho. Mas tudo parece mudar quando ele consegue um novo emprego: o de vigia noturno de um museu. Seu primeiro dia de trabalho começa normal. Ele recebe todas as instruções necessárias e ao cair da noite fica sozinho no prédio do museu. Logo, demora pouco para ele descobrir uma coisa muito...muito estranha. Todas as coisas em exposição no museu ganham vida ao cair da noite, desde os personagens, passando pelos animais e chegando até num...dinossauro. E agora? O que fará o pobre rapaz, em meio a tanta...anarquia (imaginem uma legião romana lutando contra cowboys americanos, em meio a leões andando pelos corredores enquanto Átila, o Huno tenta pilhar e matar tudo que vê pela frente)? No dia seguinte, o antigo guarda dá uma dica valiosa: para lidar com tanta gente e tantas coisas, será preciso estudar sobre tudo no museu. E é o que ele faz: lê livros, pesquisa na internet, e logo o próprio guarda já tem um grande conhecimento sobre a história de tudo que está em exposição do museu. Ok. Ai acontece um monte de coisa que não é interessante comentar, para não estragar o enredo, caso alguém que leia isso resolva assistir ao filme. Mas digamos que, no fim acontece uma coisa muito tensa, e que por isso, alguns dos personagens que ganham vida (o dinossauro, uns homens pré-históricos e o presidente americano T. Roosevelt) precisam sair do museu. Ai essa situação tensa se resolve, e tudo acaba bem, e finalmente eu chego no ponto principal da minha idéia. Os personagens e o guarda salvam o dia (a tal situação tensa), mas fica um problema: como explicar para a galera da cidade no dia seguinte, as pegadas do dinossauro, as pinturas rupestres no metrô e outras coisas que ficaram pra trás? A âncora de um noticiário no filme dá a dica: “isso parece ser uma grande jogada publicitária do museu”. E isso faz com que muitas pessoas passem a visitar o antes abandonado museu. E é isso que eu, profissional dedicado à arte de educar (rsrs) e meus colegas de profissão devemos fazer. Forçar de alguma maneira o interesse da piazada e dos adultos por essa ciência tão fascinante (rsrs) que é a História. Mas não deve ser o interesse que os professores da faculdade falam para a gente despertar. Tem que ser uma parada mais forçada, mais chamativa mais...infantil (ou lúdica). Porque na faculdade passam para a gente textos e mais textos sobre a importância desse despertar de curiosidade pela história, mas sempre fica a impressão de que eles foram escritos por esses professores doutores que não sabem o que é dar uma aula para uma horda de bárbaros de uma 7ª série. Ta na hora de botar na cabeça dessa piazada que história é um troço não só importante, mas divertido. E é isso que os “doutores da história” não entendem. A melhor maneira de fazer a galera se interessar pela coisa é mostrar como isso pode ser divertido, assim como esse filme é. Assim todo mundo terá um final feliz: As pessoas aprenderão história e serão cultas, Átila superará seu trauma de infância, o guarda do museu mantém seu emprego e conquista de volta a admiração do filho, e eu arrumo assunto pro blog.

- Escrito pelas 23h19, .

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