clube da luta
A futilidade está em todos os cantos, andando de braços dados com a burrice. Mas o grande erro da gente está em pensar que “fúteis” são apenas as pessoas que tem uma vida regulada pelo consumo, pelos modismos ou pela constante auto-promoção ditada por valores nada relevantes. Mas a futilidade está ainda mais enraizada por ai; ela tomou até os “esclarecidos”.
Esses, que dizem não seguir as regras da sociedade, que pensam que são cultos e intelectuais e que “fazem arte” são até mais fúteis do que o cara que simplesmente curte uma música comercial,lê auto-ajuda, vê novela e curte uma baladinha. Porque os tais “artistas” se contradizem no que dizem viver e acreditar agindo como os fúteis clássicos, querendo prevalecer-se sobre os semelhantes, estar em destaque, esnobar os outros, preocupando-se mais em “parecer” do que realmente “ser”.
Como eu constantemente sou premiado com conversas com essas pessoas (que estão sempre querendo pisar em cima de mim) hoje eu resolvi brincar de Tyler Durden e mandar um recadinho (se vai ser lido ou não, já outra história):
Você não é a camiseta de banda que você usa.
Você não é nem as músicas que ouve, nem as bandas nem os integrantes das mesmas.
Você não é os livros que você lê.
Você não é as mulheres que você “pega”.
Você não é a banda que você está.
Você não é o teu orkut, nem teu blog nem o nick do teu msn.
Você não é os amigos(as) que tem.
Você não é o seu emprego.
Você não é as coisas que parafraseia e diz que escreve.
E pouco importa o que você não é, ou o que tenta ser.
- Escrito pelas 10h14,
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Coming back to life
É mais ou menos como um sonho. Você dorme e sonha todas aquelas coisas boas, só que uma hora ou outra você acaba acordando. Porém, o sonho dura alguns meses, portanto a hora que você acorda, aquela sensação de “merda! era apenas um sonho” é muito mais forte.
Começou no fim de novembro, quando eu entrei em férias. A partir de então, eu simplesmente esqueci que eu faço uma merda de curso, numa merda de faculdade onde pelo menos 95% das pessoas que estão lá são umas merdas. Não é arrogância nem nada: eu só acho que aquilo é pouco para mim, e tenho muita razão em afirmar isso. Me sinto lá como Zaratustra que subiu a montanha e depois que desceu não conseguia mais falar com ninguém. A diferença é que eu não cheguei nem na metade da minha montanha e já não consigo falar com essas pessoas. Acho até que eles lá em baixo estão cavando um buraco para ficar mais em baixo.
Ai, depois de um ano sozinho nessa cidade, começam a chegar meus amigos. Os de verdade. Porque ser amigo não é só me adicionar no orkut. Os amigos de verdade não são como os de mentira que eu tenho aqui na cidade, que se dizem como tal, porém vivem querendo esnobar, pisar em cima e humilhar a gente, como quem quer dizer coisas do tipo: “olha só, estou fazendo um grande favor conversando com você aqui, então sinta-se muito agradecido”. Eles se fazem de amigos, aprendem uma porrada de coisas com você, você é camarada com eles e tal, mas eles insistem em querer ser melhores que você. E eu não sou assim, e ainda por cima sou melhor que eles. Não é arrogância não, mas eu sou e isso é fato.
Os amigos que chegam nessa época são os de verdade. Porque eles não querem te tratar mal, eles não querem ser melhores que você, não querem te esnobar e nem achar que sabem mais que você...eles querem apenas...ser amigos. É aquela galera que conversa sobre todos os assuntos, sem ninguém querer se achar o doutor absoluto e dono da verdade: querem apenas...conversar. E se divertir. Eles lembram que você existe, eles querem que você esteja presente nas horas legais e não aparecem somente quando precisam de alguma coisa. São as pessoas que, quando presentes, fazem você se sentir bem mesmo. São as pessoas que você vai convidar para o seu casamento. São seus amigos. E eles me consideram amigo deles como eu os considero, diferente de muita gente que já se disse meu amigo nessa vida.
Ela também. A cara-metade, a alma gêmea e todas essas coisas rosas e açucaradas. A vida tem sido um grande teste para a gente devido a nossa distância. São três dias juntos para cada três, quatro semanas longe. Mas isso só fez fortalecer o que tinha antes. Se em algum dia desde que ela foi embora eu tive dúvida sobre a gente, já sumiu. Descobri nela uma grade companheira, uma amiga incrível e uma personalidade maravilhosa, que sabe sempre ser ela mesma, e não mudando isso aquilo só pra me agradar. Não é à toa que a gente completa nossos 4 anos em setembro. Eu amo aquela menina de verdade.
Com os amigos e com a namorada vêm todas as outras coisas que fizeram dessas férias uma época muito boa: foram festas, sessões de filmes, jogos de fifa 07 (to virando mestre nesse jogo) ou de emulador de super-nintendo, partidas de futebol, jantares, tardes preguiçosas à dois, passeios, caminhadas, conversas, risadas...
Mas ai todo mundo vai embora. Diferente de mim, todos eles tiveram condições e mereceram estar onde estão, bem longe daqui. Eu não mereci, não fiz nada por isso e não tive como, então fico aqui esperando voltar essa galera que faz a vida da gente ser uma coisa boa...
Ai, eu fico sozinho. Com as pessoas que querem pisar em cima de mim, me esnobar, como se ser amigo significasse agir dessa maneira. Ou então simplesmente me ignorar, fingir que não me conhecem. Bloquear no msn (que coisa emo) e sumir nos sábados, domingos e feriados. Vem bem camaradas quando precisam de algo, mas na hora que ta tudo beleza esquecem...
E a faculdade começa. Para ser mais preciso, começa amanhã. Monografia, estágios e professores tiranos. Poucos amigos na faculdade. Um curso que eu não gosto, em meio a muitas pessoas que não suporto.
Bem diferente dos bons meses que acabaram hoje. Agora só em julho, e depois em novembro de novo.
- Escrito pelas 23h16,
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Lembranças de um carnaval que eu não vivi
Apesar de muito novo para dizer que entendo dos velhos tempos, eu nasci numa família de gente festeira que adora carnaval. Meu pai, por exemplo, tem 57 anos e vai em todas as noites de todos os carnavais. E eles acabam sendo as minhas fontes históricas para saber mais sobre os carnavais que passaram e que infelizmente não existem mais aqui em Porto União.
Talvez o que mais faz falta hoje em dia são as vantagens de ser sócio. Eu por exemplo, sou sócio de três clubes da cidade, e nos dois que fazem carnaval eu não tenho vantagem nenhuma por isso. Qualquer pelego paga e entra, seja por conta, ou nesses malditos blocos. Ta certo que não-sócios pagavam R$ 20,00 esse ano, mas eu acho que deveria ser até mais. E os valores de todas as noites deveriam ser incluídos na inscrição dos blocos (coisa que, por mais que digam, eu duvido que acontece).
Os blocos são outras merdas que estragam o carnaval aqui da cidade. Playboys, patys e pelegos que juntam o dinheiro pelo ano todo só pelo direito de, em 5 noites do ano, poderem além de “se achar” (não sei qual é o motivo) terem o direito de agir como idiotas. Funciona mais ou menos assim: se você está no baile e está sem a camiseta de um dos blocos, você é um lixo (para eles, mas na verdade é o contrário).
A música. Marchinhas de carnaval são ótimas. Os antigos sambas-enredos, como aqueles da mangueira também. Quando é um samba mais antigo também. O problema é que, hoje em dia, o que mais rola é essa coisa nojenta chamada axé. Não que as marchinhas tenham letras extremamente inteligentes; mas o axé é uma agressão para o intelecto. Afinal, todas as músicas fazem nada além de pedir pra você por a mão aqui, depois ali, ai girar o braço, levantar a perninha e rebolar em cima de uma garrafa. E o povão adora!
A educação das pessoas. A nossa geração parece que esqueceu duas coisas importantes: uma é a lei física que diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço; outra são as palavras mágicas, como “por favor” e “com licença”. Ir num baile do carnaval é pedir pra levar ombradas, empurrões, banhos de bebida e cotoveladas. Isso tudo aliado a uma atenção redobrada na hora de locomover-se pelo clube, afinal, a gentinha esqueceu-se quando a mamãe deles ensinou (se é que elas fizeram isso) que, lixo deve ser jogado no lixo, e não no chão. Então, você acaba pisando em latinhas, garrafas...e uma simples latinha no pé de um distraído pode gerar um acidente de incríveis proporções.
Apitos, revolveres de água e espumas. Antigamente era os velhos confete e serpentina, que eram coisas saudáveis e não incomodavam ninguém. Hoje em dia vem uns babacas com pistolas cheias de água (um dia eu faço isso com água sanitária) e espumas tóxicas. E ainda miram na nossa cara. E ainda tem as putinhas (geralmente são meninas) que vem com aqueles apitos irritantes, no nosso ouvido...
Brigas. Isso eu até sou a favor. Que se matem! Mas não venham pro meu lado. Na ultima noite de carnaval, um segurança resolveu tirar um brigão lá de dentro e os dois acabaram se desequilibrando (será que foi uma garrafa, ou uma lata?) e caindo em cima da perna de quem? Da minha. Resultado: resto da noite mancando, e um mau humor terrível.
Tem até mais coisa por ai, mas acho que esses exemplos já foram o suficiente. Essas coisas acima citadas acabam com aquela velha história de “cinco dias de festa e diversão”, pois a gente acaba só passando raiva. Antigamente não era assim...nossos pais aproveitavam bem mais e...
Ish! Me perdi na conclusão disso aqui. Mas vou deixar feio assim. Aposto que ninguém vai ligar
- Escrito pelas 01h33,
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iguaçú, quem?
18 de fevereiro, 16 horas. Estádio Couto Pereira, Curitiba –PR. A equipe da casa recebe um certo time chamado “Iguaçu”, de uma cidade medíocre chamada União da Vitória. A torcida nem dá bola: organização do campeonato é horrível para os clubes grandes e os ingressos caros para o paranaense (o mais barato 15 reais, para ver jogo do Iguaçu). Nas suas comunidades no orkut, eles até exageraram: teve gente chutando placar para cima de 10 para o Coritiba.
Essa situação fez o clube o a torcida tratar do jogo como um treino de luxo, para o jogo importante de quarta feira, contra o Caxias, pela Copa do Brasil. Esse otimismo virou arrogância, e o Coxa acabou cedendo um empate em casa. O Coritiba teve o jogo nas mãos, e só não saiu do Couto com uma vitória fácil (pra não dizer "um passeio") porque achou que tudo estava sob controle. Afinal, terminou o primeiro tempo ganhando de 2x0, e o time achou que a goleada era apenas questão de tempo. Tomaram um gol, e o babaca do Macuglia resolveu tirar o Mancha do jogo (principal referência na marcação). China cometeu um penalti ridículo. O tal Colombo resolveu fechar o gol depois disso. Tragédia.
Um detalhe interessante nisso tudo é ver como o pessoal aqui de União tá seguindo os passos dos poodlezinhos da baixada e depois desse empate resolveu cair na ilusão.
Quem vai no carnaval do concórdia escuta o vocalista da banda falar "que o Abimael meteu dois no Coxinha". Chega a dar a impressão que o Iguaçu ganhou de 2x0, e jogo era a final do paranaense. Afinal, que empolgação é essa? Foi só um empate, contra um time do Coritiba em crise, reformulando o plantel, jogando com garotos de 17, 18 anos e que nem dava bola para esse "treino".
Afinal, vocês acham que o resultado seria o mesmo se o Couto tivesse lotado? Da capacidade de 35.000 pessoas do estádio, apenas 3.161 foram preenchidas. E a torcida do Iguaçu foi em 5 ônibus. Com a casa ocupada pela metade com a torcida coxa branca, o Iguaçu não teria nem pegado na bola direito.
Cidade pequena é uma tristeza mesmo. Tanta felicidade por um bando de cachaçeiros que joga bola pra ter o feijãozinho deles de cada dia. Semi analfabetos que, por terem empatado um "coletivo de luxo" (que deu o direito do pequeno time aparecer na globo em cadeia nacional, no globo esporte de segunda feira) tornaram-se heróis na pequena cidade. Alguém até pagou para eles entrarem no clube ontem, pois com certeza dinheiro eles não tinham. Lá fora, era possível ver vagabundinhas felizes por terem ficado com o tal do Abimael, ou um dos outros jogadores presentes.
O Iguaçu não foi campeão, e nem ganhou o jogo. Apenas empatou com um clube grande. Claro que é saudável e bom comemorar, e é um direito para eles, mas é preciso respeitar um time que já foi Campeão Brasileiro (1985), venceu o Torneio do Povo de 1973 (torneio com os clubes de maior torcida do país) e ganhou a fita azul em 72 (invencibilidade em excursões fora do país, jogando com clubes estrageiros). E foi 32 VEZES campeão paranaense, o maior vencedor. Ou seja: um empate contra o Iguaçuzinho não representa nada, absolutamente nada.
Outros clubes pequeninos (mas maiores que o Iguaçu) tornaram-se famosos por derrotar (e não empatar com) clubes grandes: Cianorte, ASA de Arapiraca, XV de Campo Bom entre outros.
Onde eles estão agora? Que títulos eles conquistaram?
O Campeonato Paranaense ainda não acabou.
- Escrito pelas 16h33,
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o carnaval chegou
Tava pensando em quanta gente no Brasil afora ta dizendo (disse, e vai dizer) nesse carnaval que pertence ao “bloco do eu sozinho”. E com certeza, todas elas estão achando (acharam, vão achar) que tiveram (vão ter) uma grande idéia. Original. Ninguém mais pensou nisso. Deu pra sacar?
Até em União da Vitória essa gente ta aparecendo. Falando do bloco do eu sozinho e de “todo carnaval tem seu fim”.
Acho que esse povo tem grandes chances de roubar o troféu de “chatos do carnaval” daquele pessoal metido à anarquista que fala que carnaval é alienação (e todo aquele blá blá blá) mas não perdem uma noite de folia, nem que seja só para ficar na frente do clube, fazendo seus “protestos”.
Os metaleiros também são assim.
Essa gente podia simplesmente ficar em casa não é? Mas em casa não dá pra aparecer...
- Escrito pelas 14h24,
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toma porcarada nojenta!
- Escrito pelas 13h26,
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sobre esquecer
As vezes eu esqueço que eu tenho esse blog.
Tipo, eu to fazendo alguma coisa, como andar na rua ou cagar, e ai vem uma uma idéia incrível, sensacional, daquele tipo que você pensa: “gênio! Preciso escrever sobre isso!”.
Só que eu esqueço que eu tenho o blog, e essas idéias se perdem no espaço.
Acreditem: se eu escrevesse tudo o que eu penso, esse blog seria muito, muito melhor do que é.
- Escrito pelas 19h45,
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Aiai, esse tal de capitalismo (texto punk)
Foi noticia na tv, alguns dias atrás.
No norte do Paraná, produtores de batata resolveram jogar fora toneladas e toneladas de seu produto. Esse excedente na produção fez cair o preço da batata (lei da oferta da procura) e os produtores, preocupados com seus bolsos, acharam uma boa idéia jogar fora toda a batata (como o Getulio, que queimou o café em 29).
Se fosse na idade antiga, ou até na idade média, a galera iria fazer festa, com tanta fartura na lavoura. haveriam festas para as deusas pagãs e com certeza a batata que os caras não comessem iria ser trocada por outras coisas, e tudo ia ficar legal.
No socialismo do papel, essa batata ia ser divida igualmente, ou distribuída entre pobres, ou qualquer outra coisa, menos ser jogada no lixo.
Mas o homem inventou os tais pedacinhos de papel com números e caras de gente morta estampados, e desde então as batatas passaram a ser jogadas no lixo, o café queimado e a liberdade limitada.
O homem escolheu isso. O cristão burguês que viu a noticia da batata na tv pode até ter se sensibilizado, mas se fosse ele o produtor, teria feito igual.
Quando fala-se qualquer coisa que seja anticapitalista, o que vem na mente das pessoas é sempre Cuba e URSS, coisas do diabo, feias e comedoras de criancinhas. As pessoas gostam mesmo é do capitalismo e de toda a liberdade que ele proporciona: liberdade para trocar de carro todo ano, para andar por ai com um tênis de 300 reais e ir numa lanchonete americana e pagar mais de 10 reais por um pãozinho minúsculo e sem graça e uma porçãozinha de (veja só) batatas fritas! Tudo isso estampado com um grande “M” amarelo. É o american way of life, não é?
Agora pouco eu tava sentado na sacada da minha casa, lendo um livro, quando passou um cara de bicicleta carregando um monte de papelão. Fiquei imaginando quanta gente com as mesmas condições aquelas batatas jogadas no lixo poderiam alimentar. E se um dia essa gente, depois de bem alimentadas, poderiam ler um livro também.
Mas é claro que a Globo (o “patrimônio do Brasil”) noticiou isso, e alguns dias depois houve nova reportagem, mostrando que “graças à reportagem anterior” as batatas passaram a ser distribuídas para comunidades carentes.
Mas a Globo não mostra todos os casos iguais a esse, e são muitos.
Essa é a evolução da humanidade. Da época que plantar bastante era motivo de festa, até hoje, onde joga-se fora comida, para encher os bolsos com papeizinhos com números.
Enquanto isso, em Cuba as pessoas estão sem Nike, sem Mc Donald’s, sem o carro do ano e nem roupas da moda, muito menos celulares e ipods; playstations, xbox’s e wiis, nem uma rede de tv boazinha que encha eles de novelas e mulatas nuas.
Mas eles não passam fome, e tem saúde e educação públicas e de qualidade.
È por essa falta de liberdade que eles fogem, até em latas de sardinha.
- Escrito pelas 18h58,
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- Ver os textos que já foram pros arquivos.