clássicos paraguaios
Para as pessoas que tocam algum instrumento, mas não tem o dom de “compor” músicas boas e de qualidade, restam apenas três alternativas para continuar no meio musical: virar crítico, montar uma banda punk (ai entram os que não tocam instrumentos) ou fazer covers.
Nesse último grupo, tem os caras que se dão tão bem na escolha que acabam fazendo algum sucesso com isso, ou pelo menos se dão melhor do que se tivessem apostado em criações próprias.
Alguns bons exemplos são o Emerson Nogueira, o Beatallica e o Richard Cheese.

Emerson Nogueira
O Emerson Nogueira é um bom músico, que resolveu criar versões acústicas para grandes clássicos do rock (a versão de Money do Floyd, com um pandeiro imitando o som da caixa registradora é fodaça). Mas depois de um tempo cansa, e as músicas ficam com a impressão de serem aquelas versões baratas que tocam em restaurantes de quinta (algo como Richard Cleidman).
Beatallica
O Beatallica é engraçado. Uns malucos resolveram tocar músicas dos Beatles com o peso do Metallica e a voz do James Hetfield, que o vocalista imita bem (ai é que ta a graça). As músicas são paródias (letras e nomes diferentes). Esse é para rir, mas depois de um tempo, você se cansa disso e vai ouvir as originais dos Beatles de novo.

Richard Cheese
Já o Richard Cheese tem músicas com a qualidade do Emerson Nogueira e o humor do Beatallica. Ele pega músicas comerciais, famosas e até horrorosas (como uma do System Of A Down) e faz versões de big band, com jazz e outros ritmos como mambo (na Man In The Box, do Alice In Chains). As musicais ficam engraçadas e bem tocadas, e pelo menos até agora não fiquei cansado de ouvir.
Baixe.
- Escrito pelas 22h21,
.
paul rabbit continua ganhando novas discípulas.
Porque toda adolescente (ou mulher imatura) que lê Brida do Paulo Coelho resolve virar bruxa?
Ai, elas resolvem “estudar” bruxaria. A internet ajuda muito hoje em dia (ou aquelas revistinhas Wicca de banca). E saem pelas ruas procurando “o ponto luminoso no ombro de sua alma gêmea”. E fazendo simpatias, e coisas dessa natureza.
Resolvem “amar” a natureza, adorar a lua, e só não fazem rituais noturnos porque não podem faltar às baladas
E gostam de dizer que são bruxas boas, não malvadas (coisa do diabo, dizem elas).
E logo logo esquecem disso.
E depois acabam emprestando seus exemplares de Brida para futuras “novas” Bruxas.
Eu já conheci umas 10 pessoas assim.
- Escrito pelas 22h52,
.
Eu gosto de uma banda desde 2003, quando a conheci graças a alguns poucos amigos. E só a gente gostava, nessa cidade minúscula, patética e mente fechada que é União da Vitória. O resto das pessoas, no máximo conheciam um hit dessa banda, que tocou em tudo quanto é buraco e foi até regravada pelo “cãozinho dos teclados”...
Em cidades grandes é normal uma banda tão boa como essa ter muitos fãs. Mas num buraco como esse onde vivo, onde não existe uma vida cultural, não existe uma rádio que toque músicas que não sejam de apelo comercial e fica longe dos grandes centros, é difícil...muito difícil.
Ai, depois de três anos acompanhando a banda, indo em shows, chega um individuo e fala:
“Zé! Eu quero te bater!”
“Ué? Porquê?”
“Porque você foi no show deles, e eu não”
quem me disse isso descobriu a banda faz uns dois meses.
As vezes eu dou razão para os indies.
- Escrito pelas 13h52,
.

Ano passado, lá na praça da minha faculdade, escutei um “pseudo-punk-revoltado” encher a boca pra dizer que o Caetano Veloso ia gravar um disco de punk rock, como quem estava querendo depreciar a tão rica música brasileira em favor de um outro estilo limitado musicalmente e fraco em essência (e estragado pelos próprios fãs).
Quando ouvi aquilo, dei aquela boa risada interna, daquelas que a gente não pode mostrar para os outros ou então não o faz por educação. Logo aquela criança, que adorava se mostrar com uma pose de informado e “sabe tudo”, soltava uma máxima como aquela, logo depois do próprio Caetano dizer (uns dias antes, em entrevista) que essa coisa de querer imitar música americana é, no mínimo babaquice.
Em todo caso, resolvi ontem baixar o tal do disco punk do Caetano, para ver se, pelo menos um vez na vida, o outro estava certo e eu que era o implicante. Mas não foi desta vez (de novo). Ao longo das 12 músicas do disco, fiquei procurando ali (quase colocando um estetoscópio na caixinha de som do pc) um mínimo sinal de punk rock num disco de mpb. Não achei.
Quer dizer...tem aquela “Rocks”, que tem uma guitarrinha ali (nota: qualquer coisa que tenha uma “guitarrinha” é punk para essa gente)...mas logo foi descartada por ter um solo de guitarra (punks acham que solos de guitarra são pretensões, uma atitude nada punk) e é tema de novela (a globo é instrumento do capitalismo selvagem, junto com a coca-cola!).
No mais, tem aquela “Odeio”. Atitude punk essa não é? Odiar e tal. Mas o ódio da música tem uma causa...logo, essa também não passa no “padrão punk de qualidade”.
O disco:
Caetano Veloso poderia ter morrido no começo dos anos 80 (aliás, muita gente deveria ter morrido ali). Ao passar dos anos ele andou se estragando e tentando jogar fora tudo que fez com a tropicália, fazendo coisas como gravar um funk, aquela “sozinho” ou fazendo cover do nirvana. Com esse Cê, parece que ele resolveu tirar a criatividade de onde ele tinha escondido todos esses anos. Mas, do mesmo jeito que o “Carioca”, (ultimo do Chico Buarque) passa longe de ser genial. Ambos são apenas bons, e na dúvida, melhor ficar com o Construção e o Tropicália.
- Escrito pelas 14h24,
.
A minha versão para a terceira guerra mundial
É um campeonato de futebol, entre clubes selecionados por um quesito inusitado: suas torcidas.
Imaginem então, como seria um campeonato cujos participantes fossem o Estrela Vermelha de Belgrado (o líder da sua torcida era o criminoso mais procurado do país), o Glasgow Rangers (que já mataram um torcedor do Celtic, clube rival, com uma flechada no peito), o Boca Juniors (os Barra Brava), o Chelsea (que antes de ser vendido era um time de merda, mas que tinha uma torcida das mais violentas entre os hooligans ingleses) e o Fenerbahçe, da Turquia (onde já teve até torcedor entrando com uma faca no campo durante uma partida).
Para este campeonato, deveriam arrumar um descampado, um área muito grande. Nas extremidades destas áreas seriam construídos os estádios, de maneira que entre eles ficasse uma grande porção de terra plana. Tudo para as torcidas se encontrarem antes e depois dos jogos (um em cada estádio, simultaneamente).
A fórmula do campeonato seria um todos-contra-todos, em turno e returno. Depois disso, uma semifinal entre o 1º conta 4º, e o 2º contra o 3º. Na melhor de três. Depois disso, a final e a disputa de terceiro lugar.
O quarto lugar ganharia o título de torcida mais maricas do mundo.
Isso sim ia ser violento.
- Escrito pelas 02h07,
.
essa galera true...
Certa vez eu fui adicionado no msn por um metaleiro, cujo endereço de msn tem a palavra “vocalzera” e em seu orkut ele se auto-denomina “The Powerful Voice”. Além de me mostrar um vídeo de banda dele muito tosco (assista e veja o quanto é poderosa a voz dele) ele veio falar comigo esses dias no msn, e o papo foi assim:
Vocalzera- E ai velho? Curte Pink Floyd?
Eu- Acho que sim, hehehehe...e vc?
Vocalzera- Sou fanático.
Vocalzera- Já assistiu o filme The Wall?
Eu- Já. Aliás, eu tenho ele aqui.
Vocalzera- Pois eu duvido que você entendeu!
Zé- Ah é? Parabéns
Vocalzera- Me explica porque a flor come a outra então?
(chega visita em casa, tenho que atender)
Zé- Viu cara, posso te responder outra hora? É que eu tenho que sair agora...
Vocalzera- Sei...sei...
Zé- Sério, mas basicamente é o seguinte. Aquela cena representa a relação entre o Pink e sua esposa, relação esta que é “mais um tijolo no muro” da história. O personagem sente-se nessa relação como que devorado pela esposa, e a flor retrata mais ou menos isso.
Vocalzera- Exatamente...
Zé- Mas depende da interpretação..bem...demorei demais. Aliás, não devo satisfações para um “metaleiro”.
Ai ele me mandou um scrap maldoso, hoje:
Vocalzera:
opa
eu sou o cara q vc insultou esses dias no msn.
tipo eu sou metaleiro sim cara
mas isso não significa q eu não possa curtir pink floyd,queen,creedence,beatles,raul seixas e mtos outros sons,inclusive musica clasica,q por sinal adoro.
e se eu sou metaleiro pelo menos eu tenho bom senso
não me importo pra quem estou fazendo uma pergunta quando fazem a mesma,respondo-a prontamente,mesmo q seja prum gordo detonado q axa q sabe o bastante
(continua ai embaixo)
- Escrito pelas 00h45,
.
Continuando...Eis a minha reposta:
Zé Roberto:
a questão não é gosto musical...
vc quis "testar meus conhecimentos" e eu não preciso disso, e odeio quem faz isso.
Odeio "papo musical cabeça" (principalmente quando se trata de "quem tem a voz mais poderosa") e acho babaquice fazer qualquer tipo de comparação...
Se eu gosto de uma banda, não preciso provar pra ninguém o quanto eu sei sobre ela. Pra mim tanto faz gostar de apenas uma música ou saber o significado de uma cena no filme da mesma banda
Se eu sou "um gordo detonado" o problema é só meu, não é? Afinal, a vida é minha, e eu gosto bastante dela (grifo meu: ok, nem tanto, rs)...e não é um "metaleiro" me chamando de “gordo detonado” que vai fazer eu parar de gostar dela.
Eu tenho o filme do The Wall, vi várias vezes, li muitos textos sobre ele, análises, interpretações, sejam históricas, filosóficas ou psicológicas e eu estou preparando um trabalho acadêmico a respeito dele para apresentar na minha faculdade.
O que você tem a ver com isso? Absolutamente nada. Só não me venha me tirar pra burro, porque isso eu não sou. E você já deveria saber também que uma obra de arte, seja uma música, uma poesia, um filme, ou um quadro está sujeita a uma interpretação única partida de cada individuo que entra em contato com ela. O individuo ao ter esse contato, interpreta a obra à sua maneira, recorrendo à sua vida, suas experiências, ideologias, carga cultural, etc etc e tal.
O que eu quero dizer com isso? Pouco importa pra você se eu entendi ou não a tal cena. Quem deve se preocupar com isso sou eu, e somente eu.
Você ficou brabo pq eu te chamei de metaleiro? Mas não é um orgulho para você, dono de tão poderosa voz? Aliás, você deve saber que “metaleiro” é um termo pejorativo (sabe o que é isso?) criado pela mídia brasileira na época do rock in rio de 85. Se você já sabia disso, tem até razão em ficar brabo por eu ter dito isso. Se não....
Agora chega de papo, pq eu tenho mais o que fazer.
Ah! E eu não gostei do teu vídeo no youtube. Não achei o vocal tããão poderoso. Mas é opinião minha...vai ver quem tem mal gosto sou eu.
- Escrito pelas 00h44,
.
O Iguaçu é o Boca Juniors do Paraná
Além dos uniformes parecidos, quem assistiu o jogo da Associação Atlética Iguaçu (time de União da Vitória, que disputa a primeira divisão do Paranaense) contra a ADAP Galo pôde perceber que na catimba o nosso time também é parecido com o time portenho. Foi até engraçado ver o cai-cai dos nossos jogadores. Até o goleiro participou ficando estirado no campo por um tempo só para segurar o resultado.
Agora só falta a habilidade, os títulos e uma bomboneira.
E quem sabe uma torcida violenta? Eu adoraria participar de atos de violência contra a torcida do Patético (apesar de ser perigoso, afinal eles podem até gostar).
- Escrito pelas 22h33,
.
a minha teoria da conspiração
Eu não acredito nesses campeonatos mundiais de beach soccer (o famoso futiba de praia) que a globo promove bimestralmente nas manhãs de domingo. Simplesmente porque eu não consigo imaginar que, neste mundo capitalista e globalizado, alguém pratique esse esporte profissionalmente fora do Brasil.
Ora, convenhamos! Futebol de praia é esporte de vagabundo. O vôlei ainda é tipo, um seguro aposentadoria para ex-jogadores de quadra. O futebol de praia também foi no começo (quando o Júnior do Flamengo jogava). Mas agora não mais. Para perceber isso, basta dar uma simples sacada nesses jogadores do Brasil. Você conhece algum deles? Alguém ali já jogou na Europa, foi campeão da libertadores, ou do Paranaense pelo grande Coritiba Football Club? Não.
Todos os caras ali tem cara de malandros, pose de malandros e falam como malandros. Não dá pra levar à sério uma pessoa que tenha como ambiente de trabalho uma praia e meia dúzia de malandrões correndo atrás de uma bola. Francamente...
E as seleções de fora?
Tipo, o Brasil nunca perde uma parada dessas. Perde no máximo um jogo por....década. A única seleção que põe algum calafrio nas barriguinhas bronzeadas dos nossos “esportistas” é a de Portugal. Agora, se vocês tiverem a oportunidade de assistir ao mundial de beach soccer do mês que vem (na praia de Copacabana), olhem a escalação de Portugal, e me digam quem ali tem nome de Português! Não tem nenhum Manuel, nem Francisco nem nada...tem só um tal de Madjer (e isso lá é nome?)...
E as outras seleções? Tipo...vocês acreditam que em algum lugar fora do Brasil existam pessoas que se dediquem profissionalmente a um passatempo de fim de semana (que pros europeus é mais longo, porque ninguém deve jogar bola na praia com o frio que faz por lá)????
E não dá pra dizer que eles são amadores. Afinal, eles viveriam do que então? Porque quem iria empregar uma pessoa que a cada mês (ou no máximo dois) pede uma semana de folga, “pois tem que ir ao Brasil defender a nação na copa do mundo de futebol de areia”?
Semana passada eu vi no Globo Esporte a entrevista com um “espanhol” que ia jogar na “seleção do mundo” (mundo deve ser uma praia no Rio de Janeiro), enfrentando o Brasil num desafio mortal onde nossa seleção iria defender a invencibilidade de 15 anos. E o “espanhol” do cara era, na melhor das intenções do telespectador atento, um portunhol dos mais fajutos...
E qual seria a intenção da Globo com isso? Melhorar a moral do povo brasileiro, tão abalada com escândalos de corrupção política, violência e tragédias?
Eles teriam mais resultado com isso se, ao invés de fazer o Brasil ser campeão mundial de futebol de praia 6 vezes por ano, eles retirassem do ar o programa do Didi. Se ia melhorar a moral do povo eu não sei, mas pelo menos os domingos televisivos seriam mais suportáveis.
- Escrito pelas 00h20,
.
uí uêl uí uêl roque iu
Se um dia o grande público descobrir que Beatles não é só “Twist And Shout” , ou que Queen não é só “We Will Rock You” e “I Want To Break Free” (só para dar dois exemplos), os repertórios das bandas de formaturas serão bem mais divertidos...
e a vida dessas pessoas vai melhorar, quem sabe.
- Escrito pelas 23h12,
.
aumenta que isso ai é roquenrol!
A noite de hoje foi histórica, mas o motivo disso apenas poucos tiveram o privilégio de presenciar. José Such deu uma canja musical com seus amigos.
Ok, ok. Talvez os ruídos que chegaram aos ouvidos dos “privilegiados” nem tenha sido tãão agradável, mas o que importa é que, pelo menos por algumas horas, eu tive uma banda (aliás, ela teve várias formações).
Só que eu ainda não descobri se eu sou menos pior na guitarra ou no contrabaixo.
Mas, anotem isso aqui: eu irei atrás de uma guitarrinha (ou de um baixo, ó dúvida cruel) e depois disso começará uma nova corrida ao ouro, só que desta fez não serão garimpeiros, mas bandas querendo ter José Such como integrante.
Não liguem. Eu só estou um pouco alegre. Logo logo eu vou dormir e isso passa! Hahaha.
obs- Hoje é aniversário de uma senhora chamada Regina. Graças a ela, vocês lêem esse blog hoje em dia.
- Escrito pelas 02h58,
.
Por que será?
A cena é familiar a todos. Um grupo de pessoas (amigos, colegas, parentes) está reunido em determinado lugar, fazendo alguma coisa x, quando pinta aquela fome e todo mundo corre para os panfletos de pizzarias.
Aí, sempre tem pessoas como eu, que não gostam desses sabores malucos (tipo rúcula, bacon, milho, brócolis e tomate na mesma pizza) e acabam pedindo aqueles mais manjados, tipo, quatro queijos, calabresa, frango com catupiry, etc.
Mas sempre tem os alternativos. Ai você pede para a pessoa não pedir isso, porque nem todos (você) gostam e tal. Mas a pessoa insiste em comer (exemplo da hora) Alicci!
Tudo bem. Os minutos se passam, a pizza chega e você pega o seu pedaço de pizza normal (o meu quase sempre é quatro queijos). Mas eis que surge a constatação:
As pessoas começam a pegar pedaços da pizza que você gosta, e deixam a deles de lado. A sua acaba logo logo, e só depois eles partem para aquelas que você não gosta. E no final sempre acaba sobrando um pedaço dessas, e você fica no esforço para transforma-lo com a força do pensamento em mais um pedaço de quatro queijos (ou outra comum, a sua escolha).
E gordinhos como eu sempre sofrem mais com isso.
Porque as pessoas fazem isso com nós, os enjoados que preferem as tradicionais? Dêem-me uma luz, por favor!
- Escrito pelas 00h12,
.
Resoluções 2007.
È uma parada que esta acontecendo entre os blogs brasileiros ai, e eu acabei convidado (é isso mesmo?) a fazer o mesmo. Consiste em definir cinco metas para cumprir em 2007.
Na verdade, eu não tinha me ligado que eram só cinco, e acabei escrevendo um monte. Então, no momento que eu estou escrevendo isso aqui, eu acabo de deletar uma lista cheia de coisas que eu ia prometer e que provavelmente não ia cumprir. Pelo menos com apenas cinco metas o meu ano será mais fácil. Ainda bem.
1- Levar a sério a faculdade – Isso inclui aprender a estudar (coisa que eu nunca fiz), caprichar nos trabalhos, procurar mais estágios (e se possível, ganhar algum troco com eles), definir melhor sobre o quê vai ser a minha monografia (que ainda é uma incógnita, mesmo com um capítulo pronto) e finalmente me conformar que vai ser História mesmo e ponto final.
2- Cuidar mais da minha saúde – Tanto física quanto mental. Depois de anos em recuperação por uma cirurgia no joelho, agora estou pronto para voltar às atividades físicas e começar a guerra contra a balança. Caminhar, nadar, pedalar e jogar bola...tudo é valido. Reeducação alimentar também. E porque não voltar a acordar cedo?
Quero também abandonar um pouco essa tal de internet e voltar às minhas leituras. Desde que a adsl chegou aqui em casa (acreditem: uma tecnologia dessas aqui em casa é algo muito...muito raro) eu parei ler como eu costumava antes. Tem um monte de livros que eu quero ler, coisas que eu preciso estudar e outras que eu quero tomar conhecimento e a internet tem sido um grande obstáculo para tudo isso.
3- Ser uma pessoa melhor – Quero tentar ser mais gente boa com as pessoas. Ser mais legal com os meus amigos e fazer novas amizades. Ser um melhor filho para a mamãe e o papai e continuar a ser esse namorado perfeito que eu sou para a Laís. Não arrumar tanta briga e ser mais divertido. Falar menos mal de quem merece e ficar na minha.
4- Ser uma pessoa mais “artística” – Quero voltar a estudar música e talvez tentar ser bom nela. Decidir se quero tocar guitarra ou contrabaixo, e comprar um dos dois. Quem sabe até ter uma banda. Quero também aprender a desenhar e a escrever, para eu deixar de postar tanta merda aqui.
5- Genérico – Aqui entra todo o resto: Ler Ulysses nas férias de julho, ver mais filmes, ir no show do Roger Waters (não resisti) e em mais um do Los Hermanos, viajar (passar uns dias fora dessa cidade maldita), ver o Coxa voltar para a primeira divisão, ganhar dinheiro com aulas, fazer uma tatuagem, plantar uma árvore, escrever um livro... só o filho que eu dispenso, pq ainda é cedo.
- Escrito pelas 01h54,
.
Motivos para se acreditar em fantasmas.
Provocar o além é algo muito perigoso, porque se ele se zanga com você, as coisas podem não terminar de maneira romântica para você.
Explicando.
Cena 1. Um grupo de jovens está reunido certa madrugada conversando sobre coisas do cotidiano, quando um deles relembra um fato que ocorreu aqui nas cidades gêmeas alguns anos atrás. A história é o seguinte:
Na época das festas juninas, um outro grupo de jovens resolveu fabricar uma bomba caseira, para estourar numa festa de colégio, dessas cheias de crianças brincalhonas. Eles entraram na internet (naquela época, internet era discada, coisa de rico, não tinha o google, e o terra ainda era zaz) e pegaram um modelo de bomba. A bomba era um cano de PVC cheio de pólvora. E eles fizeram tudo certo, esquecendo-se apenas de um mínimo detalhe: o pavio.
Aí, um deles teve a brilhante idéia de abrir o furo do pavil com um espeto quente. O Resultado? Uma explosão que resultou numa morte e em ferimentos sérios no outro indíviduo.
Depois dessa longa história, eu falei que, o mais indignante nessa história era que o cara que morreu, filho de uma das famílias mais ricas da cidade, foi tratado como uma espécie de herói. Uma perda lastimável. No seu velório, você recebia um cartãozinho que tinha a foto dele com anjinhos em volta e tudo mais.
Só que ninguém lembrava que, eles pretendiam soltar a bomba numa festa cheia de crianças. Poucos dias depois...
Cena 2. Minha família está jantando, na noite do reveillon, na sala da frente da minha casa (um apartamento, primeiro andar, na rua mais movimentada dessa cidade “enorme”). De repente, ouve-se um chiado e meu irmão dizendo “cuidado!” seguidos de uma forte explosão. Alguém passou na rua e atirou na sacada da minha casa um daqueles rojões (dos grandes), só que a porta estava aberta e ele acabou entrando. Explodiu perto do pé do meu cunhado, e de uma cristaleira (relíquia de família, antiguidade). A gente desceu até a rua mas não encontrou ninguém (é claro). Mesmo com carros passando e pessoas andando, ninguém viu alguém acender uma bomba, jogar dentro da minha casa e sair correndo.
Cena 3. Eu saindo da casa da minha namorada, já tarde da noite. Ela mora umas dez quadras do centro, e para os padrões de União da Vitória isso é bastante. E a rua Carlos Cavalcanti, perto da casa dela, é tensa. Tem uma quadra que, de um lado tem uma antiga fabrica (onde morreu um cara eletrocutado na construção, e a marca da mão dele ficou gravada na parede) e do outro tem umas casas pequenas, com um terreno grande na frente, sem muro. Ali geralmente tem muitos cães, e não raramente sou ameaçado pela matilha. Nesse dia, ouvi um barulho de cão muito cabuloso, e quando olhei para trás me deparei com um animal que passava da minha cintura, correndo atrás de um menorzinho. Eu fiquei meio atento, pronto para sair correndo e chutando, se fosse necessário. Mas, prestando atenção nos cães, não vi quando alguém jogou um rojão, uns 10 metros perto de mim. Só escutei o estouro. Olhei para o lado, olhei para o outro, não vi ninguém.
Por isso, deixem os mortos descansarem em paz. Ou se não eles te perseguem, e a causa da morte deles vem junto (sem falar dos cães). Estou com muito medo de bombas agora.
- Escrito pelas 00h13,
.
google é o grande irmão.
O Google Analytics é um negócio muito divertido e viciante, para quem tem um blog. Na verdade, eu não deveria estar falando dele aqui, pois os visitantes de um blog não gostariam muito de saber do Google Analytics, e eu já digo o motivo. E porque eu estou falando dele então? Digo no final.
O Google Analytics faz uma análise dos visitantes do meu blog. Quantas pessoas entraram nele, a fidelidade dos visitantes (quantos visitantes entraram aqui mais de uma vez e quantas foram essas vezes), a localidade dos visitantes (se alguém lá na China resolver entrar aqui, ficarei sabendo), o navegador que os visitantes usam, e até a palavra chave que a pessoa usou para chegar aqui. Por exemplo: se alguém foi lá no google e escreveu “banana frita”, e dessa maneira achou o blog, eu vou ficar sabendo. Esse é o motivo dos visitantes não acharem o Google Analytics tão divertido. Afinal, me agrada fantasiar que existam leitores que não queiram que eu saiba que eles me visitam aqui. Mas fiquem tranqüilos: o Google Analytics não dá nome, nem número de IP, nem seu telefone, muito menos seu endereço.
Isso é até um estímulo para o proprietário do blog. Por exemplo: Eu.
Eu ontem não tava afim de postar nada. Confesso que ontem tive vontade de acabar o blog de novo. Dei uma olhada no último post (o do Jesus) e pensei: “Mas que merda eu tinha na cabeça quando resolvi postar uma porcaria dessas? Será que eu não tenho vergonha na cara?”.
Aí, hoje fui checar o Google Analytics e vi que meu blog recebeu nesse domingo a visita de apenas uma pessoa, e que essa pessoa nunca tinha entrado no meu blog antes. Calma.
Claro que essa pessoa já entrou aqui, mas o Google Analytics só começou a contar ontem. Então, ele(a) é um(a) novo(a) visitante. Mas a partir de agora, posso saber como anda a fidelidade das pessoas (se elas entram mais de uma vez), ou a minha já famosa e péssima publicidade (quantas pessoas são novos visitantes). Vamos tentar acreditar que esse Google Analytics vai me auxiliar a melhorar sempre a qualidade do blog com todas essas informações.
E o motivo que eu tive para escrever sobre o google analytics e que eu prometi lá em cima contar? Falta de ter o que escrever hoje.
Uma coisa que o Google Analytics não vai ajudar é a minha falta de criatividade.
Obs-Escrevi o nome Google Analytics tantas vezes de propósito.
- Escrito pelas 12h58,
.

Li essa num livro esses dias:
Se você chegasse com um violão para Jesus Cristo, ele diria “eu não sei tocar esse troço”?.
Que tipo de som Jesus Cristo tiraria?
Sim. Beatles.
- Escrito pelas 13h31,
.
Tá ok. continuando...
Existe uma merda de uma revista no Brasil. Tendenciosa, reacionária, rabo preso com elites e blá blá blá.
Mas as pessoas lêem ela. E defendem suas teses baseadas nelas (juntamente com as comunidades do orkut).
Pode ver (se você ainda não viu). Preste atenção. Bares, restaurantes, faculdades, festas... aonde você for, encontrará “um papo cabeça” onde um dos interlocutores iniciará o assunto ou seus comentários assim:
“Eu li na Veja que....”
Fato Inquestionável.
A parte menos pior é a cultural, pois fala de livros, filmes e discos, muitas vezes interessantes. Mas não se iludam. É quase tudo jabá. Eles tem indicam os livros que as editoras querem que você leia, as músicas que as gravadoras querem que você ouça...
É uma maquina alienante.
Ela cria novas sensações, como o Código Da Vinci.
Eu li o Código da Vinci por ter visto ele na Veja. Mas antes de ter estourado. Exatamente duas semanas depois d’eu ter terminado o livro, ele saiu na capa da super, depois das revistas, e virou febre. Virou filme, e todos quiseram ler, assistir, comentar....
São pessoas que resolvem achar que são leitoras assíduas e entendidas porque leram O Código da Vinci. E não é o gosto da leitura em questão. Elas lêem porque a vizinha leu, a secretária do médico leu, a prima, a tia, ou então ela escutou em alguma festa alguém falando do livro porque leu na Veja a respeito.
Na minha sala, três pessoas disseram que escolheram o curso de História porque leram o Código da Vinci (pronunciando Vinssi). Aposto que elas nunca ouviram falar de nomes como Joyce, Dostoievski, Kafka, Tolkien, Adams, Hemingway ou a galera da Filosofia (gente do diabo).
Eu to lendo agora O Caçador de Pipas. Khaled Hosseini. Hoje um árabe qualquer, talvez amanhã seja o novo Dan Brown. Depende só da decisão da Veja, do mercado editorial, da mídia como um todo quererem isso.
O filme já está para sair, segundo as “orelhas” do livro (mais um forte indício de jabá).
Logo logo sua prima vai ler, a secretária do seu dentista, seus colegas de faculdade, e até você...quem sabe.
- Escrito pelas 16h32,
.
- Ver os textos que já foram pros arquivos.