ninguém josé

"Como vou querer que as pessoas entendam o que passa pela minha cabeça se nem mesmo eu entendo?"
- Dalí

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essa merecia estar aqui:

http://desciclo.pedia.ws/wiki/Indie

se comentarem bastante, e indicarem para muitos amigos, eu até penso em voltar a escrever aqui.

 

E olha que eu to cheio de idéias.

 

- Escrito pelas 16h08, .

o sonho acabou

Depois de outros “fins”, chegou a hora do inevitável. O ninguemjose.zip.net chegou ao seu fim. Mas acabou de uma maneira diferente. Ele vai continuar na rede (para que o trabalho que o Felipe teve com o template não tenha sido em vão) e ainda vai ser periodicamente atualizado.

 

Eu sei que é mentira, mas vamos imaginar que você, caro visitante, tenha pensado agora:  

“- Tá. Mas que tipo de fim é este, onde o blog acaba mas continua ao mesmo tempo?”

 

Simples. Enjoei.  

Enjoei dos pseudo-textos que escrevia aqui, vazios de conteúdo, forma ou criatividade. Passei a fazer auto-críticas mais críticas (e severas) e percebi que estes dois anos em que estou postando coisas aqui não serviram pra muita coisa. Antes, eu ia ali no histórico e comparava as primeiras postagens com as atuais e imaginava que pelo menos eu tinha evoluído alguma coisa em termos de escrita (o velho sonho do jornalismo). Agora nem isso. Não engano ninguém a não ser eu mesmo.  

Não mudei a vida de ninguém, nem mesmo a minha. Falei de bandas que ninguém ouviu, livros que ninguém leu e (puff) filmes que ninguém assistiu. Não criei nada. Nunca pus uma crônica ou poema (apesar de já ter escrito várias). 

Dei várias indiretas aqui, na maioria para meus desafetos, mas também para outros (talvez esse seja o meu maior trunfo, esconder outros sentidos em coisas que eu escrevia). 

O mundo, o continente, o país, a região, o estado e principalmente UNIÃO DA VITÓRIA & PORTO UNIÃO já estão cheios de pseudo-escritores, pseudo-poetas, pseudo-filósofos, pseudo-punks, pseudo-compositores, pseudo-músicos, pseudo-gênios, pseudo-intelectuais, pseudo-bêbados, pseudo-críticos e pseudo-jornalistas (e a lista está sempre crescendo). E eu não quero fazer parte dessa ignomiosa corja de hipócritas e pessoas que vivem pseudo-vidas em suas realidades virtuais. 

Ta na hora de ser livre. Livre de qualquer padrão. Ou “rótulo” (como diriam os emos). Ta na hora de voltar a ser simplesmente o zé. O zé ninguém. O verdadeiro ninguém josé. Invisível para o mundo (já me disseram que eu sou, portanto serei mais); ser o cara que não lê, não ouve, não conhece, não opina, não age, não assiste, não quer, não tenta....fechado eternamente para  balanço. 

E o blog?

 

Ah! Ele continua ai. Fico continuando postando os filmes da madrugada que ninguém vai ver. E talvez alguma coisa interessante aqui, ou ali (mas nunca escrita por mim). Ou quem sabe algum vídeo do Youtube? 

Essa semana tem bastante filme bom passando de madrugada. Nas férias sempre tem. Queria “pseudo”-escrever sobre isto, mas (como você já deve ter percebido) parei com essa bobagem. Em todo caso, eu ponho a foto, copio e colo as sinopses e informações, e ninguém assiste (só eu, que sou vagabundo). 

Mas ainda sobre ter bastante filmes nessa semana, isso não deixa de ser uma pena. Porque tudo isso vai empurrando esse post lá pra baixo até desaparecer, e quem não ler simplesmente não vai saber de nada disso.  

pouco importa. sou um ninguém. um ex-pseudo.

  

Até mais e obrigado pelos “pseudo-peixes”!

 

- Escrito pelas 01h14, .

O Festim Diabólico (Rope)

 

Nacionalidade: Americana
Ano de Produção: 1948
Direção: Alfred Hitchcock
Elenco: James Stewart, Farley Granger, John Dall, Cedric Hardwicke, Joan Chan

 

 

Dois jovens estrangulam um companheiro, apenas pelo prazer de matar e enganar as pessoas. Dão uma festa, com o corpo escondido em um baú, na sala, tendo entre os convidados os pais e a noiva do morto. Imaginavam o crime perfeito, até que o professor deles desconfia e começa a investigar. Primeiro filme a cores de Hitchcock, inspirado em peça teatral de Patrick Hamilton, e totalmente rodado em um único cenário, com cortes disfarçados pela marcação dos atores em tomadas de 10 minutos, tempo do chassis do filme da câmera com apenas oito planos.

 

 

Nessa madrugada, na Globo, às 03:45.

 

 

 

 

 

Obs- Como ver filmes assim na Globo?

 

Simples. Tecla Sap e Closed Caption. Alguns filmes não tem Closed Caption, então é necessário conhecimento da língua inglesa. É um ótimo exercício para seu inglês. 

 

 

 

- Escrito pelas 21h26, .

todo dia eu só penso em poder parar...

- Escrito pelas 18h26, .

                               

"Nascido para Matar"

Título Original: "Full Metal Jacket"

 

Sinopse:
O sargento Hartman treina de forma fanática e sádica os recrutas em uma base de treinamentos, na intenção de transformá-los em máquinas de guerra (ou máquinas de matar) para combater na guerra do Vietnã. Após serem transformados em fuzileiros navais, eles são enviados para a guerra, e quando lá chegam se deparam com seus horrores.

 

Ficha Técinica
Elenco: Matthew Modine, Adam Baldwin, Vincent D'Onofrio, R. Lee Ermey, Dorian Harewood, Kevin Howard, Arliss Howard, John Terry, Kirk Taylor
Direção: Stanley Kubrick
Origem: EUA – 1987

 

 

Hoje de madrugada, no SBT.

- Escrito pelas 00h29, .

"ninguém perguntou"

Uns dias atrás uma pessoa me disse que eu só escrevo aqui sobre coisas que ninguém está interessado em saber.

 

Então, se você está interessado, clique na imagem abaixo e assista a um curta-metragem do portacurtas, totalmente gratuito e sem necessidade de download (nem conexão rápida).

          

 

              

O nome do filme é "O Nosso Livro".

 

Vale a pena, são só 15 minutinhos.

 

- Escrito pelas 11h39, .

Acho que todo mundo já deve ter ouvido aquela velha história, que diz que “todo mundo começou no rock com o Guns ‘n Roses”. Claro que não é verdade, mas é uma perfeita história para se usar como exemplo aqui. Afinal, todo mundo tem uma certa “evolução” no gosto musical, ou talvez a palavra não seja bem essa, uma vez que nenhum tipo de música e melhor ou mais importante que outro (seja ele com solos ou não). Mas o fato é que realmente a gente não vai morrer escutando 100% das coisas que a gente ouvia quando tinha 16 anos.

Claro que hoje em dia existe um tipinho de “ouvinte de música”, produto da tal “nova ordem do rock” que eu citei no último post, que é o cara que só ouve coisas que já venham estereotipadas com a marca da pseudo-rebeldia. Esse mesmo tipo de pessoa já ouviu o Guns (tem um que até já foi conhecido como “o pía do Axl) e já brigou por causa do Kiss e hoje em dia despreza as antes idolatradas bandas, simplesmente pelo fato de agora ele querer dar uma de rebelde nos seus círculos sociais (“cabresteados”). Sem falar também na necessidade de se ter a tal da pose “do contra”, onde o cara busca incansavelmente se dizer único em seus gostos, nem que para isso tenha que ir procurar uma banda Indie da Burkina-Fasso para isto.

Em termos de gosto musical, foi um adolescente normal. Quando criança, descobri Beatles e Raul Seixas com a minha mãe (ta certo que esse é um dos clichês mais usados ultimamente). Fui crescendo, e gostei de Ramones (muito antes dessa piazadinha ai), de Guns, e de Iron Maiden. Esta última foi meu maior vício adolescente, e que infelizmente acabou me levando para coisas como o metal melódico.Of course que o tempo passou, e fui adquirindo outros hábitos. Sob influência principalmente do meu padrinho (que também me deu o primeiro cd do Maiden) comecei a ouvir Rush, Pink Floyd,e voltei a gostar também dos Beatles (e realmente conhecê-los), que são as bandas internacionais que atualmente eu mais gosto. Os Los Hermanos também ganharam importância, e me levaram para a MPB do Chico, e outros, e logo descobri a Tropicália que me mostrou os Mutantes e o Panis et Circensis (isso é um disco). Sem falar nas outras tantas coisa que a gente acaba descobrindo com amigos, com a tv (nem todas, é claro), revistas...ou seja, o mundo ainda ta cheio de coisas esperando a gente descobrir,e que talvez a gente acabe virando fã (ou não). Só não se pode ser preconceituoso nunca. Em (quase) todos existem coisas boas.

Mas não é por isso que vou rejeitar agora tudo que eu ouvia antes, e é por isso que nos últimos dias venho numa onda de redescobrimento do Iron Maiden. E percebo que, quando você não é mais um fã metaleiro, daqueles burrinhos e xiitas, você pode curtir muito mais a música. Seu ponto de vista muda: o que antes você achava um saco agora lhe parece muito bom, e aquilo que lhe causava arrepios agora soa estranhamente chato e cansativo. Você consegue perceber até uns detalhes que antes não tinha percebido...vê novos sentidos em letras...

Talvez seja como o Humberto Gessinger disse numa entrevista que eu postei aqui, em relação à eudeusação dos ídolos. Descendo-os dos pedestais criados pelos fãs, e analisando o som (não só deles, isso vale para qualquer banda) como feito por caras normais e não “ídolos-supremos” você pode conseguir apreciar muito melhor o som.

E quem não for preconceituoso, aqui vai a dica: A Matter Of Life and Death, disco novo de Steve Harris & cia. Ta me parecendo ser a melhor coisa que os caras lançaram desde 1993. Vale a pena.

 

Obs. Guns’N Roses é muito bom. E não tenho vergonha de dizer que gosto.

 

 

- Escrito pelas 12h56, .

um livro e uma revista

Douglas Adams é um maluco! Pelo menos, é o termo que eu achei melhor para explicar o fato do cara lançar uma “trilogia de quatro livros” que na verdade são cinco. Aliás, isso nem ta muito explicado: uns dizem que é a continuação da série; outros, que é uma história independente, que apenas utilizou os mesmos personagens da série. Isso se dá pelo intervalo em que esse livro se distância dos outros, que passa dos 15 anos...

Na verdade, nada disso importa muito. O que interessa mesmo é o prazer que o livro proporciona. E nisso o cara é mestre. Nessa última história, o escritor que já escreveu capítulos para  Monty Phyton, batizou o disco do Pink Floyd de Division Bell (e até tocou guitarra base num show da mesma banda) narra a história do reencontro entre os personagens Arthur, Ford e Trillian. E os fatos depois deste reencontro não se desdobraram de maneira muito romântica.

Foi o último presente de Adams para os fãs do mundo todo, e ele fechou a conta de maneira perfeita, o livro é engraçado do começo ao fim, e ainda tem um trecho muito engraçado, onde Arthur e Ford...bem..acho que nem vou contar. Mas é uma coisa muito engraçada.

Praticamente Inofensiva, do Douglas Adams.

 

 

*           *            *

 

A revista Rolling Stone é uma lenda no jornalismo musical. É onde eu adoraria trabalhar, se eu pudesse ter feito jornalismo. Bem, na verdade eu escolheria o New Musical Express, mas não ficaria muito brabo se eu recebesse uma proposta da Rolling Stone.

Nos anos 70 (ou seria nos 80?) houve uma tentativa de se criar uma Rolling Stone brasileira. Na verdade, era um fanzine pirata que usava o nome da marca famosa. Mas agora, alguns muitos anos depois, nós brasileiros tempos a oportunidade de ter a nossa  própria Rolling Stone.

Na primeira capa, Gisele Bündchen. Nem entendi o porquê quando vi, mas agora que chegou a segunda edição cheguei à conclusão que, melhor uma mulher bonita do que o Iggy Pop na capa.

A primeira revista tinha matérias do Bob Dylan e do Jack Nicholson, entre outras bacanas. Agora, a número dois tem The Who, Pink Floyd, Tom Zé, o já citado Iggy e mais uma porção de  outras matérias legais. Tudo isso numa revista grandona e gordinha, já que são 130 páginas grandes, com letrinhas pequenas e muito texto. Leva um mês para ler toda ela, se você não for um desocupado. E vale cada centavo dos R$ 8,90 que são cobrados.

 

A única coisa muito paia que eu achei foi uma a matéria chamada “estilo”, onde eles mostram como se veste um cara do meio musical, no caso o guitarrista dos emos pseudo-indies do Panic At Disco! e depois dá dicas de roupas para você comprar. Para você ter idéia, a matéria indica uma camisa Versace de apenas R$ 2,170, uma gravata Louis Vuitton de R$ 800, dentre outros acessórios, para você poder se vestir igual ao seu ídolo da semana (porque essas “salvações” do rock mudam a cada semana)

 

Eu sou da época que o rock’n roll não era assim. Meu amigo disse que eu estou por fora: essa é a nova ordem do rock mundial.:

 

- Escrito pelas 00h32, .

É realmente engraçado. Existe na cidade uma banda de adolescentes revoltados que se dizem punks anarquistas e “lutam” por causas políticas (mas apenas em ano de eleição). Ai, eles costumam cantar aquelas músicas cheias de clichês de bandinhas punks adolescentes, como “morte ao capitalismo!”, “foda-se playboy! Eu não gosto de você”, “morte aos pé-de-porco” e tal.

 

Um deles foge de batidas policiais. Fica com medo, sai correndo, e quase complica a vida de quem está junto.É “machinho” na hora de chamar a polícia de “pé-de-porco”, mas ao menor sinal dela,  sai correndo se mijando nas calças com medo da mamãe descobrir.

 

Outro, o mais “anarquista”  e “anti-playboy”, vai no dal’bó e toma Bohemia de Trigo.

 

 “O quê?”, “se rendendo ao capitalismo?”. Porque pagar R$ 7,00 numa “bebida de playboy” se o Mattana (bebida oficial dos emo-punks) é dois pila e a cachaça de plástico é mais barata?

 

Quando a gente prega uma coisa, é necessário vivê-la.

 

É no cotidiano que a gente vê como essa criançada é medíocre. Não te ganham em debate de idéias, se contradizem e perdem em argumentos, pregam que “é melhor ser feliz do que estar certo”, mas não vivem o que pregam?

 

Não. Muito mais fácil passar o meio de semana em casa com papai e mamãe, sendo sustentado e pedindo benção aos velhos, e no fim de semana arrepiar o cabelo e brincar de revoltado.

 

Cuidado minha gente. Eles serão adultos logo logo, e herdarão o mundo junto com a gente.

 

- Escrito pelas 00h49, .

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