União da Vitória, 25 a 29 de setembro de 2006. Uma semana diferente, para a parcela da população consumidora de cultura.
Por quê?
No Cine Ópera, acontece a semana da cultura da FAFI. Uma semana direcionada aos acadêmicos da instituição mas aberta ao público interessado. Contém uma programação limitada pelo orçamento que a FAFI dispõe, mas que não deixa de ser interessante. Palestras, uma apresentação de teatro e shows musicais, sendo que coloco aqui em destaque o show do Renato Borghetti, sexta feira. No mesmo dia ainda haverá uma conferência sobre a história do vinho; uma ótima oportunidade pra quem é chegado na bebida de Dionísio.
Por outro lado, no Cine Luz, acontece o 3º Festival “Universitário” de União da Vitória. Peças que devem ser ótimas (sinopses aqui). Mas, a palavra “universitário” no nome do evento meu deixou um pouco intrigado. O que ele quer dizer? Os grupos de teatro que estão se apresentando são universitários ou o evento é dirigido aos universitários?
Na FAFI, ninguém falou nada. É claro, ta rolando a Semana da Cultura. Alias, não sei qual dos eventos decidiu suas datas antes, mas em fevereiro a data do evento da FAFI já estava marcada. Acho que, em busca de um público maior, esses dois eventos não deveriam ser realizados ao mesmo tempo.
Um acadêmico da Uniguaçu, me disse que, na instituição dele também não foi falado nada. O mesmo me disse uma acadêmica da Unc.
“Universitário”. Será que é porque a FAFI é faculdade, assim como a Uniguaçu, e a “universidade” (na verdade, apenas centro universitário) é só aquela outra? Mas não pode ser. A Unc também é universidade.
Sem falar que, as quatro instituições de ensino superior das cidades gêmeas tem a maioria de seus cursos no período noturno. FAFI, Uniguaçu e Unc tem cursos de manhã ou à tarde. Na FACE todos são noturnos. E as apresentações teatrais são todas realizadas a noite, logo, se o festival é “universitário” por ser de certo modo direcionado a estudantes, a coisa ta um pouco errada. Pois, tirando o pessoal da FAFI que está na semana da cultura, o resto está em aulas. E se não há incentivo por parte das instituições para que seus alunos adquiram cultura e compareçam às peças, dificilmente os alunos vão perder aula para ver teatro.
Claro que é difícil você ceder uma semana toda de folga para a galera, pois atrasa aulas, estamos no fim do ano e todas essas coisas. Mas sendo uns dos principais papéis da universidade o incentivo à cultura, aposto que os diretores de faculdades adorariam a idéia de se apoiar um evento que proporcione cultura para os alunos e que de certo modo possa até servir de integração entre os alunos de diferentes instituições.
Ou então poderia ter na programação do evento peças em horários que o pessoal não esteja em aula. Isso seria a tarde. E sabemos que grande parte dos estudantes aqui da cidade trabalham de dia para poder garantir seu estudo.
No fim. Acredito que o “universitário” no nome seja apenas de enfeite.
Obs- Não consegui conversar com ninguém da FACE. Mas adoraria saber se para eles existe algum incentivo à participação nesse evento.
- Escrito pelas 23h33,
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Ver aquele documentário, “super size me” é horrível.
Passei mal durante todo o filme e depois dele também.
Não que eu seja fã do Mc Donald’s .Lá em Curitiba, no Cristo Rei, tem um X-Picanha por R$ 3,50 que humilha o Bic Mac. Enorme e uma delicia; não aquela bostinha pequenina toda artificial que a colonada de União da Vitória paga R$ 10,00 pra comer só porque tem aquele “M” estampado nas embalagens.
A única coisa que vale a pena no Mc Donald’s são aquelas tortinhas de maçã. Aquilo sim é bom e barato. O resto...
Acontece que ter visto esse documentário me chamou a atenção para o quão errado a gente se alimenta. Eu por exemplo, passo dias sem comer qualquer coisa da sessão “salada” nas refeições.
No fim de semana então? Pizza, sanduíches, cachorro-quente na rua, coxinhas de frango, bombas de chocolate (hummmmm) e todas essas coisas nem um pouco saudáveis.
E eu não faço nenhum esporte. Não mais.
As pessoas não acreditam, mas eu fui um grande atleta uns tempos atrás. Parei por motivos que estão explícitos nas cicatrizes do meu braço e joelho, sem falar nos 10 parafusos que eu tenho pelo corpo.
Agora, ta na hora de voltar. Culpa do filme. Me deixou com a consciência pesada. To até lendo um livro, “Yoga para todos” que eu achei perdido aqui em casa e que dá altas dicas de alimentação (rsrsrsrs).
Uns 85% do meu almoço hoje foi de alface, agrião e beterraba (com aqueles vinagres de vinho, eita coisa boa!).
Vou até tentar acordar cedo e sair caminhar ou andar de bicicleta.
Pena que eu não tenho um desses player de mp3. Porque eles compensariam o fato de não ter ninguém pra me acompanhar nesse desafio. E fazer esse tipo de coisa sozinho é tão monótono que a gente acaba desistindo em uma semana (dois dias no meu caso, ou vocês acham que eu nunca tentei fazer isso?)
Até calculei meu I.M.C. E deu 34. Isso quer dizer que eu sou um “obeso moderado”.
Vamos ver no que isso vai dar.
- Escrito pelas 17h17,
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No começo tudo é novo. Ela está ali, novinha, bonitinha, ajeitadinha. Quase intocada pelo tempo.
Esperando por você.
As primeiras vezes são estranhas. Os corpos são estranhos um ao outro. Todo aqueles movimentos, dentro fora, fora e dentro, um pouco de incômodo, mas nada que deixe a coisa toda ser ruim. Muito pelo contrário. Já é bom, e quanto mais vezes for feito, a qualidade aumenta. Tudo é bom. Parece que vocês são feitos um para o outro. Um relação perfeita, um par perfeito, enfim...
Ela conhece você. Ela quer você. Quer de manhã, quer depois do almoço, antes do trabalho ou da faculdade, e à noite antes de dormir. Às vezes você está com sono e não ta afim; faz rápido, sem prestar atenção nos detalhes. Você só quer dormir.
Mas ela não. Ela está ali, esperando pacientemente por você, por uma oportunidade de estar contigo, de você fazer com ela o que pra ela é a razão da sua própria existência.
Ela te conhece como ninguém. Conhece tua boca como ninguém. Sabe tudo sobre você, até o que você comeu, seja em casa ou na rua. Te espera quando você chega das noitadas, com paciência, sem estar braba nem nada.Sente até que você bebeu. Mas ela apenas aguarda por você, seja a hora que for. Nem que antes de estar com ela você queira fazer um lanche na cozinha ou tomar um banho.
Ela espera. Ela não dorme. Ela não descansa. Faça frio ou faça calor, sol ou chuva, noite ou dia. Como já disse antes, você é a razão da existência dela.
Mas com o passar do tempo as coisas já não são como antigamente. O desgaste depois de tantas rvezes deixa marcas físicas nelas, e ela já não te desperta o interesse como antes. Quando você faz com ela, já não é a mesma coisa, como era antes.
AI você já não tem aquela ânsia de estar com ela. E acontece o que é inevitável. Você chega a conclusão de que não a quer mais. Você sai, vai aos lugares, pesquisa, e cedo ou tarde acaba encontrando outra. Outra como ela foi um dia: novinha, bonitinha, corpo imaculado pelo tempo, esperando que você a use. E você acaba trocando a antiga pela nova. A novidade. Novamente aquela sensação de desconhecido.
E aquela outra, que tanto lhe quis, que tanto lhe aguardou, agradou, amou...agora está largada. Depois de você ela não vai querer mais ninguém. Ninguém vai querer ela também. Ela está velha e acabada, e as novinhas estão por ai, nas ruas, esperando por seus futuros pares.
Ela cai no esquecimento. Está abandonada.
Mas saiba que ela não guardará ressentimento de você. Afinal. Ela tem certeza de que cumpriu seu papel, lhe serviu, e que os momentos a dois não serão esquecidos.
Coitada. Já foi esquecida.
E foi assim que eu acabei trocando a minha escova de dente.
- Escrito pelas 12h39,
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Um dia eu roubei.
Na verdade, roubar é uma palavra muito forte. Apropriação indébita é mais bonita. Soa menos pesadamente do que roubar.
O objeto em questão, era um CD. Do Green Day ainda. O Dookie, que é o melhor que eles fizeram disparado. E eu ouvi bastante. Gostava de “She”, “Basket Case” e “When I Come Around”.
Certo dia, cheguei a conclusão de que eu não gostava mais daquele disco. Fui lá, e troquei com um colega por uma coletânea do Guns’n Roses. Tinha “You’re Crazy” (na versão do Lies) e outras músicas legais.
Ai um dia, cheguei a conclusão de que eu não gostava mais de Guns’n Roses. Fui lá e troquei por um CD dos Engenheiros do Hawaii. 10.000 destinos, ao vivo. Viva! Que cd legal!
Certa vez, um grande amigo me pediu ele emprestado. E eu nunca mais vi o CD.
Moral da história: Eu roubei, troquei mercadoria roubada, troquei outra vez, e mais uma, e fui roubado de novo. Ladrão que rouba de ladrão tem “não-sei-quantos-anos” de perdão. Bem feito para mim.
Eu pedia muito pro meu amigo devolver esse CD. Mas ele dizia que não ia mais devolver. Ai a gente perdeu contato por uns tempos. Reatou contatos, mas ele continuava a não querer me devolver o cd.
Até que um dia, ele falou que sim. Com uma condição: Eu teria de ir buscar na casa dele.
Ele mora longe.
Nem tão longe, mas um gordinho com problemas no joelho não aprecia grandes subidas. E ele mora num lugar muito alto.
Mas ontem eu fui. E recuperei o CD.
Depois de 3 anos, ele voltou para o lar.
Agora vocês me dão licença, pois vou escuta-lo pela sétima vez.
- Escrito pelas 22h42,
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Não sei o que eu quero, mas sei como conseguir.
“Gosto é gosto e não se discute”
“Gosto é que nem cu, cada um tem o seu”.
Sim. Pode até ser verdade. Mas em termos. Usando o outro velho clichê, “não vamos generalizar”. Por quê? Tem certas coisas que estão acima do quesito “gosto”. São tão boas que sobem no patamar e qualidade e acabam tornando-se regras e constantes universais. E com isso, nenhum clichê relacionado a gosto, como os que eu separei acima, pode negar.
Ah! Não vamos confundir isso com o senso comum. Esse sim é desprezível. É fato. Não só o senso comum entre as massas, mas entre as chamadas “tribos”. Ou eu estou mentindo?
Um exemplo pra deixar isso tudo bem claro:
Comida. Algo que todo ser humano necessita. Com exceção é claro, daqueles malucos que foram no Jô certa fez dizendo que se alimentavam de luz solar. Mas, nós, a maioria, precisamos de comida. Ai, uns não gostam de cebola; outros de tomate, tem os vegetarianos, os que preferem uma massa, um churrasco, uma comida natural...e tem até o tal do junk food.
Agora convenhamos. Pegue todo esse pessoal, e coloque num lugar, tipo...um teatro. Ai, imaginem que sobe um cara no palco, pega o microfone, e tenta convencer os vegetarianos, os do junk food, os que odeiam cebolas e tomates, a turma da pizza, do churrasco e do doce a comer merda. O cara argumenta que é bom, é gostoso, nutritivo e tudo mais. Tanto a própria merda quando a dos outros. E ai? Só porque um cara disse que é bom comer merda, todos irão sair dali comendo cocô?
Claro que, muitos vão aderir a causa do “come-merda”. Uns descontentes com a sua vida, outros “pseudo-maníaco-depressivos”. Aderirão talvez os que querem apenas negar as regras vigentes na sociedade e acham que estarão fazendo um grande serviço comendo merda para expressar sua insatisfação...e outros serão quem sabe, menininhos com birra por não ganharem yogurte da mamãe que acabam virando rebeldes sem causa.
Então. Sobre comer cocô. Gosto é gosto e não se discute?
Bebida é água.
comida é pasto.
você tem sede de que?
você tem fome de que?
(Comida, Titãs)
- Escrito pelas 13h42,
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Eu não to afim de escrever, mas como faz tempo que eu não passo por aqui, resolvi tentar arrancar algumas palavras da minha mente torturada. Assunto não falta: Tive algumas idéias para falar sobre o 11 de setembro (tanto do terrorismo quanto do aniversário de 3 anos da primeira vez que eu fiquei com minha namorada), ou sobre a apresentação da banda Marista agora pouco lá no Cine Ópera ou sobre como a minha vida ta uma merda e de como eu odeio a minha faculdade.
Vamos falar de alguma coisa mais ‘light”.
O negócio é o seguinte: você chega em casa, liga a tv e o computador. Deixa num canal chato (o sbt) com um programa ridículo (“aprendendo sobre sexo”, patético). Mas acontece que você nem presta atenção na tv: você entra no msn, no orkut, no coxanautas. E a tv ali ligada.
Ai, o programa de sexo acaba. Começa o fim de noite. Por curiosidade, você vê o filme que ta passando: Alta Fidelidade, com o John Cusack, e o Jack Black. Ai você acaba percebendo toda a dimensão da sorte que você está tendo, e como você não é um menininho metido e egoísta, você tenta de todas as maneiras avisar mais pessoas sobre o filme. Mas é complicado: nessas horas, tem pouca gente no msn, com algumas você não fala, outros nem querem saber do filme, outros estão ausentes, ocupados, etc.
Mas o peso da consciência de não poder avisar ninguém é foda. Eu já senti muito bem isso quando passou no intercine o filme do “The Doors” e não consegui avisar ninguém (também a mesma coisa: ninguém no msn, celular sem créditos, blá blá blá).
Mas eu consegui avisar duas pessoas. Pude ver o filme sossegado então.
O filme é uma adaptação do livro homônimo do escritor inglês Nick Hornby. Eu nunca li esse; só trechos de outro livro dele. Li a resenha do novo dele. Ele é o tal da literatura pop. Tem umas histórias interessantes: ele fala muito de música nos seus livros e também escreveu um sobre futebol. Enfim, o cara é bom. Mas, como na música, ou no futebol, o problema são os fãs.
A maioria das pessoas que lêem (ou dizem que lêem, sem nunca ter pegado num livro dele, o que é pior) são aqueles cretinos metidos a “pseudo-intelecualóides” que se dizem porta-vozes da razão cultural e tem suas opiniões (limitadas e fracas) formadas por qualquer tablóidezinho metido à New Musical Express. Eles acham que a vida se resume a ouvir bandinhas britpop’s ou punks e gostam de fazer pose de revoltadinhos.
Sim. Nick Hornby deve ser legal. Eu não posso dizer que é pois só li alguns capítulos de um outro livro dele. Mas o fato dele ter histórias legais e famosas que viram filmes não o colocam acima de Dostoiévsky, Oscar Wilde, ou qualquer outra literatura adulta. Na vida precisamos entender que tudo no universo tem sua própria limitação. Porque eu acho que o Chico Buarque é um cara foda não quer dizer que eu tenho que convencer o mundo a venerar o cara. E tenho que entender que ele é foda sim, mas não um deus. O mesmo para o Rush ou para qualquer banda de rock, com exceção dos Beatles e do Pink Floyd.
Ta. Voltando ao Alta Fidelidade. É a história de um dono de uma loja de discos que tem a mania de fazer listas de “top5” relacionadas com tudo na vida dele (nem é preciso dizer que atualmente entre a garotada, ser “intelectual” é ter suas listinhas prontas na cabeça). Ai, entre uma citação musical e outra, ele acaba contando as histórias de cinco relacionamentos com garotas na sua vida. E por ai vai.
Para a minha experiência pessoal ter visto esse filme foi ótimo, porque respondeu umas perguntas que vinham me incomodando bastante ultimamente.
Saco. Odeio falar de filmes. Não tenho toda a “bagagem intelectualóide” para ser digno de falar disso. Mas eu tento. Desculpa ai pessoal!
- Escrito pelas 00h06,
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ao meus amigos de mau gosto.

sessão fotolog para comemorar o dia do blog, que foi ontem.
- Escrito pelas 13h31,
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- Ver os textos que já foram pros arquivos.