fim da linha
Eu sou uma bosta mesmo. Das mais fedidas, moles e nojentas que você pode imaginar. Pensando bem, eu acho que uma bosta de verdade leva vantagem sobre a minha pessoa, pelo simples fato dela já ter servido para alguma coisa na vida, no caso, serviu de alimento para algum ser, que tirou dela tudo que precisava para si, e a lançou no mundo na sua nova condição de bosta. Ela agora está fadada a se decompor, vai virar adubo, vai continuar servindo para alguma coisa, e assim o ciclo da vida vai continuar. Eu, pelo contrário, nunca servi, não sirvo, e nunca vou servir para nada nessa vida. E não me venha dizer que isso são lamentações adolescentes, ou de transição de adolescência para a juventude, um texto pink side, ou qualquer coisa que você possa pensar que explique essa minha crise de auto-estima como um coisa boba ou qualquer. A parada agora é foda, é violenta, e não é qualquer coisa.
Todo mundo sabe que a vida me obrigou a fazer um faculdade que eu não queria. Ai tudo bem. Eu já estava acostumado a nunca ter conseguido o que eu quis na vida. Mas pelo menos a faculdade me deu uma turma legal, e eu me divertia, até esse ano, quando entrou essa tal de “Iniciação à pesquisa histórica” (matéria que cobra a monografia). O professor é um cara muito inteligente; o melhor do curso. O problema é que ele ta cobrando demais. Ele assusta. Toda segunda feira (dia de aula com ele) eu saio da sala de aula decidido a abandonar o curso. Mas depois eu acabo me perguntando “o que eu faria na vida se largasse essa faculdade” e acabo tirando essas idéias de abandonar a faculdade. Pelo menos até a próxima aula dessa matéria.
Eu não consigo pensar em nada. Nada, nada, nada e NADA! Zilhões de assuntos já passaram pela minha cabeça, só que, como se tivesse um ralo no meu cérebro, todas essas idéias saem da cabeça tão rápido quanto entram. É mais ou menos como uma descarga. E cada vez que eu paro e tento pensar em alguma coisa, me vem na cabeça a imagem do professor falando: “Arrume um tema! Arrume um tema!”. Isso me tira o sono. Mesmo.
Na última aula, o professor soltou a frase que com certeza acabou com meu dia, minha semana, meu mês, meu ano, e (porque não) minha vida: “Qualquer pessoa consegue um tema. É impossível existir alguém que não entenda de alguma coisa, ou que não se interesse por nada!” Como assim, impossível? Eu sou a prova de que existe esse tipo de gente sim! Olha eu aqui! Eu não entendo porcaria nenhuma de nada, e muito menos tenho interesse em algum assunto que seja mais evidente. Na minha humildade de acadêmico que não sabe de nada, ainda tentei argumentar: “Mas professor? E quem não te interesse em nenhum assunto, que não sabe de nada?”. Aí, o professor deu o disparo final: “Então esse alguém está no curso errado!”. Bingo!!! Cara experto esse! Acertou na mosca...
Esse é o contexto atual da minha vida. Sem perspectivas. Como dizia Orwell, no 1984: Quer um retrato do futuro? Imagine uma imensa bota pisando no rosto da humanidade. Tem uma bota pisando na minha cara. Eu não posso levantar. Na verdade eu nem sei se quero levantar. Porque se eu levantasse, eu teria que seguir em frente, mas seguir para onde? Queria voltar no tempo. Fazer aquela maldita segunda fase da federal de novo. Pensando melhor, eu queria voltar aos meus 6 anos de idade. E jogar futebol de botão, e brincar de carrinho, ou de forte apache. Ou jogar Mário. E não ter que pensar no futuro. Pensando melhor ainda, eu queria voltar a ser um bebê, e congelar o tempo ali: Ficar o tempo todo no colo da minha mãe, e dormir..só acordar para comer.
Meu professor de História no ensino médio, o saudoso “São Nunca”, além de ser a pessoa que me mostrou o curso de história como uma possibilidade para a minha falta de condições para outra coisa, sempre dizia uma frase em aula, que agora vem com mais clareza na minha mente:
Sempre tem um cabo de enxada esperando...
- Escrito pelas 22h44,
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Sobre o nosso cinema.
O Cine Luz é nosso. Nosso mesmo. Explicando melhor:
Há muito tempo atrás, nossa cidade tinha três cinemas: O Cine Luz, o Cine Ópera e o Cine Odeon. Era uma época que cultura era uma palavra existente na cidade de União da Vitória, graças à Rede Ferroviária, que movimentava a economia uniãovitoriense a ponto de já termos chegado ao posto de terceira cidade do Paraná, perdendo apenas para a capital e Paranaguá. Com o fim da rede veio o fim da cidade, logo, o fim dos cinemas. O Opera ainda existe; todos sabem onde ele fica. Já foi Igreja Universal, e agora está ali, abrigando eventos da FAFI entre outros. O Cine Odeon, que, pouca gente da minha cidade sabe onde ficava, virou um bar, outro bar, mais um bar e hoje ta fechado. Ele ficava ali perto da funerária, na praça Hercílio Luz também. E com a exceção de ter virado Igreja, o Luz teve o mesmo destino do Ópera: ficou ali largado, mofando, recebendo uns balés aqui, umas formaturas ali, e por ai vai.
Acontece que, alguns anos atrás, o governo do Paraná criou um projeto chamado “Velho Cinema Novo”, no qual eles usavam verba pública (logo nossa) para desapropriar, reformar, e colocar de novo em funcionamento diversos cinemas de cidades do interior do estado. E ali foi o Luz. Pintadinho, com poltronas confortáveis (alguém pegou a época que era só madeira?), elevadores para deficientes, uma lanchonetezinha bacana, e essas coisas.
Como eu já disse, o dinheiro usado nessa reforma era do estado, mais precisamente da secretaria de Cultura do estado. E essa grana vem do contribuinte. Logo, o cinema é nosso. Ta explicado.
Parece tudo bem. Mas além das suspeitas de superfaturamento da obra, temos um outro problema com o nosso cinema. Os adminstradores (como o nosso secretário de cultura) não entenderam bem a proposta desse projeto. Afinal, porque o governo teria interesse em reformar cinemas por ai? Alguém pensou na resposta “para incentivar a população a adquirir cultura?”. Além de ganhar votos e garantir o circo para o povo, essa era a proposta.
Nós queremos cultura, mas não qualquer bosta. Tratando-se de filmes, a gente quer ver filmes bons. Existem controvérsias, mas geralmente, os filmes indicados ao Oscar são filmes bons. Então. Dia desses, eu estava lendo a coluna do nosso secretário de cultura num jornal, onde ele falava do cinema e tal, e dos próximos filmes a serem exibidos. Eis que então, ele solta uma que me indignou completamente: “Dois filmes indicados ao Oscar serão exibidos em sessão alternativa, para alunos de Comunicação Social da FACE, pois tratam de Jornalismo na sua história e tal”. Não sei se vocês sabem, mas, o secretário de cultura é professor da “Fácel”. Logo, ele está favorecendo o dele, uma prática muito comum aqui na cidade. Outro dia, eles exibiram O Jardineiro Fiel, que eu queria muito ver, para alunos da Uniguaçu. Essa gente que vai nessas sessões, está ali para gazear aula sem ganhar falta. Enquanto isso, quem quer realmente ver os filmes não pode. A gente contribui, a gente quer ter esse direito. Depois, eles passam nos sábados e domingos filminhos comerciais, para a geração malhação ficar se agarrando lá dentro e enchendo os bolsos da administração do cinema. E tem mais. Naquela mesma coluna, o secretário de “cultura” reclama que a cidade não tem interesse no cinema. Porque ele não experimenta exercer o cargo que ele tem, e adotar políticas de incentivo a cultura, ou no mínimo, passar filmes bons no final de semana?
Coisas de União da Vitória.
- Escrito pelas 09h56,
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Professora:
- Bom dia alunos, hoje é a nossa primeira aula de inglês. (virando-se para uma aluna) What’s your name?
Aluna:
- Hi! My name is Julia!
Professora:
- Very Good! (virando-se para outro aluno) What’s your name?
Aluno babaca:
- Hi, My name is Guilherme, because my mom loves this name. (a partir daqui eu não tenho certeza) wich, by the way, it’s my grandfather’s name.
A professora desmaia, e entra o narrador do curso de inglês. A câmera volta para a professora no chão, e o aluno, não contente, se abaixa e fala:
- Se quieres, podemos hablar en español, profesora!
Moral da história: Em todo agrupamento social de caráter pedagógico, ou seja, em qualquer sala de aula no mundo, vai ter aqueles babacas que sentam na frente e adoram se exibir e esnobar todo mundo.
- Escrito pelas 10h26,
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a fabulosa odisséia de zé, o retardado.
Essa história começa na sexta feira passada. Mas tudo que precisamos saber sobre sexta é que eu passei o dia normal, e fiz as coisas que geralmente eu faço na sexta (menos passear na faculdade de saia de prenda gaúcha). Então, o final de semana passa normalmente, e eis que chega segunda feira, e, tudo se passa normalmente, como toda segunda feira deve ser. Isso até umas 18:25 hrs, quando eu começo o ritual de troca de roupa para a faculdade. Terminado tudo, eu pego a minha mala a abro, e percebo que a minha pasta não está mais ali. Sim. Eu perdi a pasta.
A pasta.
A pasta é uma pasta normal, como toda pasta deve ser. Ela deve ter custado a minha mãe uns R$2, 50, talvez mais. Não é aquelas da papelão; e sim, aquelas de plástico escuro e transparente. Dentro dela, haviam muitas fotocópias de texto. Quem faz história na fafi e tem aulas com o Michel sabe o que eu quero dizer com “muitas fotocópias”. Generosamente, vou avalia-las em, digamos, 10 reais. Eu, me considero uma pessoa organizada, e pessoas organizadas geralmente não perdem coisas, sendo esse fato algo que comprova a minha condição de organizado. Mas eu perdi uma pasta legal com fotocópias não tão legais. Então, eu fui a secretaria. Lá, eles ligaram para a Mapoteca; dizem que as coisas perdidas vão pra lá. Pediram para voltar na secretaria no intervalo, e assim eu fiz, a moça simpática ligou de novo, e eu ouvi um não.
Mas depois de cansativas aulas com o glorioso Ilton, eu resolvi dar um pulo na Mapoteca, para, como diz o Atílio, encher o saco dos bravos funcionários que lá habitam. Fui perguntar pelas serventes (seres que eu nunca vi na faculdade; seriam elas invisíveis?). O cara disse que elas apareciam por lá depois, mas ele deu a sua palavra que iria perguntar pela pasta. E eu dei a pasta como perdida.
Existem coisas com mais valor do que outras coisas.
A terça feira começou normalmente como toda terça feira deve ser, até a hora d’eu dar início ao meu ritual de troca de roupa para ir pra aula. Depois de terminado, lembrei que tinha novas fotocópias para a aula do Michel. Fui pegar uma grana e...cadê a minha carteira? Bati nos bolsos da calça (sim, eu usei a mesma por dois dias) e nada. Revirei a casa em nada. Sim. Perdi a minha carteira,.com todos os documentos que mostram que eu sou um cidadão, mais uns 15 reais. Mas foda-se os documentos, eu fiquei preocupado com a minha grana. Mas, a minha sábia mamãe veio para me lembrar de uma das constantes mais constantes e universalmente comprovadas que são realmente constantes leis da natureza: Quando você perde seus documentos, e alguém os acha, principalmente o CPF, eles te fodem. E te fodem sem piedade. E não seria apenas 15 reais o preço dessa foda. Meu nome iria para um tal de SPC, que não é banda de pagode. Mas um lugar onde gostam de guardar nomes de pessoas que foram sem piedade fodidas. E o que fazer numa hora dessas? Dirigir-se para o lugar onde trabalham os valorosos guardiães da nossa segurança. Os policiais. E eu fui...
(continua abaixo)
- Escrito pelas 00h47,
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...
Quando você mora na rua central de sua cidade, é natural você achar que a maioria dos lugares de interesse de qualquer pessoa estão mais perto de você do que nunca. Mas quando você está nervoso, ansioso (e porque não?) desesperado, esses lugares ficam longe. Então, o Cid não é ali, a Unc não é um pouquinho depois “do ali”, e a delegacia é no lado. É longe pra car****. E quando as pessoas estão no estado de espírito de alguém que acaba de perder seus documentos e não quer ser “fodida” por ninguém, é natural que elas escolham o caminho mais longo para se dirigir a o destino final. E eu percorri toda a Rua Matos Costa, subi na João Pessoa, e passei no Corpo de Bombeiros. Uns 100 metros adiante, eu pensei: “Eu não vou caminhar da delegacia até a faculdade. Vou avisar a mãe para avisar o pai quando chegar que é para me pegar no caminho”. Então eu ligo, e mamãe diz: “Achei a carteira filho”...
Tenho até vergonha de dizer onde ela estava. Dentro da capa do meu violão, bem lá no final, onde vai o braço do violão. Como foi parar ali é algo que a minha condição de um simples mortal nunca vai conseguir compreender. Mas ela estava lá. Então, lá vou eu voltar para casa pegar a carteira para ter dinheiro para tirar o xerox. Aproveitei para dar aquela mijada (perdoe a expressão), e tomar aquele copão de coca-cola. Agora, é ir para a faculdade....
Epílogo
Ganhar duas faltas não é legal. Saber que além de tudo, você deveria entregar nesse dia um trabalho depois do intervalo (relacionado com as fotocópias) também não é legal. Estar suado depois de ter tomado um banho caprichado também não é nada legal. Mas o pior de tudo é você basicamente passar por todo o centro da cidade, e chegar naquela praça na frente do fórum e, devido ao ato realizado alguns minutos antes ( o da expressão feia) e de seu nervosismo com tudo isso que tava acontecendo, unido ao fato de você ser uma pessoa “desligada por natureza”, perceber que sua braguilha da calça estava aberta. Justamente quando você veste a sua camiseta mais curta. E (outra lei da natureza) quando acontece algo assim, é natural você só encontrar mulheres na rua. Então, sentei num banco dessa mesma praça, e com toda naturalidade do mundo tirei um livro da minha mala (que por sinal, era dia de renovar) e fingi ler, enquanto uma das mãos ia para debaixo da minha mala (devidamente posicionada no meu colo) para fechar a braguilha e não deixar o Falcão (o campeão dos campeões) sair por ai.
Depois de todas essas aventuras, eu descubro que não tem as primeiras aulas; mas sim uma palestra. E que, o professor das aulas que seguem o intervalo também não vem. Ai você senta num banco, para relaxar depois de toda essa correria, e o céu desaba em chuva sobre sua cabeça do nada. Mas tudo bem. Pelo menos não perdi minha carteira (logo, não fui “fudido”), não ganhei faltas e as novas fotocópias não saíram tão caras. E a namorada chegou de viagem, o que, além de matar saudades, rendeu uma boa xícara de café.
Ah! E a pasta apareceu. E junto com elas todas as fotocópias. Só faltou uma nota de 50 reais que eu tinha deixado nela. Ok, to brincando. Tava tudo lá.
- Escrito pelas 00h45,
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Agora não lembro aonde eu li, mas, se a minha memória não está me pregando peças, em algum lugar eu li sobre o novo filme do Steven Spielberg, Munique. Nessa matéria, o autor falava sobre um dos mais desafiadores trabalhos da carreira do todo poderoso diretor, e em como esse filme vinha irritando judeus nas exibições nos EUA, e eu fiquei todo na expectativa para poder assistir ao filme. Bem, vou explicar resumidamente do que se trata o filme, baseado em acontecimentos reais:
Munique, 1972. A cidade alemã é sede dos Jogos Olímpicos. No meio da madrugada de um dos dias dos jogos, a vila olímpica é invadida por terroristas árabes pertencentes a um grupo denominado “Setembro Negro”. Esses terroristas invadem um apartamento que está ocupado por atletas judeus e fazem todos eles de refém. A intenção do grupo é conseguir junto ao governo israelense a libertação de não sei quantos prisioneiros palestinos. A primeira ministra israelense Golda Meir se mostra dura e não aceita negociar. O exército alemão reluta em participar da ação de maneira mais efetiva. Os terroristas pedem um ônibus, e transportam sob suas miras os atletas até o aeroporto, onde helicópteros os esperam. Começa um confronto entre o exército e os terroristas, e ao ver que seus planos iriam fracassar, os terroristas acabam assassinando todos os atletas. Os terroristas também morrem, sendo apenas três presos.
A história contada pelo filme é o contra-ataque realizado secretamente pelo governo israelense para eliminar todos os homens envolvidos no planejamento desse e de outros ataques. E ai é que entra a minha curiosidade sobre os judeus retratados no filme, porque essa ação deles não foi tão “de mocinhos” como aparenta. Mas é claro que, que o artigo que eu li sobre o filme me enganou. O filme mostrou a primeira-ministra como se ela fosse aquela velhinha bacana, do tipo que a gente quer ser neto, e não a governante pulso-firme do estado de Israel. O filme mostra os árabes como os próprios discípulos do cramunhão, e os judeus como os nobres e valorosos guerreiros em busca da justiça. E o filme esqueceu de mostrar coisas interessantes sobre a contra-ofensiva israelense, como um garçom árabe que foi confundido com um dos terroristas e acabou covardemente fuzilado na frente da sua namorada, na porta de um cinema. Em compensação tem uma cena, onde mostra como o judeu se esforçou para cancelar a detonação de uma bomba plantada na casa de um dos procurados, para esperar que sua filhinha saísse de casa e não perdesse a vida na explosão.Que lindo!
Mas o filme no geral é bom. Perfeito na sua produção e não podemos negar que o Tio Spiel manja da direção (sim, muitos não concordam). E tem cenas que valem a pena, como o galã do filme fazendo sexo com sua esposa, mas imaginando cenas do atentado em Munique (isso sim que é fetiche bizarro) ou o mesmo personagem em uma conversa com um terrorista árabe, onde ele tenta convencer o terrorista de que a criação de um estado palestino é e sempre vai ser impossível (essa foi a cena mais fiel à realidade do filme).
A única conclusão que eu cheguei sobre o que pode ter irritado o expectador judeu do filme foi no final, quando o cara está em casa com sua família, e passa a sentir-se uma possível vitima de um atentado. Ele começa a questionar seus atos com um superior, e pelo seu discurso nota-se que talvez ele esteja questionando a legitimidade das evidências que levaram a morte 9 dos 11 árabes que a sua missão pretendia eliminar.
Acho que é isso. Mas assistam. È um bom filme.
- Escrito pelas 01h14,
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o que a globo escondeu de você
No último dia 8 de março, 2 mil mulheres da Vila Campesina Brasil ocuparam uma área da empresa Aracruz Celulose em Barra do Ribeiro (RS). A data e o lugar - sede da II Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural da FAO - foram simbolicamente escolhidos para demonstrar a indignação dessas camponesas com a mercantilização da natureza, em curso hoje no mundo.
A terra, as águas, as sementes, o ar e as matas são considerados hoje recursos que devem ser explorados conforme os interesses econômicos de grandes empresas multinacionais. Sob o argumento de reflorestamento, criaram-se verdadeiros desertos verdes de produção de madeira para fábricas de celulose. O eucalipto é a principal espécie dessa estratégia e danifica o solo de forma irreparável: uma vez plantado, não é possível retomar a fertilidade da terra e seus minerais. Além disso, as raízes do eucalipto penetram nos lençóis freáticos, prejudicando o abastecimento de água das regiões. Cada pé de eucalipto é capaz de consumir 30 litros de água por dia. A maior proprietária nessa empreitada é a Aracruz Celulose, que tem 250 mil hectares plantados em terras próprias, 50 mil são no Rio Grande do Sul.
Suas fábricas produzem 2,4 milhões de toneladas de celulose branqueada por ano, gerando contaminação no ar e na água, além de prejudicar a saúde humana.
Apesar da ação realizada na última semana ter obtido espaço na mídia, as razões colocadas acima, que levaram as mulheres da Via Campesina Brasil a ocupar a empresa, não tiveram espaço. Apenas a Aracruz Celulose pode colocar suas opiniões, transformando uma ação política em um drama pessoal da pesquisadora responsável pelas mudas de eucalipto. Funcionários foram entrevistados lamentando o ocorrido, mas em nenhum momento foi dito que a Aracruz gera apenas um emprego a cada 185 hectares plantados, enquanto a pequena propriedade rural gera um emprego por hectare.
No Espírito Santo e na Bahia, lugares em que a empresa está presente, pelo menos 88 mil postos de trabalho vão sumir esse ano por conta de um empréstimo de 297 mil reais do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Fundo de Participação PIS/Pasep, para plantios de eucalipto pela empresa. No total, a área com financiamento será de 90.806 hectares. O prazo de carência desses créditos do BNDES é de 21 meses. Só a partir daí começam os pagamentos do empréstimo e os prazos das amortizações chegam a 84 meses. Tudo isso a juros de incríveis 2% ao ano! Já as taxas de juros praticadas no Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf) variam até 8,75% ao ano.
Nos últimos três anos, a empresa recebeu 2 bilhões de reais dos cofres públicos. O dinheiro, conforme demonstra o balanço de 2005, foi 56% destinado ao exterior, onde se concentram boa parte de seus proprietários: a empresa noruguesa Lorenz detém 28%, (cujo maior acionista é o cunhado do Rei da Noruega). Outros 28% são do Banco Safra, do capital internacional com sede em Mônaco, 28% da Votorantim, e 12,5% do BNDES. A Souza Cruz (grupo British American Tobacco), também tem acionistas, mas em menor percentual.
(continua abaixo)
- Escrito pelas 12h43,
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...
Até poderíamos ficar orgulhosos porque a Aracruz pertence a um norueguês que tem êxito no exterior e ganha muito dinheiro. Mas não. Não estamos orgulhosos. A Aracruz está roubando ou ocupando território de indígenas e isso criou uma reação forte no nosso povo. Tem muita floresta na Noruega, como também na Suécia e Finlândia, que formam a Escandinávia, no norte da Europa, onde foi fundida a empresa Stora Enso, que também produz celulose no Brasil. Porque não produzem a celulose lá na Europa? Para poder usar a madeira das árvores nativas da Escandinávia é preciso deixar crescer entre 10 e 30 anos. Em vez disso, o eucalipto já pode ser usado depois de 7 anos. E é muito mais barato produzir no Brasil, a mão-de-obra sendo mais barata, denuncia Ingeborg Tangeraas, ativista norueguesa da organização NBS (Norwegian Farmers and Smallholders Union).
A coroa sueca também tinha ações, mas vendeu em janeiro, depois do repudio da população (muito mais esclarecida que a brasileira) à ação realizada pela empresa contra o povo Guarani no Espírito Santo. Cerca de 120 homens da Polícia Federal utilizaram helicópteros, bombas, armas e munições, além de máquinas da própria Aracruz Celulose, para derrubar plantações e casas e expulsar 50 guaranis de uma terra que lhes pertence (a Globo mostrou isso?). A área, invadida ilegalmente pela empresa para plantar eucaliptos, está ainda em discussão no poder público. Isso não foi suficiente para evitar a prisão de oito de indígenas e dezenas de feridos.
Em uma conferência mundial que discutia a Reforma Agrária, a ação realizada pelas mulheres da Via Campesina Brasil coloca em questão por que um governo que quer acabar com a fome continua patrocinando e legitimando companhias como essa, que apenas multiplicam o deserto verde, causam desemprego e ainda violentam o povo brasileiro. Não somos contra a pesquisa. Pelo contrário, queremos pesquisar cada vez mais. Mas pesquisar soluções para os problemas do povo, e não apenas ampliar a produtividade para aumentar o lucro das multinacionais. Os que inventaram a bomba atômica também eram grandes pesquisadores. O investimento nestas companhias, nove vezes superior ao empregado na agricultura familiar, só pode nos levar a uma conclusão: a idéia é que dentro de 20 anos a base da alimentar do brasileiro seja a celulose!
- Escrito pelas 12h42,
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Preciso urgentemente de um tema para monografia. Alguém tem alguma sugestão?
- Escrito pelas 22h31,
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Metal de Macho (é musica pra macho pt.II)

O Heavy Metal desde seu início foi uma coisa bem divertida. O problema é sempre essas “segmentações” que o povo faz no gênero, como “black metal”, “doom metal” e o metal melódico. Esse é o pior. Leva a palavra “melódico” em seu nome, mas se preocupa mais com a técnica do que com a melodia propriamente dita em suas musicas. São solos ultra-rápidos e pretensiosos de guitarra, linhas de baixo turbinadas e aqueles pedais duplos de bateria que são um saco. Isso que eu ainda não cheguei nos vocais.
A pior coisa do metal melódico são seus vocalistas. Calças de couro apertando bem as coxas e o bumbum, cabelos que sem duvida nenhuma enfrentam horas de tratamento em salões de beleza...e os gritinhos. Os gritinhos são o pior do metal melódico. E toda aquela viadagem dos fãs discutirem “quem tem o melhor agudo” a melhor técnica...Todas essas coisas depõem contra o Rock’n Roll de verdade!.
Toda banda de Heavy Metal melódico que se preze, deve ter em sua discografia nomes de algumas musicas que são “padrão” no mundo deles, tais como; “Forever”, “Paradise”, “Wings of (alguma coisa)”, Tears of (outra coisa)”, e entre tantas outras, não pode faltar uma envolvendo algum tipo de pássaro, de preferência uma águia. De resto, sobra histórias que contem como que “o príncipe chegou com seu cavalo branco alado e libertou a princesa das masmorras do castelo do Lorde Negro, mas antes derrotou o dragão que era o guardião do castelo, e foi feliz para sempre com a sua princesinha ao passar da eternidade”.
Iced Earth não é assim. Bateria e baixo, como no bom heavy metal tradicional. Guitarras com solos que são realmente rock, e não aquelas solos totalmente elaborados da escala diatônica em ré com dissonância na quinta, com inversão do metal melódico. E o vocalista canta com voz de homem. Em vez de armaduras medievais, roupas de seda e aquelas calças justas, esses velhos se vestem como o bom metaleiro, ou motoqueiro. Ou seja, couro só na jaqueta da Harley Davidson.
Horror Show é um disco muito bacana. E é conceitual. Os caras recriaram nas suas músicas as histórias clássicas de horror da literatura britânica and outros. Então está lá o Drácula, o Frankestein, Dr Jekkyl e Mr. Hide, A Múmia, o Lobisomem, Damiem Thorns, o Fantasma da Opera, Jack o Estirpador, e por ai vai. Mas sem aquele tom chato que os melódicos fazem para que a musica fique “épica”. Os caras sabem que são do rock, e não aquela aquela pretensão operística fútil que as bandas de melódico tem. É um grande disco, até para quem não é do “metaaaaal”.
Mas eu gosto de Helloween, Stratovarius e principalmente do Blind Guardian. Gosto de Tolkien e jogava RPG. E as pretensões operísticas do Rick Wakeman são maravilhosas. (só escrevi isso para ninguém dizer que eu estou me contradizendo no texto).
# Iced Earth, Damien.
- Escrito pelas 10h56,
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é musica pra macho...

Procurar por novas bandas e sons na internet é uma tarefa complicada, pois tem muita coisa rolando por ai vindo dos quatro cantos do país e do mundo. A minha indicação de hoje não é algo que eu realmente tenha "achado", pois eu já vi eles no Jô Soares e também na casa de uns amigos. É o Matanza.
Eles são uma banda no mínimo peculiar. Descrevendo-os visualmente, temos um baixista e vocalista à la Lemmy Kilmster gordão, um punk (com moicano e tudo), um metaleiro e um cara normal para compensar. E o som deles? Bom, a melhor descrição que eu consegui foi esta:
Imaginem uma mistura de Motörhead, Hardcore e Johnny Cash. Some isso a letras com temáticas de velho oeste americano (com saloons, xerifes e tiroteios), ou com bebedeira, brigas e farras em geral.
È o tipo de som que te faz querer consumir álcool em demasia, e sair farreando por ai, procurando emos e playboys para uma boa briga.
È uma coisa muito divertida.
Discografia:
-Santa Madre Cassino
-Musicas Para Beber e Brigar
-To Hell With Johnny Cash
-Terror em Dashville.
Alguns links-
Site Oficial
Tópico de uma comunidade que disponibiliza links para download dos discos (via Rapidshare)
#Matanza, Taberneira, traga o gim.
- Escrito pelas 13h14,
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para alguns familiares e chegados..
O que você ganha em se sentir diante
de um inimigo que sofre?
O que você
ganha sonhando com a infelicidade
dele?
Essa mera vontade não terá
nenhum impacto sobre a vida dele,
mesmo que pareça que o desgosto e
a aflição que o atingem sejam uma
resposta ao que você deseja.
-Dalai Lama-
- Escrito pelas 17h09,
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alguns chutes
Como eu sei muito pouco de cinema, e eu não vi quase nada do que ta concorrendo, provavelmente vai dar tudo diferente. Mas, por diversão, estou junto com uns amigos fazendo um bolão do Oscar 2006. Aqui estão meus palpites:
Melhor filme: O Segredo de Brokeback Mountain
Melhor Ator: Heath Ledger- O Segredo de Brokeback Mountain
Melhor Ator Coadjuvante: George Clooney- Syriana
Melhor Atriz: Reese Whiterspoon- Johnny e June
Melhor Atriz Coadjuvante: Rachel Weisz- O jardineiro fiel
Melhor Animação: A Noiva Cadaver
Direção de Arte: Segredos de uma gueixa
Fotografia: O Segredo de Brokeback Mountain
Figurino: A Fantástica Fábrica de chocolates
Direção: Ang Lee- O Segredo de Brokeback Mountain
Roteiro Adaptado: O Jardineiro Fiel
Roteiro Original: Crash - No Limite
Melhor Documentário: Street Fight
Melhor documentário curta-metragem: god sleeps in rwanda
Edição: Munique
Filme estrangeiro: Paradise Now (Palestina)
Maquiagem: Star Wars, Episódio III
Trilha Sonora- O Segredo de Brokeback Mountain
Canção: "in the deep", crash- no limite
Edição de som: king kong
Mixagem de som: King Kong
Efeitos visuais: King Kong
Curta de animação: one man band
Curta-metragem: six shooter
Obs- Pelo menos os premios mais técnicos dá para ter ideia de quem leva: Peter Jackson.
- Escrito pelas 19h17,
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a música é o mal do século.
A história da minha vida musical começou cedo, lá pela 5ª série do primeiro grau, quando eu entrei para a banda marcial do São José. Eu tocava um instrumento de sopro, que tem um timbre grave, que tem um nome complicado: euphonium. Mas, como brasileiro tem essa de dar um jeito em tudo, esse instrumento é conhecido como bombardino. Pois bem, foram alguns anos naquela banda, e muitas histórias legais para contar. No meio desse caminho, meu pai finalmente atendeu minhas súplicas e me comprou um violão. E eu também entrei nas aulas de violão.
Eu vinha tendo progressos incríveis naquele instrumento, e realmente estava tocando bem, quando, numa fatídica terça feira, eu levei um tombo idiota de bicicleta e tive uma fratura exposta dos dois ossos do braço. E, além do tempo que eu fiquei parado, meu braço ficou levemente torto, e ele não faz um movimento normal de rotação, o que complica para tocar. Tudo bem. Eu nunca mais voltei para a aula de violão, mas segui tocando em casa, até os dias de hoje.
Eu nunca tive bons instrumentos. Meu violão é de estudo, e ele tem um defeito na ponte que deixa o som um pouco ruim, e mais complicado de tocar. Eu tive duas guitarras: Uma Tonante Finder e uma Giannini Sonic. Para vocês terem idéia do que são essas guitarras, pensem naquela Brasília bem acabada que você vê na rua. Meu cubo (caixa de som) de guitarra é um JPL, uma marca inferior, e a distorção overdrive embutida nele é semelhante a um zumbido de um enxame de abelhas. Hoje eu tenho um contrabaixo tonante, que também é, digamos assim...horrível.
* * *
Eu nunca tive uma banda. Já fui vocalista de uma banda da cidade chamada Heavengard, mas eu me via mais como um amigo que tava quebrando galho para eles enquanto eles não achavam outro do que um verdadeiro vocalista. Hoje, fui muito bem substituído. Já toquei na equipe de folclore de um encontro do mini t.l.c e já fiz uma liturgia numa missa (com banda, a gente levou até bateria pra igreja), mas esses também não contam.
Talvez por eu nunca ter tido um instrumento (e equipamento) bons, por eu ser um cara naturalmente chato e sem amigos, por falta de afinidades e proximidades em gostos musicais ou pela verdade, a minha total falta de habilidade em qualquer instrumento, o fato é que, eu nunca tive uma banda.
Dia desses, teve uma festa do meu curso. Cerveja free, sabe como é né? Tem que fazer valer. Lá pelas tantas, eu já estava confortably numb de cerveja, quando, o pessoal roqueiro do curso resolveu dar uma canja na festa. Nomes mitológicos do rock na cidade, como o Wanílton da Mistral, o Daniel Jarentchuck (ex-Mistral, ex-Lemmurian), o “Alam Harry Potter-Renato Russo” e o Gordo, o Jéferson Lima, atual vocal da B-Volt. Só tinha gente fera lá.
Ali saiu Smoke On The Water, Paranoid, Born To Be Wild, Roadhouse Blues e outros clássicos, até que, de repente, o baixo para em minhas mãos (eu tava insistindo em tocar, sabe como né? A cerveja). Arriscamos Another Brick In The Wall ptII, uma musica simples. E eu fui tocando, tocando,até que alguém veio e me avisou que o baixo tinha 5 cordas, e eu tocando como se fossem 4. Tudo bem. Mas eu olhava para aquele baixo, e via uns 3 braços, cada um com umas 60 cordas mais ou menos. Ainda saiu Que país é esse e faroeste caboclo, sempre comigo estragando as musicas. Entre cada musica, eu mandava a introdução de Money, para fazer uma moral. Mas, o jogo estava perdido. Passei vergonha na minha primeira oportunidade de mostrar às pessoas que eu poderia fazer rock. Se eu tinha alguma chance de ter uma banda, ali se foi ela.
Aqui declaro a minha aposentadoria musical. Chega.
#The Doors, I Can’t See Your Face In My Mind.
- Escrito pelas 17h07,
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Boytiras, vira-caras e sambabacas.
Cinco noites de cerveja liberada, geladinha, o dia todo, mais a entrada no clube (para quem não é sócio) é uma oferta tentadora, e para quem é chegado numa bebedeira, vale a pena. Mas o problema está na mentalidade uniãovitoriense, sempre ávida por mais status, e eu não sei de onde esse povo tirou que desfilar por ai com uma camiseta de bloco é sinônimo de status. Mas mesmo assim, as pessoas encaram essas blocos como tal.
Esse ano eu não vi se tinha, mas, pelo o que eu já vi em outros carnavais, essa imbecilidade de bloco de carnaval começa na entrada dos blocos no clube. Havia (não sei se tem mais) uma rivalidade idiota entre blocos. Centenas de boyzinhos e vagabas entoando gritos de guerra, muitas vezes ofensivos à outros blocos. Como se carnaval fosse campeonato, ou coisa do tipo. Esse é o primeiro traço do comportamento imbecil dos nossos jovens no carnaval. Mas tem mais.
Na verdade, muito antes do carnaval isso já começa. Meses antes, já tem garotinhas sonhando com seu amado bloco. Dentro dos clubes no carnaval, essas pessoas tratam de criar uma classificação dos presentes. Na verdade, se você não está usando uma camisetinha dessas, você é um idiota, um perdedor. Podem até te chamar de “pelego” por não estar num bloco.
Depois das cinco noites, eles continuam, agora passando o resto do ano contando suas “proezas” de carnaval, contando para quantos deu, quantas comeu, quanto bebeu, quanta merda fez, e ainda se achando os maiorais por estarem no bloco. E vão fazer questão de continuar usando as camisetinhas, nem que seja para caminhar nas pontes. Isso até janeiro do ano que vem, onde começam os preparativos, e o ciclo começa outra vez.
Mas...cinco noites de cerveja liberada...talvez eu devesse ter ido.
aff
# Mayhem, Pure Fucking Armaggedon
- Escrito pelas 01h12,
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Todo carnaval tem seu fim.
Ish. Há tantas coisas para falar sobre o acontecimento do ano no Brasil que acho que vou usar mais de um post para falar tudo. Eu até acho que eu devia estar escrevendo todos os dias, desde cedo, numa espécie de “acompanhamento em tempo real” da minha vida no carnaval. Mas eu ando sem vontade de escrever nada e agora to tentando recuperar essa vontade perdida. A verdade é que eu estou a cada dia chegando a conclusão de que meu blog é uma merda, e de passagem, eu também sou uma merda. E as constantes críticas feitas ou meu blog e minha pessoa tem reforçado ainda mais essas impressões. Até naquelas “brincadeirinhas” que o pessoal faz dá para notar um fundo de verdade, e isso tem incomodado. Ok. Vamos lá.
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Os roqueiros no carnaval são o tema de hoje. O comportamento desse pessoal no carnaval é muito engraçado, e merece minha “homenagem” aqui no blog. Tudo começa muito antes, lá pelos fins de janeiro, quando a globeleza começa a anunciar a proximidade do carnaval. Então, todos os roqueiros xiitas do universo começam a reclamar. É a ignorância aqui, a alienação ali, a globo acolá. Começam todos os rituais satânicos para rogar pragas contra os “playboys do carnaval”. E começam todos os planos roquenrous para o feriadão: acampamentos, festas, rituais satânicos, violões praças e pingas de plástico e outras coisas. Uns dizem até que vão se trancar em casa para não entrar em contato com a “mais pura demonstração da ignorância humana”. Mas não dá outra. Você chega no baile e vê quem ali na frente? Eles. Estão ali, com seu litrão, seu garrafão, suas camisetas de bandas, olhando torto para todo mundo. Mas, que diabos eles estão fazendo lá?
Daí chega alguém como eu. Amigo da maioria desse pessoal, gosto também de rock, e também uso minhas camisetas pretas de bandas. Só que eu entro no clube. E logo, se nem Deus nem o Lemmy do Motorhead são unanimidades, quem acharia que eu ia me salvar deles? Uns falam, outros fazem as “brincadeirinhas”. Mas só pela cara e os olhares da maioria dá pra notar que eles te consideram o traidor do movimento. O Herege. O cara que diz blasfêmias contra o Deus-Metal. Mas eu não nego. To ali sim pelo carnaval. E eles? O que estão fazendo ali? Que coisa idiota essa de você reclamar de uma coisa mais estar ali. Sinto que no fundo, a maioria dos caras (não todos) gostaria de estar lá dentro, gostaria de tomar uma cerveja gelada, e gostariam de arriscar uns passos de axé agarradinhos com uma garota bonita. Mas insistem em falar mal de quem age assim.
Eu não me importo com o que eles acham. O fato de eu ter pulado quatro noites de carnaval não me deixou “menos roqueiro”. Gosto das mesmas coisas que eu gostava antes, e com a mesma intensidade.
Não fiquei na frente de um clube arrumando confusão, bebendo pinga barata, ofendendo garotas (na mentalidade deles ele julgam estar apenas mexendo com elas, e mais: acham que elas vão gostar do que eles falam), nem dando motivos para a policia desconfiar de mim. Depois esse povo vem reclamar que a sociedade os vê com maus olhos. Que imagem eles querem passar?
- Escrito pelas 21h40,
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- Ver os textos que já foram pros arquivos.