Fim de semana marcado pela inauguração do Extreme Bar. Quase que tudo estava perdido. Eu ando quebrado quando o assunto é dinheiro, e os R$7,00 apenas de entrada me tiraram a vontade de prestigiar o evento. Mas, depois de algumas doses, parti para “frentear” o tal do bar. Lá na frente ganhei um ingresso de um amigo, e consegui entrar. Isso já eram quase 2:30h.
As bandas. Áquila, Fhox, Mistral, Gotverlassen, Horda Punk e Contestados. Quando eu cheguei, as Mistral já estava tocando. Fizeram um bom show, mas no Unidos eles estavam melhores. A Gotverlassen tava bem legal. Eu tinha perdido eles no Unidos, agora vi. A Horda Punk tava melhor que no Unidos, e lógico, não faltou as “rodinhas punk”. E a Contestados fizeram uma apresentação bacana também, mas tiveram alguns problemas.
O bar ficou muito legal. Pôsteres (de Jim Morrison à Kurt Cobain, passando por Children Of Bodom e Dimmu Borgir), pinturas na parede (destaque para a capa do The Wall, para o Dimebag Darrel e para o Eddie), mesa de sinuca, palco no fundo, bem ao estilo pub.
Mas o bacana mesmo é que finalmente quem gosta de rock tem um lugar para ir, tanto nos finais de semana, quanto durante a semana. Agora temos o nosso espaço, onde ouvimos musicas que gostamos, encontramos os conhecidos, trocamos idéias, e isso tudo sem precisar ir nas baladinhas da cidade, e nem ficar na frente delas. Outra coisa bacana que o povo que estava lá mostrou (e que já tinha mostrado nos dois Unidos que já teve) é que, ao contrário da imagem que a sociedade tem dos “cabeludos”, os roqueiros são muito mais de paz do que qualquer playboy de balada. Nada de brigas, nem confusão. Agora, ta na hora do pessoal que tanto reclamou que não tinha na cidade lugares como esse começar a freqüentar sempre, e também consumir bastante, porque na sociedade capitalista que nós vivemos não é só de boa vontade que as coisas resisistem. O bar vai estar aberto todos os dias, exceto na segunda-feira. E não é cobrado ingresso sempre; apenas quando tiver bandas. E quem sabe nas próximas festas não role uma consumação?
Foi uma festa muito legal. Parabéns para os donos, que tiveram a iniciativa de abrir um espaço como esse e pela festa bacana de ontem. E o rock saiu do coma.
ao som de Nirvana, Love Buzz.
- Escrito pelas 20h08,
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Não entre em pânico.

Vamos falar hoje sobre o humor inglês, que consegue a façanha de nos fazer rir com inteligência. O livro de hoje é A Vida, o Universo e Tudo Mais, do Douglas Adams. O livro é o terceiro da “trilogia de quatro livros” (os primeiros são O Guia do Mochileiro Das Galáxias, e O Restaurante no Fim do Universo), que contam a história de Arthur Dent, nosso típico inglês, que consegue sair do planeta Terra minutos antes dela ser destruída por alienígenas para ser construída uma via hiperestrelar, e parte com os excêntricos Zaphod Beeblebrox e Ford Prefect nas mais inusitadas aventuras pelo espaço.
A terceira parte da aventura narra como nossos “heróis” (???) tem de salvar o universo dos terríveis robôs do planeta Krikkit, estes que a poucos descobrem não estar sozinhos no universo e por isso resolvem destruir todo o universo.
Douglas Adams usa nessa história absurda e completamente nonsense, os robôs xenófobos para criticar nossa sociedade e suas guerras raciais, ridicularizando a raça humana. O humor corrosivo de Douglas Adams é indispensável para todos aqueles que tem capacidade de debochar de si mesmo. Um livro fantástico. Lógico, quem se interessar em ler, deve começar pelo Guia do Mochileiro das Galáxias, e depois O Restaurante no Fim do Universo. Altamente indicado para fãs de Monty Python.
Ao som de: Pixies, Where Is My Mind?
- Escrito pelas 23h49,
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Idioteque para vocês.

Bom, antigamente existiam duas revistas muito legais, que falavam de cultura pop e musica em geral. Foram elas que me deram vontade de ser jornalista e acabaram com minha vida nisso. O nome delas eram ShowBizz (depois mudou para Bizz) e a [ ] Zero (assim mesmo). Elas sempre falavam de novas bandas que valem a pena, mas como moramos em União da Vitória, não temos acesso a esses discos. E como poucos se interessam por boa musica, as revistas faliram.
Uma das bandas que as revistas falavam muito bem era da Inglaterra (novidade?). Um maluco chamado Tom Yorke e seu Radiohead. Consegui o cd emprestado e fui ver do que se tratava...
Antes mesmo de ouvir, me disseram que tinha críticos que o consideravam o novo Pink Floyd. Balela. Exageraram feio, mas não é por isso que a banda é ruim. Muito pelo contrário.
O disco é todo cheio de experimentalismos. Muita coisa eletrônica mesmo. Mas por incrível que pareça, isso torna o disco bom. Quanto a comparações, poderíamos dizer que eles são o novo Kraftwerk. Aí sim. O Kraftwerk do século XXI.
Dificilmente vocês vão gostar do disco. Muita gente não gosta. Eu adorei. Precisa ter um ouvido preparado, evoluído musicalmente, e sem preconceitos, para gostar do disco. Quem gosta do Kraftwerk vai gostar. O nome é Kid A. E vale muito a pena mesmo.
obs- Esse disco foi gravado no "super-ultra-mega-hiper-fodão" Abbey Road Studios, mesmo lugar onde foi gravado discos de pouca importância, como Abbey Road, Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band e Dark Side Of The Moon. Conhece esses discos? Conhece o estúdio? Não? Então, ou você se mata, ou vai no baile funk do fim de semana, que é mais a tua cara.
obs2- Me deu a impressão que eu já postei esse texto antes. Foda-se.
- Escrito pelas 23h59,
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twin souls?
Vida não se sentia completa, estava insatisfeita da forma como andava, quando percebeu que o que lhe faltava era simples, mas tão complicado ao mesmo tempo. Quando Vida viu Morte pela primeira vez, sentiu algo estranho: certo calafrio inexplicável. A partir desse dia, Vida não existia sem Morte! Vida não via a hora de encontrá-la de novo, de descobrir os segredos de sua cara-metade, porém ela sabia que quando finalmente se conhecessem esse seria o fim.
Vida era linda, tinha a pele bronzeada do sol, olhos azuis, cabelos suavemente encaracolados e um sorriso encantador um pouco sensual, um pouco inocente. Ela podia ter qualquer pessoa pra si, porém já havia decidido. Ela queria Morte, já estava difícil continuar assim. O presente ou o passado já não importavam mais pra Vida, apenas o futuro. Vida passou a imaginar como seria seu encontro com Morte, desenhava sua figura por onde pudesse: uma figura pálida, cabelos longos, escuros e sem vida, os olhos castanhos quase transparentes, e um sorriso um pouco triste um pouco sádico. Mesmo Vida sabendo que a figura de Morte não era tão linda quanto a dela, ela ansiava ardentemente em poder conhecê-la realmente.
O tempo estava passando e Vida começou a perder as esperanças de encontrar com seu amor, seus olhos estavam perdendo o brilho e seu sorriso já estava ficando sem graça. Ela já não saía mais para seus passeios no parque, não comia, bebia ou dormia. Ela foi emagrecendo, ficando pálida, perdeu a vontade total.
Quando Vida finalmente desistiu, já não tendo forças para sua busca sem fim, Morte apareceu, com um sorriso um tanto aberto, como se tivesse tomado as forças de Vida.
A pele de Morte foi tornando-se forte, mas continuava gelada, seus cabelos e olhos tomaram um novo vigor. Foi então que Vida finalmente percebeu que ela nunca poderia ter conhecido Morte, mesmo que uma não vivesse sem a outra, pois na verdade as duas são uma só!
ao som de : Faichecleres, Cê tá metida demais.
- Escrito pelas 23h33,
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Cuidado! O Rock progressivo se aproxima!!!

O rock progressivo.
O mal da música, o câncer do rock. Arrogantes, prepotentes, metidos, sempre em suas "pretensões operísticas", como dizia o Marcelo Nova. Mesmo assim, continua sendo uma das principais vertentes do rock. Falar mal do progressivo é um ato de defesa desses caras quem sabem que nunca vão tocar os instrumentos, nunca vão escrever letras e nunca vão ter idéias como o rock progressivo teve. Não que a simplicidade não seja importante e interessante, mas a importância do progressivo deve ser respeitada.
Depois de seu auge, interrompido pelo movimento punk, o progressivo volta nos anos 80, com novas e criativas bandas, entre ela o Marillion, cujo nome saiu da genial obra de J.R.R. Tolkien, Silmarillion. Ai entra o disco de hoje, Fugazi, de 85. Seguindo as tendências oitentistas reinantes, os teclados de Mark Kelly soam grandiosos, criativos e bem tocados. A técnica de Steve Rothery nas guitarras é impressionante, pois, mesmo em trechos onde a guitarra fica em segundo plano na música, sua performance é espetacular. Mas o que mais impressiona do disco são as letras do Fish, que foi vocalista da banda antes de lançar a carreira solo. A poesia de suas letras, às vezes abstrata, é incrível.
O resto é como um bom disco de rock progressivo. Poucas músicas (7), todas com longa duração (tirando Jigsaw, de 3:18, a menor é Emerald Lies, com 5:08) e mudanças repentinas no andamento da musica. Mas aqui não se encontra virtuosismo exagerado. A técnica da banda soa naturalmente. E eles são bons.
Mas vale alertar, para quem for conhecer esse disco, que muitos podem não gostar do som, justamente pela "tecladeira" intensa. Essa piazadinha que acha que o rock é apenas alguns acordes mal formados com muita sujeira na distorção deve passar longe. É um disco dedicado para quem entende de musica. Se você só escuta o que a Mtv enfia na sua cabeça, pode ignorar esse disco. Moda e bom gosto nunca vão andar de mãos dadas. E fim de papo.
- Escrito pelas 00h09,
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Todo domingo é assim, nada de texto, mas coisas legais que ninguem lê!
Estou em outro computador, e no tinha umas coisas que eu tinha preparado. Mas, eu achei um texto legal aqui, e vou colocar. Hoje não é letra de música, porque ninguém lê as letras que eu coloco. Mas o texto é bacana. É de um escritor inglês muito famoso, mas que a maioria dos brasileiros não conhece, chamado Oscar Wilde, que tem como obra principal o ótimo Retrato de Dorian Gray. Ele foi muito incompreendido no seu tempo, mas hoje recebe os louros que lhe foram negados em vida. Um dia vou visitar o túmulo dele em Paris. Ok. Professor não ganha dinheiro para esses caprichos, mas quero tentar aprender a sonhar. Quem sabe hein? Oscar Wilde está enterrado no cemitério Pérre Lachaise (acho que é isso). O mesmo cemitério abriga outras personalidades, como Allan Kardec, Balzac e Jim Morrison. Mas agora vamos ao texto:
Silentium Amoris
Assim como muitas vezes os Sol brilhando demais expulsa a Lua pálida para a gruta sombria antes mesmo que ele ouça uma balada única do Rouxinol, assim tua beleza torna meus lábios inhábeis e faz desafinar minhas mais doces canções.
E assim como o amanhecer sobre os prados calmos, passará o vento de asas impetuosas que com seu beijo brutal parte o caniço que poderia servir de instrumento para acompanhar o canto, assim minhas paixões violentas em demasia me atormentam, e o excesso de amor emudece o meu amor.
Mas certamente meus olhos te mostrarão a razão do meu silêncio e por está desafinado o meu alaúde, antes mesmo que nossa separação se tornasse fatal e nos fizesse partir – Tu em busca de lábios onde vibram uma melodia mais doce, e eu para evocar a lembrança estéril dos beijos que não foram dados, das canções que não foram cantadas. (Oscar Wilde)
ao som de: Blind Guardian, Imaginations From The Other Side.
- Escrito pelas 14h55,
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Dois livros nesta semana, que tratam de uma personalidade de extrema importância para a cultura paranaense, brasileira e mundial. Mas como brasileiro é um povo que se importa com cultura, ninguém sabe do quem se trata. O máximo que a maioria das pessoas podem ter de conhecimento sobre ele, é que seu nome batiza um espaço para shows na capital paranaense. Mas Paulo Leminski é muito mais do que isso. Ele é o principal nome da literatura paranaense, ou sul-brasileira, e um dos principais nomes das últimas décadas do século XX na lieteratura brasileira. Poeta concreto, intelectual, gênio autodidata, boêmio, "besta dos pinheirais", "bandido" e cachorrolouco (junto mesmo, assim ele se denominava). Dominava mais de seis idiomas, incluindo latim, grego antigo e japonês, contribuindo assim com diversas traduções para o portugûes. Deixou boas contribuições para a música, em trabalhos com o Blindagem, Caetano Veloso, Jorge Mautner e Moraes Moreira, apenas para citar alguns. Elaborou sua obra prima, "Catatau", livro que poucos entendem, e os que conseguem acham genial. Teve uma história dificil, mas que ao mesmo tempo deixa sua vida ainda mais poética. É sobre isso que se trata o livro Paulo Leminski, o bandido que sabia latim, de Toninho Vaz. O autor, amigo de Leminski, fez uma brilhante narrativa sobre a vida do poeta. Fotos, apêndices, e mais textos, sendo estes depoimentos de amigos do Leminski, deixam a obra ainda mais rica em detalhes. Uma ótima maneira de conhecer mais sobre o poeta, e conhecer as circunstâncias que a vida colocou em seu caminho para inspirar a sua obra.
Depois, li, em apenas algumas horas, o livro Paulo Leminski, Seleções, de Fernando Goés, eum outro autor que peço o perdão de vocês por ter esquecido o nome. O livro é uma espécie de coletânea de poesias de Leminski retirados de alguns livros dele, como Distraidos Venceremos, e La Vie En Close. Ótimo livro.
Agora, quando vocês forem à um show da moda (o último foi da Avril Lavigne), ou um showzão (Pearl Jam em dezembro, e outras grande bandas que passaram por lá, como AC/DC, Iron Maiden, Pixies e o Paul Mcartney) e chegarem na Pedreira Paulo Leminski, lembrem do blog, e aproveitem a estada em curitiba para visitar uma livraria. Ou um sebo. Pois é claro, que com excessão da biblioteca da faculdade, você não vai encontrar tais livros.
Aqui jaz um grande poeta.
Que nada deixou escrito.
Esse silêncio acredito.
são suas obras completas.
(Paulo Leminski)
ao som de: Deep Purple, Highway Star.
obs- A imagem que eu postei é a mesma da capa do livro. Notem que até aparece abaixo, o que seria o começo do título. Mas a rpeguiça falou mais alto, e eu não procurei uma imagem da capa inteira. Fica essa mesma.
- Escrito pelas 01h00,
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2º Unidos Pelo Rock
Segunda edição da festa aqui de União que abre espaço para as bandas, e que ajuda a reunir a galera que gosta de som pesado. Depois de um bom tempo surgindo imprevistos, sai o fetival, no ginásio Lauro Mueller. Serei prático para falar aqui das bandas:
Gottverlassen- Não vi. Não queria muito ver, mas tinha curiosidade de conhecer. Banda do amigo Guilherme.
Contestados-A maioria dos presentes era metaleiro. Então, talvez o povo não tenha gostado. Era a banda que eu mais queria ver. Rock'n Roll mesmo. Como cheguei atrasado, perdi o show inteiro. Apenas quando cheguei no ginásio, que peguei Black Night, do Deep Purple. Fiquei puto por ter perdido esse. Tinha tudo para ser o show da noite, segundo o que me disseram.
Horda Punk- Meu gosto pelo Punk Rock limita-se aos Ramones, Clash, Sex Pistols, Stooges, Buzzcocks e Dead Kennedys. Teve só Anarchy In U.K., do Sex Pistols. Não gostei do show dos caras. Não faltou o clichê básico de banda punk: " Morte aos porcos capitalistas!", " Abaixo o Sistema!", e coisas do gênero. Outra coisa que teve que eu acho coisa de retardado é a tal da roda punk. Coisa de idiota.
Mistral- Show da noite. Os caras apavoram. Para quem começa um show com Metrópolis e Strange Deja-Vu, e toca mais umas três do Dream Theater, ja é de se esperar. Teve Righ Now, do Van Halen; Rebirth do Angra; Inside, do projeto Avantasia; Perfect Strangers, do Deep Purple, musicas própias, e até Mr. Crowley, do Ozzy. Eles estão em uma qualidade técnica superior a qualquer banda da cidade. Foi muito bom mesmo.
Holocaust Winds- Piada. Piada é bom para se contar, mas não para se tornar. Só dei risada. Black Metal é engraçado. Eu não entendo mesmo. Eles são contra a Igreja Católica, sim sim. Cultuam o Diabo, sim sim. Mas, eles já começa cultuando uma criação da própia Igreja. E também. Se eles são contra a igreja, como que eles colocam uma cruz invertida no palco? Se é uma cruz invertida, é sinal de negação à cruz. Se eles negam a cruz, eles estão aceitando a existência ideológica que este simbolo representa. Trocando em miudos, eles se contradizem. E eles sem pintam! Tirando o Kiss, o Alice Cooper e os Misfits, ninguem poderia ter mais esse direito. É ridiculo. Uma guitarra que poderia ser fácilmente substituida por uma moto-serra, e um baixo ruim. O legal deles é a bateria. O cara é muito bom mesmo. Ave Satan! Como eles disseram.
Heavengard. Eu ja participei dessa banda. Como eu falei isso por ai nos ultimos tempos. Tava até me sentido o Paul Dianno. Eles são muito bons. Ao longo do tempo, eles vem aumentando as habilidades em seus intrumentos, somados ao ótimo baterista que eles tem. Gostaria muito de ver. Eu até ia subir cantar com eles The Evil That Men Do. Mas não teve show. A policia mandou parar tudo. Não sei se era pelo berreiro do Black Metal, ou pelo horário. Pena, pena mesmo. O show prolongado da Mistral atrapalhou também. Todas as bandas tinham uma hora; eles tocaram 1h 45 mins. Pena mesmo. Fica para a próxima.
O evento fica com nota 9. Por esse problema com a última banda, perde a nota máxima. Mais uma vez, os rockeiros mostraram que podem se unir e fazer eventos legais, onde não acontecem brigas, vandalismos, nem bebedeiras (ok, isso tinha, começando por mim) ou drogas (o que não tinha mesmo). Agora, com o novo bar que vai abrir, vamos ter um lugar para ir sempre, e também uma nova alternativa para quem não atura mais ir nas baladinhas da cidade. Dia 29 inaugura o Extreme Bar. Vai ser embaixo da piscina do Concórdia. Fui ver lá quarta feira e achei muito legal. Tem pinturas legais nas paredes (incluido até um Eddie). Um palco no fundo, um espaço grande,e parece que vai ter uma mesinha de sinuca. Bem Pub mesmo. Isso vai ser muito bom. A inauguração terá seis bandas: Aquila (Curitiba), Mistral, Horda Punk, Gottverlassen, Fhox e Contestados. Espero que todos que aqui entram possam estar lá, ou em outro dia. Pois, como diz o flyer do bar, O Rock saiu do coma.
- Escrito pelas 23h19,
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Mais uma tradução?
Sim. Hoje não vou escrever. E vou colocar uma música aqui que eu gosto muito, e que eu mesmo traduzi. Ela é do Fish, ex-vocalista do Marillion, e eu já postei ela uma vez, mas em inglês. Agora aqui esta a tradução, que talvez não esteja tão boa, mas foi feita por mim. Isso pode tirar um pouco do relaxo por não escrever nada. Ela se chama Say It With Flowers:
Diga com flores.
Nos poderiamos conversar por horas sobre nada
E evitar falar sobre qualquer coisa que possa nos causar problemas
Que não poderiamos ignorar e precisariamos falar sobre eles
Que precisariamos falar sobre eles para classificar as coisas
E continuar conversando, continuar conversando
Então estamos conversando, e isso é alguma coisa, e tudo vai ficar bem
Estou realmente feliz que estejamos conversando...
É certo que isso nos levara a algum lugar, melhor assim...
entao estamos resolvidos tanto quanto estamos conversando...
Eu tenho segredos, e você sabe quais são,
Você tem segredos que eu gostaria de saber,
Mas para você saber o que eu quero saber sobre você,
temos que conversar. Vamos ser honestos, não podemos ignorar isso,
continuemos a conversar
Quando olho em seus olhos, eu não sei o que dizer a você
Quando estou cara a cara com você, eu não sei o que dizer a você
Eles dizem "diga com flores", então eu direi com flores
Mandarei rosas vermelhas, e tudo ficara bem
Nós conversamos por horas, e conseguimos algo?
Podemos dizer que acabamos? Podemos dizer que isso é tudo?
Vamos dormir, estou cansado, para ser honesto
Vamos conversar pela manhã, vamos conversar sobre isso amanhã
Para ser honesto, estou cansado
estou cansado...
- Escrito pelas 00h03,
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Como nossos pais?
Os vestibulares estão chegando. E dói.
Dói porque eu queria muito fazer. A UFPR já encerrou suas inscrições, pelo que me disseram; A UEPG está com as inscrições abertas, mas não vou fazer. Agora me sobra só ficar me lamentando. Se antes foi por um ano (no caso este), agora vai ser para sempre. Pois esta seria minha última oportunidade de tentar.
Todo mundo pergunta: "Zé, porque você não tenta". Eu enrolo, desconverso, e acabo nunca por dizer meus motivos. São muitos, mas tem um que eu acho principal. Vou escrever sobre ele, e vai dar um texto enorme.
Sou um cara acima de tudo inseguro. Tenho medo de fazer coisas das quais eu não tenho idéia do resultado, por isso que muitas coisas que eu deveria fazer eu não fiz. E essa insegurança poderia ser muito bem acalmada com apoio; não apoio dos amigos, pois estes eu tenho. Eu falo do apoio de outros amigos. Aqueles que deveriam ser meus melhores amigos, mas não o são. Sim. Falo dos meus Pais.
Eles não me apóiam. Não torcem por mim. Mas gostam de me julgar e criticar. Eles não tem confiança alguma em mim. Não desejam um bom futuro para mim. Seria tão fácil eu tentar de novo, era só estudar? Porque não fiz isso? Porque meus pais não me apoiaram. Tudo que eu queria era que eles chegassem e me falassem coisas do tipo: " Filho, estude mais, se esforce que você consegue!", ou " vamos lá, tenta de novo, não faz mal se você não conseguir" ou ainda "se não der, você tenta de novo ano que vem, com mais empenho!".
E porque eles não fazem isso? Porque eles não acreditam em mim. Porque desde criança eles sempre se esforçaram para tirar de mim e dos meus irmãos a vontade de sonhar. A gente nunca pode sonhar com as coisas como pessoas normais sonham; para nós sempre foi mais difícil, ou melhor, impossível.
Meus pais acham que o que eu quero é morar fora. Claro que não. Eu sou muito apegado a eles, mesmo com a falta de amor que eles me deram. Mas eles pensam que o que eu quero é ir para fora, só porque meus amigos e amigas foram, a Laís foi. Eles acham que eu quero ir para Curitiba porque acho que lá vou poder ir em todos os shows, teatros e cinemas, comprar livros e Cd’s o tempo todo. Claro que é um pouco disso. Amo aquela cidade, odeio União da Vitória. Ainda que eu mostrei o Caderno G, de cultura da Gazeta, da semana passada, que mostrava que era possível ter cultura pagando pouco. Mas, como eu já tinha escrito, o que eles querem é roubar os meus sonhos. Sonhar é bom porque pelo menos é de graça? Aqui em casa não.
Quantos de vocês que entram aqui são pais? Poucos, quase nenhum. Mas, vamos entrar um pouco no universo destes casais que já procriaram e agora estão sustentando seus filhotes. Qual é o pai, ou a mãe, que não sonha com o futuro dos filhos? Qual seria a alegria de um pai vendo que o filho quer ser alguém na vida e faria de tudo para ser?
Tenho 18 anos, agora respondo pelos meus atos. Mas ainda estou na casa deles e eles que me sustentam. O que a maioria dos jovens desta faixa etária querem dos pais? Tirar a carteira de motorista, pegar o carro, entrar num bloco de carnaval, pagar R$ 300,00 num par de tênis, e outras futilidades. O que eu peço para meu pai? Estudar, tentar mais vestibulares, fazer um curso de inglês, ou seja, quero fazer coisas que me ajudem a ter um futuro melhor. Mas, o ambiente que meu pai foi criado, com falta de informação, um pouco de ignorância e quem sabe até um pouco de avareza, isso são coisas que não servem.
Tem gente que diz que eu tenho grana pela quantidade de cds originais que eu tenho, meus livros, etc etc e tal. Mas nunca pedi dinheiro para o pai, porque ele acharia coisas inúteis e não daria. Como fiz? Chegava em casa, falava para o pai que precisava de dinheiro para sair, ir numa dessas baladas, comprar ingressos, bebidas dentro e tal. Ai ele me dava o dinheiro. Pegava um pouco para contribuir nas bebidas coletivas, e guardava o resto. No fim do mês tinha um cd, ou livro, uma revista, ou qualquer outra coisa.
É esse meu universo. Se eu sou um médico, um jornalista, ou um peão de firma, ou um gari, tanto faz. Eles não estão nem ai. Se eu tivesse passado na segunda fase da UFPR ano passado, nessas horas eu já estaria aqui em União, pois, eles não deixariam eu ficar lá. Sei que falta dinheiro aqui em casa, Temos doentes na família, remédios caros e os problemas nos escritório do pai. Tudo bem, depois do fim do escritório, vi que seria difícil mesmo. Mas acho que um pai e uma mãe não medem esforços para ajudar um filho. Que deixassem ele pelos menos "tentar", pois era tudo isso que eu queria, uma segunda chance. Não é o único motivo, como eu disse no começo; tem vários, mas é o que mais me incomoda.
Humberto Gessinger tenta me conformar: Nós somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter. Mas depois, Bruce Dickinson piora as coisas dizendo: Tenho asas, mas não posso voar.
Ao som de: Dream Theater, Solitary Shell.
Obs- Eu ia falar do Unidos. Fica para a próxima.
- Escrito pelas 13h26,
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O G3 do Brasil.

Momento flog aqui. Apresento o G3 Brasileiro, José Gilmour, um cara que não sei bem o nome, acho que é Edgar Scandurra, e o Piga Malmsteen. Yeah!
ao som de: Los Hermanos, Casa Pré-fabricada.
obs- Olha a cara de Bêbado do Infeliz.
obs2- Quem não acreditou na minha história, tá aqui a prova.
- Escrito pelas 00h37,
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Um dia de sorte, na vida de um azarado.
Uma quarta-feira.
O dia começou depressivo, como todos. Como era feriado, fui beber com amigos, lá pelas três da tarde. Voltei pra casa, jantei, e sai de novo. Compramos vinho, e pinga, e fomos ao Concórdia, onde tinha show do Ira. Achei o ingresso caro, e como sócio do clube, sentia-me no direito de pagar menos. Mas tudo bem. Ficamos bebendo lá na frente.
Algum tempo depois, passa o Fabio Nogara por nós, e me convida pra ir ver como que tava ficando o Extreme Bar, que funcionará em baixo da piscina do Concórdia. Vai ser um Bar Rock, temático, que por sinal ta ficando muito bom. E ali, notei que seria fácil tentar entrar no show de graça. Tentamos pela porta do terraço, mas o segurança não deixou. Tentamos pelo bar (não o bar-rock, o bar do clube grande mesmo) e também não deixaram. Ok.
O Show: Eu apenas "ouvi" o show. Ficamos na janela, pelo lado de fora. Dava para ver o Scandurra, e um pouco do Nasi. Sinceramente, não gosto do acústico deles, então seria muito melhor se fosse um show elétrico, mas... com a exceção da música que eles cantam com a Pitty, foi um bom show. Achei legal que eles tocaram Bebendo Vinho, do Wander Wildner. Núcleo Base e Envelheço na Cidade foram ótimas também. Não teve Pobre Paulista, mas eles não tocam essa há tempos.
Ok. Ficamos felizes, por ter assistido o show, mesmo que com gente na nossa frente atrapalhando. Deu pra ver legal. E eu tava satisfeito. Eis que entra a parte legal da história.
Eis que sai pela porta o Tchuntcho (organizador) com umas dez pessoas, e dá ordens para o segurança não deixar mais ninguém sair. Notei o que ia rolar, e falei para meu amigo e eu nos infiltrar no meio daquele povo. Yeah! Rolou um camarim sim. Tiramos fotos com o Nasi e o Scandurra, peguei autógrafos, peguei bebidas que tinham lá para eles (Smirnoff, e vinho dos bons), peguei até coxinha que tinha lá pra eles. Conversei mais com o Scandurra, que tava bem chapadão, mas não consegui palheta. Depois, trocamos idéia com um dos músicos de apoio, que por sinal, era muito gente boa.
As fotos, não sairam no site. Foda né! Fiquei de cara, mas não tira a graça do dia, e foi muito engraçado,não consegui palheta do Scandurra, e olha que eu pedi muitas vezes. Para fechar a façanha, eu e meu amigo, o Piga, conseguimos entrar no clube, demos uma volta olímpica do salão e saímos pela porta da frente. Ok!. Foi bem engraçado mesmo. E a moral da história? Enquanto um monte de gente pagou R$ 20,00 para ver o show, a gente fez tudo isso de GRAÇA!
Ao som de: Legião Urbana, Daniel na Cova dos Leões.
- Escrito pelas 00h17,
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Caik é Zé, bêbados, na linha da estrada de ferro!
Caik: Nossa! Essa escada não acaba nunca!
Zé: O pior é esse corrimão baixinho!
Considerações sobre o blog. O Felipe tá trabalhando em um Design novo pra ele, por isso não tenho postado muita coisa.
Mensagem para meu amigo Thiago: Sim. Leio os comentários, claro né! Alías, se tiver msn me adiciona aí! Isso vale para todos os fãs do blog.
- Escrito pelas 02h15,
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o Grande Irmão está te observando!

Um clássico da literatura mundial. 1984, junto com A Revolução dos Bichos, mostraram que George Orwell é uma fábrica de clássicos. É um livro histórico, um livro apavorante, que te deixa com medo.
Existem duas maneiras de você ler esse livro. Uma já não é mais possivel. Conversando com gente mais velha, percebi que quem lia esse livro indentificava como um controle totalitário do Estado. Atualmente, quem lê se indentifica com o chamado "quarto poder", ou seja, a mídia.
O livro dá medo. No minimo causa uma sensação estranha. Faz a gente pensar se não é isso que acontece com a gente nos dias de hoje. A história é de uma sociedade futuristica imaginada por Orwell, nas quais havia o controle absoluto sobre população, inclusive de seu pensamento. Contra tudo isso, o personagem Winston Smith, que tenta se rebelar contra o "Grande Irmão".
Aliás, isso é uma coisa no minimo curiosa. Fala-se muito no livro do "Grande Irmão", ou seja, o "Big Brother". E no livro, as pessoas são vigiadas por tvs que funcionam como câmeras, observando todos a todo momento. Será que isso não inspirou o programa? É uma heresia pensar nisso, pois o livro esta muito acima disso. E a Endemol, marca que detem os direitos do programa televisivo, ja afirmou que não houve nada com o livro. Mas que parece, parece sim.
Mas voltando ao livro. O livro faz a gente pensar, no caso de quem lê ele hoje em dia, em como que a mídia pode controlar o povo. Como pode haver manipulação nas noticias, mentiras, falsidades. Em como se pode obter facilmente uma opinião pública favoravel. Como enganar o povo com guerras ficticias. Sem falar nas citações do Orwell, sendo que algumas eu gostaria de transcrever aqui:
Quem controla o passado, controla o futuro. Quem controla o presente controla o passado.
Quer um retrato do futuro? Imagine uma bota, esmagando um rosto humano...
Toda forma de sociedade hierárquica é baseada na pobreza e na ignorância do povo.
Chocante hein?
Esse livro, além de ser um bela ficção, tem ótimas inspirações filosoficas de Orwell.
É uma leitura indispensável para qualquer pessoa que diz gostar de literatura. A importância desta obra é enorme. E a influência em nossos espiritos também. Ajuda você a ver as coisas um pouco diferente.
Este livro está disponível na Casa da Cultura em Porto União. Basta levar documentos, uma foto e comprovante de residência, e fazer uma ficha lá.
ao som de: Mutantes, Não vá se perder por ai.
obs- Desculpem pelo texto ruim. Tive uma recaida hoje no meu emocional, e to meio tristão aqui. E ainda por cima perdi a chave de casa. Foda mesmo.
- Escrito pelas 01h59,
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In Memorian.
Ter estudado 11 anos no Colégio São José proporcionou a mim uma ótima educação. Mas, alguns profissionais de lá não faziam justiça à fama de qualidade de ensino oferecida pelo colégio. Não é o caso do cara que vou falar aqui. Tive aula com muitos professores ao longo desses anos, e ele foi o melhor que eu tive. Ozires Neves.
Muitos não gostavam de seu estilo de dar aula. Enérgico e autoritário, não dava folga alguma para bagunça ou conversa. Reclamava dos bonés (coberturas) e do modo que o pessoal sentava nas carteiras. Seu estilo veio do Exército, onde muitos anos serviu, sendo que atualmente ele era oficial da reserva.
Mas foi um professor brilhante. Sua disciplina: Geografia. Mas ele falava em suas aulas de Biologia, Astronomia, Química, Física, História, em fim, todas as matérias, com a maior ciência do mundo. Ao contrário de professores que tenho na faculdade, que falam bobagens, ele sabia muito bem do que falava. Tanto que hoje ainda lembro muito bem da matéria dele, e vou levar para o resto da vida tudo que aprendi com ele.
Um cara que podia estar em casa, aproveitando a aposentadoria, mas não, muito pelo contrário. Todas as manhãs, estava ele no São José, dando suas aulas. Porque ele amava o que fazia. Coisa que eu, que estou numa faculdade de licenciatura, não sei se vou conseguir fazer. Um profissional excelente, que ensinou tão bem, que eu gabaritei Geografia em todos os vestibulares que prestei.
Nunca vou esquecer das babadas que ele dava no pessoal, das quais fui eu vitima muitas vezes. Ele até quis chamar a policia no colégio para me prender. Mas vou lembrar com carinho.
Um homem, que segundo eu, passava dos 60 anos, e tinha mais saúde que eu, com 18, mais todos os alunos juntos. Corria todas as manhãs, tinha uma boa forma, não tinha cara de quem bebia ou fumava. Isso deixa a gente até mais inconformado com sua partida. Não sei a causa bem ao certo. Meningite, parece.
Encontrei ele algumas semanas atrás na Fafi. Ele estava fazendo Mestrado em Geografia. Tivemos uma conversa rápida, mas deu para hoje perceber, que foi minha chance de me despedir. Amanhã vou dar o tchau final, mas já não vou conversar com ele.
Minha longa história no São José, de 11 anos, me dá saudades todo dia. Amigos, histórias, o uniforme, a hora cívica, as suspensões, e os professores. E o Ozires era o que eu gostava mais. Espero poder ser, em história, o ótimo professor que ele foi para todos nós, que estudamos no São José. Tenho um ótimo exemplo.
"Não há fatos, apenas interpretações".
Ao som de: Rush, Peaceable Kingdom.
- Escrito pelas 00h11,
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Como se compra uma opinião publica.
O pior dos burros é aquele que não quer entender. E eu continuo tentando fazer esse povo entender. Mas parece que nunca dá resultados. É totalmente frustrante. Quando eu tento falar da influência da mídia, e da globo, todo mundo me diz que isso é papo de louco, mania de perseguição ou teoria da conspiração.E eu continuo tentando mesmo assim. Mas, eu agora ando concordando com o Raúl. Eu queria ser um burro também, pois assim eu sofreria bem menos. Como seria bom se eu me contentasse com um carro, uma balada, um futebol e uma novela. A vida seria mais fácil.
A minha última "mania de conspiração" surgiu há alguma horas, conversando com meus amigos, na matação do Leonel. Pensem bem. O que tá em debate no Brasil é a questão do desarmamento. Todo mundo sabe que a globo apoia o sim (ou você não notou os "artistas"?). Agora, notem a nova novela, que começou hoje. Ela se chama "bang bang". Com certeza vai rolar muitos tiroteios, mortes, violência, e talvez uma cereja nesse bolo, representada por mulheres bonitas com partes de seus corpos a mostra (isso compra opiniões). Agora me digam, vendo a novela, o cidadão idiota vai votar no quê?
"Devemos livrar-nos do mal gosto de querermos estar de acordo com muitos."
Ao som de: Jethro Tull, Locomotive Breath.
- Escrito pelas 00h08,
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Estou aqui me preparando para um semana que será totalmente claustrofóbica. Por isso, nada de texto por hoje. Mas vai valer a pena, pois aqui estou eu apresentando uma linda poesia em forma de musica. E o nome da musica então. Ela é de autoria do Zé Geraldo, um grande poeta do Brasil, que pouco conhecido é. Aqui vai ela:
Zé e José.
Zé e José eram amigos de fé e sentimentos
Se ajudavam nos momentos difíceis, sorriam juntos na felicidade
Os pés no chão, o tempo a favor
Namoro com as moças bonitas, noites e luas no interior
Ser feliz incomoda aos que são amargos
Alguns pais carrancudos lhes chamavam vagabundos
"Sejam como nós" diziam eles
Pela primeira vez Zé e José se embriagaram
Não entenderam a culpa agora instalada nos seus corações
Aprisionados foram aos compromissos apenas os domingos
programados para serem livres
Livres pra pensarem na segunda feira quando estariam
atrás dos balcões
Cabeças treinadas pra competir, sementes de toda ambição
José, José progrediu calculista e frio sorriso plástico
Freqüentava a câmara e o senado, enganava o povo, não tinha amigos
Fez um pacto com o diabo e se perdeu na escuridão
E o Zé ? Zé não se deu bem no comércio
Se apaixonou por uma viola que ganhou de um "véio" bêbado
Que lhe contou uma história sobre a cor dos sete mares
E de tesouros escondidos no peito do próprio homem
Lhe disse também:
- Cante ao mundo o que vier do fundo do seu coração
E a luz se fez
Zé cantou a história das estradas
Reencontrou o sentimento perdido
Emocionou multidões, aplaudiu, foi aplaudido
Zé nunca mais sentiu culpa em ser vagabundo
Voltou a ser feliz
"NÃO EXISTE O BEM NEM O MAU, O QUE EXISTE É O PODER"
Ao som de: Nirvana, I Hate Myself And Want To Die
- Escrito pelas 21h25,
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The Big Brother Is Watching You!
Agora pouco quem assistiu tv pode ter uma bela prova de que o povinho brasileiro é manipulado, e até faz questão de que seja assim.
O assunto em questão é o referendo no qual o povo vai votar sobre o desarmamento. Então, como nas eleições, existe um programa de nove minutos, onde os dois lados tem direito de expor seus argumentos sobre ser contra ou a favor ao tal desarmamento.
Primeiro, o Não. Uma mulher, que em nada aparenta ser uma modelo, afinal, ela é até meio gordinha apresenta o programa. Lá, ela fala sobre porque devemos votar não, e uns professores, da PUC-SP e da UFF falam sobre porque devemos votar no não. O programa mostra ainda universitários, que são uma parcela da população mais esclarecida, discutindo o tema, e também apoiando o não. Naão vou nem precisar dizer que este foi o programa que teve menor duração.
Agora, o Sim. A globo apoia o sim. Então, em vez de argumentos inteligentes, estatísticas, pessoas que entendem do assunto, o que aparece? Primeiro Angélica e Maitê Proença. Duas mulheres que são consideradas simbolos de beleza( ok, a Maitê era há 4 decadas atras). Depois delas um batalhão de "artistas de novela", a macacada do Olodum, Felipe Dilon, mais artistas globais, (infelizmente) o Pato Fu, os canastrões do Skank, e por ai vai.
Em que será que o povo vai votar? ISSO é o Brasil.
"Aquilo que é feito por amor, faz-se sempre para além do bem e do mal."
Ao som de: Steve Ray Vaughan, Voodoo Child ( Jimi Hendrix)
- Escrito pelas 13h52,
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- Ver os textos que já foram pros arquivos.