Caindo na real
Quem acompanha o blog desde o início, ou pelo menos há algum tempo atrás, percebeu que este que vos escreve tem um grande trauma na vida, que foi o de por pouco não passar em jornalismo na UFPR. Depois, começei a criar desculpas que justificassem essa minha falha. Nervosismo antes da prova, por eu ter perdido o comprovante de inscrição, cotas para negros, falta de dinheiro para tentar em outros lugares, em fim, desculpas que no fundo eu sabia que não justificavam, mas estavam me confortando, e de certa maneira iludindo-me novamente. Eu andava nos ultimos tempos pensando em tentar novos vestibulares.
As pessoas pessoas a minha volta me apoiavam. Sempre falavam que eu ia conseguir. Mas sera que elas pensavam isso mesmo, eu estavam me poupando da terrivel verdade?
Hoje, em mais uma das frequentes brigas entre eu e meu irmão, ele fez pouco caso da falculdade que eu faço, História na FAFI. Então, eu disse algo do tipo: "Faz de conta que eu to fazendo História porque quero". E meu irmão, ao ouvir isso, me deu a resposta que eu precisava ouvir. E já sabia dela, mas ela estava guardada tão fundo no coração que eu fingia que ela não existia. Todas as pessoas a minha volta, gostariam de ter me dito isso, posso apostar, pois é a pura verdade. A resposta do meu irmão foi:
"Você não passou fora porque não tem capacidade!!!"
Chega de procurar desculpas, de me iludir, pensando que eu conseguiria. Meu irmão, hoje me deu uma bela lição para minha vida. Sou um inútil, incapaz, e todos os outros adjetivos negativos que eu possa colocar aqui para o Gordo dizer depois que o texto tá Pink Side.
E fim de papo.
Ao som de Radiohad, Kid A
- Escrito pelas 23h56,
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Existem dias que são importantes na vida de um homem, como o nascimento, o casamento, nascimento dos filhos, campeonato do time do coração, etc e tal. Hoje é um dia desses para mim. É o dia do meu alistamento no exército. Para comemorar esse grande feito, vou colocar uma passagem muito legal de um livro do grande físico Albert Einstein, chamado Como Vejo O Mundo:
"...A pior das instituições gregárias chama-se exército. Odeio-o. Considero digno de desprezo um homem que sente prazer em desfilar em parada ao som de uma marcha militar. Um homem assim não merece um cérebro humano, já que uma simples medula espinhal lhe é suficiente. Deveríamos fazer desaparecer o mais rapidamente possível este cancro da civilização. Odeio violentamente o heroísmo obrigatório, a violência gratuita e o nacionalismo débil. A guerra é a coisa mais desprezível que existe. Preferia deixar-me assassinar a participar nessa ignomínia."
Deus abençoe meu joelho operado, meu braço quebrado, meu parafusos de platina, e meu atestado médico.
- Escrito pelas 23h42,
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Caralho!
To muito cansado! Cheguei de Curitiba agora pouco, e vou descansar. Do jeito que eu estou não vou poder falar do show dignamente. Fica para outra hora. Para compensar, vou colocar uma letra de musica presenta na minha mais nova aquisição: Sunsets Of Empire, do Fish. A musica tem uma bela letra, e representa umas coisas para mim. Ela chama-se Say It With Flowers:
Dick/Wilson/Bowness]
We could talk for hours and we do about nothing,
And avoid talking about anything that could cause us problems,
that we couldn't ignore, and have to talk about, to sort something out.
We got to keep talking, Keep talking.
So we're talking, and that's something.
I'm really happy that we're talking,
It's sure to get us somewhere, make it better,
And then we're sorted just as long as we keep talking
Everything's gonna be alright.
I got secrets then you know that.
You've got secrets I want to know about.
But if you want to know what I know
That you know then, we got to start talking.
Let's be honest. We can't ignore it. Keep talking.
When I look into your eyes I don't know what to say to you,
When I'm standing face to face, I don't know what to say to you,
They said say it with flowers so I said it with flowers.
I sent you short red roses, short red roses.
Everything's gonna be alright.
We've been talking for hours, so have we got somewhere?
Can we say it's all worked out, it's all ok?
Let's go to bed, I'm tired, to be honest.
I just want to go to sleep, I'm tired.
Let's talk about it in the morning, let's talk about it in the morning.
To be honest, I'm tired.
I'm tired.
- Escrito pelas 00h45,
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Amigos...
Acabei de acordar. Ontem, eu vi nada mais nada menos que a melhor banda nacional da atualidade.
Los Hermanos no Guaírão!
Domingo vou falar do show.
Foi lindo!
- Escrito pelas 10h01,
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Pastor Zé e a Igreja Invisível
Não estava sendo um bom dia. Cheguei em casa, e não sabia o que fazer. Sabia que tinha um show tributo ao Raul Seixas, mas não ia, porque não queria gastar dinheiro.
Resolvi passear. Mas, sabiamente (ou não) resolvi levar alguns caraminguás para mim, no caso de eu resolver comprar o tal do ingresso. Mas estava decidido a não ir quando encontrei Douglas Woitexen(vulgo Peka) e sua namorada. Eles estavam indo na Top comprar ingresso. Fui junto, e acabei saindo de lá com um ingresso na mão. Ma como a lei de Murphy me persegue, algumas quadras da minha casa, toca o celular, e minha irmã me oferece dois ingressos de graça.
Então, cheguei ao cine Ópera com três ingressos. Encontrei um casal feliz, acabei vendendo os ingressos para eles. Assim, com a conciência tranquila, entrei para ver o show.
O Show.
Depois de quase uma hora de atraso, o show começa. Não daria para mim comentar sobre o set list, pois a obra do Raul é perfeita. Sobraram clássicos. Outra coisa legal, era a diversidade de "tribos" presente no evento. Roqueiros, metaleiros, casais felizes de namorados, famílias felizes, crianças, pelegos, playboys, eu, e outros. Todos em harmonia, apreciando o show.
A banda era muito boa. Baixista, baterista, e principalmente o guitarrista, tocavam muito. Os teclados deixaram a desejar, pois estava com problemas, e desligava toda hora. O Ezequiel, como todos devem saber, canta com a voz identica à do maluco beleza. E houve horas que parecia que o própio Raul baixou por ai. O Ezequiel (bem bêbado) esqueçia as letras e se atrapalhava no palco, assim como Raul fazia.
Um momento muito legal do show, foi quando ele chamou o tecladista Iraí para tocar. Para quem não conhece ele, é aquele cego que tocava no San Remo. Ele subiu, e começou a tocar. E como tocou. Quando ele começou a cantar, não contive uma risada. Ele tocou Como Vovó Ja Dizia ("quem não tem colírio, usa óculos escuros). Depois ainda tocou junto com a banda "Rock Das Aranhas", mas foi prejudicado pelos problemas com o teclado.
Depois de uma bela apresentação. Eles terminaram o show com "Eu nasci a dez mil anos atrás" e "Ouro de tolo". Todos puderam voltar para casa, felizes e sorridentes. Não é todo domingo que "nós" (parcela da população que odeia o Suku's) tem uma opção de lazer como esse.
Ainda bem que de vez em quando União da Vitória tem alguns suspiros culturais como esse. Como nessa semana estava acontecendo a Semana da Cultura na minha faculdade, posso dizer, que minha semana foi fechada com chave de ouro. Pena que, amanhã (hoje) é segunda, e tudo volta ao normal.
Ao som do grande Raul Seixas.
- Escrito pelas 23h09,
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Amanita Muscária Total...
Todos devem conhecer aquela história de julgar o livro pela capa. Quem acompanha o blog desde o início (será que tem alguém?) lembra do dia em que contei que comprei um livro porque achei bonita a capa dele. Essa história é bem parecida.
Estávamos eu e um colega de classe na biblioteca da faculdade tentando garimpar alguma coisa boa, quando ele me chamou para ver o que ele tinha achado.
A capa:
Primeira coisa que a gente viu. Uma gravura, do que parece ser um escritório. Com uma escrivaninha,, uma estante com livros, uma janela com um céu que parece aquele do windows, uma lareira e uma dessas coisas de pendurar roupa. Até ai tudo normal. Se não fosse uma cadeira, com um esqueleto sentado. Ainda acha normal? Pois bem, e se eu te contasse que ao lado deess esqueleto tem um dinossauro (de verdade). Um tricerátops, para ser mais exato. Estranho hein?
A contracapa:
O pior estava por vir. Na contracapa, alguns trechos do livro. Permitam-me transcrevê-los:
"Precisamente entre o primeiro e o segundo andar, senti que ia vomitar um coelhinho."
"... o formicário já estava superpovoado, as formigas pareciam furiosas e trabalhavam até a noite... e ela se encantava de pensar que as formigas iam e vinham sem medo de nenhum tigre".
"As mascúspias rondam a casa, inútil repetir que estão nos currais, que os cadeados resistem".
Bizarro hein?
Decidi pegar ele para ler. O O livro se chama Bestiário, e o Autor chama-se Julio Cortazar. É um livro que contém 8 contos do realismo fantástico desse autor argentino. É tudo meio sem pé nem cabeça, mas é legal. Com a droga certa, deve funcionar. Brincadeira.
Mas o interessante nesse livro é, que pela primeira vez, entrei em contato com uma obra de algum autor da Argentina. Vale a pena ler isso se você não tem nada para fazer de mais importante. Espero conhecer mais sobre a literatura Argentina. E espero também que os outros autores sejam mais coerentes do que esse tal de Julio Cortazar.
Esse livro com certeza influenciaria uma banda psicodélica, carregada de ácido.
Ao som de Belle And Sebastian, Expectations..
- Escrito pelas 18h23,
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Toca Raúúúúl!!!
Hoje não teve filme para mim. Gazeei o filme, para fazer coisas mais interessantes em minha casa, longe de tudo, longe de todos.
A noite da semana da cultura começou péssima. Homenagens aqui, homenagens alí, e muitos ex-professores, ex-funcionários e ex-qualquer coisa velhos, que mal conseguiam andar.
Depois a atração musica ficou por conta do Quarteto Prelúdio, de Caxias do Sul, RS. De quarteto não tinha nada. Uma guitarra, um violão, um violino, e três vocais. Um tenor, e dois normais, sendo um homem e uma mulher. O repertório foi legal. Musicas italianas, peças clássicas, outras regionalistas, Claudio Zoli e etc. Na verdade, só começei a gostar quando o guitarrista tocou Joe Satriani. Ai começei respeitar mais, parando de gritar: "Toca Raul" toda hora. Tocaram Every Breathe You Take, do Police. E depois de outras, fecharam com a italiana Funiculi Funiculá (acho que é isso). Foi tema de uma novela, gravada pela família Lima. Eu acho legal essa musica, pois é bem de bêbado, eu e o Caik sempre cantamos quando passamos da conta no vinho. Poderiam ser melhores, pois os sons de bateria e piano(tbm teclado) foram playback. mas foi agrádavel, belo, e muito legal.
Ao som de The Darkness.
obs- A propósito, gostaria de fazer aqui uma pesquisa de opinião, e para isso gostaria que vocês respondessem nos comentários, ou no email. É sobre os rumos que o Blog deve tomar agora em diante:
-Vocês acham que eu merecia o penoso desafio à minha criatividade e produza textos diários, como foi nessa semana, ou...
- Devo continuar como antes, publicando com intervalos de alguns dias, não judiando tanto da minha fraca produção literária.
Gostaria de saber a opinião de vocês.
- Escrito pelas 00h17,
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Filme da Quinta Feira: Dogville, com Nicole Kidman.
Não tinha assistido, mas ja tinha ouvido falar bastante deste filme. E o interessante pos o comentários que ouvi sobre ele me deram a impressão deste filme ser de extremos, ou você ama, ou odeia ele.
Eu gostei. A proposta dele, quase completamente sem cenário, filmado numa espécie de galpão (ou seria um palco de teatro) foi fantástica. O meu professor de Patrimônio Histórico Cultural vai publicar um trabalho sobre esse filme, e entre outras coisas, explica o porque dessa falta de cenário.
O filme é uma dura crítica à sociedade americana, mas também poderia ser em qualquer outro lugar no mundo, inclusive União da Vitória ( e acredite: tem pessoas aqui na cidade que agem como os personagens do filme). Critíca a hipocrisia, a falsidade, a facil corrosão frente ao poder, o cinismo, e todas as outras qualidades negativas que podem existir em meio ao grupo de seres humanos, seja qual for o número de integrantes.
A gente fica chocado com a história, e nos sentimos até felizes com a trágico fim que o destino reserva à pacata Dogville. Depois, a gente reflete se muitas das nossas ações, e até da nossa conduta, ou mesmo nossa personalidade, está inserida em alguns dos personagens.
Muitos reclamaram por exemplo, da duração interminável do filme. Quase três horas. Pessoalmente, eu não vi esse tempo passar. Achei o filme uma obra de arte, e indico a todos que como eu, adoram qualquer coisa que critique sociedades hipócritas e desprezíveis, como a americana, ou mesmo a uniãovitoriense.
Ao som de (advinhem) Los Hermanos 4. Não consigo parar de ouvir.
Momento flog aqui. Um abraço para minha super ultra hiper ''amiga-quase-irmã'' de sempre, Daniela Fritzen. Uma das melhores amigas que eu ja tive o privilégio na vida de possuir. Ela, que tantas vezes me salvou de suspensões no São José, chegando até a bater boca com professores para me defender. Pois bem, agora, acabo de receber a ótima noticia de que ela é a mais nova caloura de enfermagem da Uinversidade Estadual de Ponta Grossa. Parabéns Dani! Você merece muito isso. Estou muito feliz por você!
- Escrito pelas 23h57,
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Antes do galo cantar, tu me negarás três vezes...
Para quem pegou o bonde andando, eu estou diariamente publicando minhas impressões sobre os filmes que estão sendo exibidos na mostra Cinema & História, promovida pelo diretório acadêmico do meu curso na Fafi. Mas vou ser breve, pois quero falar da noite no Cine Ópera, que foi maravilhosa.
O Filme: A Paixão de Cristo, do Mel ( iupiuipiiii) Gibson.
Estranho, forte e polêmico. Apenas algumas palavras para descrever esse filme. Estranho, pois é todo filmado em Latim e Aramaico. Forte, pois a quantidade de sangue artificial usada é digna de Quentin Tarantino. E polêmico, pois o filme tem um contexo anti-semita, jogando pela primeira vez na história do cinema a culpa da morte de Jesus para os Judeus. Legal, bem feito, e bom, considerando que vem do (iupiuipi) Mel Gibson. O Jim Caviesel, que interpretou o Jesus-carne-moída também trabalhou muito bem.
A noite:
Nessa quarta feira a Semana da Cultura da Fafi finalmente teve uma atração que justificasse o nome do Evento. Depois de uma palestra com o reitor da UEPG sobre reforma universitária, entrou em cena a Orquestra de Harmônicas de Curitiba. Para quem não sabe o que é uma harmônica, elas são as conhecidas gaitas de boca. Eram oito gaitas de boca, um violoncelo, e uma bateria. Os caras fizeram um estrago terrível. Foi emocionante, lindo. A primeira interpretação foi a peça clássica de Ravel, chamada Bolero. Você deve conhecer ela, mas não de nome. Logo depois, interpretaram Bob Marley, em No, Woman No Cry. Ai eles mostraram o tom eclético que seria sua apresentação. Tocaram Chico Buarque (baile dos mascarados), Tom Jobim (Garota de Ipanema). Interpretaram canções paranaenses, gaúchas, e nordestinas, com uma beleza indescritível. Tocaram também o tema do Sitio do Pica-pau Amarelo, do Gilberto Gil, e ficou muito legal. Depois de outras canções, eles encerraram com o clássico brasileiro Tico-tico no fubá, de maneira inusitada: Começou em ritmo de tango, terminando no mais belo e brasileiro chorinho. Uma platéia hoje voltou para casa com belos sorrisos estampados no rosto, depois da obra de arte em forma de musica que nós tivemos o privilégio de presenciar esta noite. Inesquecível.
Ainda ouvindo os Los Hermanos 4, que é maravilhoso.
obs- Quinta feira que vem, show deles em Curitba. Vai ser com certeza um dos dias mais felizes para a nossa turma. A nossa turma de fãs da banda vai estar quase completa: Felipe, Caik e Eu. E o Deodato vai ficar. Tadinho né! Essa mensagem fica para o Deodato: Pode deixar que a gente arruma um autógrafo para você. E no meio do show a gente liga na tua casa, para você ouvir um pouquinho. Hehehehehehehe...
- Escrito pelas 23h59,
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Me lembrou Carlitos....
O Grande Ditador.
Um dos maiores filmes da história, com um dos maiores atores que eu vi. Charles Chaplin. O filme entrou para a história por ser a transição do cinema mudo ao falado na obra de Chaplin. Esta transição já tinha começado no filme Tempos Modernos, mas só no Grande Ditador foi inteiro filmado com falas.
O filme é uma sátira da Alemanha Nazista. Mas não é Alemanha, e sim Tomanha. E o ditador, Hinkel, é um alter-ego de Hitler. Chaplin, mesmo com o áudio, ultiliza-se muita da encenação do cinema mudo. E nos discursos do Hinkel, não tem legenda, pois na verdade ele não fala nada, mostrando como o povo alemão seguiu um cara que não falava nada com nada.
Chaplin tem outro personagem na história. Um atrapalhado barbeiro judeu, que é preso, e levado a um campo de concentração. Depois de uma fuga, ele é confundido com o própio ditador, tomando até o lugar deste. Assim ele se torna o herói da história, com o tão famoso, lindo (e comunista) discurso que ele faz no final. Esse discurso foi uma mensagem que o porópio Chaplin deixou ao mundo, e que se o mundo desse mais atenção, seria melhor.
Maravilhoso.
Aom som do Los Hermanos 4. De novo...
- Escrito pelas 00h02,
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Porcos merecem pérolas?
Minha faculdade está realizando a Semana da Cultura. Paralelamente ao evento, o departamento de História, está realizando a mostra Cinema e História. São exibidos filmes, e depois é feita uma analise e discussões sobre o filme num contexto histórico. É uma coisa bacana que está acontecendo, mas que ninguém dá bola. Ninguém quer cultura, mesmo sendo esse evento de graça.
O filme de hoje foi Mera Coincidência. Com os grandes atores Robert DeNiro e Dustin Hoffmann. Uma comédia muito boa, que começa com a seguinte reflexão. Porque o cachorro balança o rabo, e não o rabo balança o cachorro? Porque o cachorro é mais esperto que seu rabo. O filme trata da influência da mídia na opinião publica, como estamos percebendo no nosso cenário atual. A história é o seguinte:
Faltando 12 dias para as eleições do Estados Unidos, o presidente (candidato à reeleição) é acusado de molestar sexualmente uma bandeirante (espécie de escoteira, aquelas que vendem biscoitos). Seu favoritismo é totalmente abalado, e seus assessores tem que dar um jeito de reverter a opinião publica negativa do presidente. Para isso, contratam um produtor de cinema, que cria uma guerra que não existe, com heróis, gerando uma comoção nacional que se reverte positivamente para o presidente. Mas tudo não passa de armação. Mas a mídia põe no ar, e o povo acredita. O filme mostra como os veículos de comunicação não se preocupam em analisar as noticias na guerra de audiência entre as redes, e de como o povo é facilmente manipulado pela mídia. É engraçado, mas faz a gente pensar.
Semana da Cultura da Fafi.
Á noite, teve a abertura da semana da cultura. Como toda a abertura, teve toda aquela chatice de discursos, de composição da mesa de autoridades (com um turco vaiado por meia dúzia de pessoas, incluindo eu), e exibição de um documentário sobre os 45 anos da faculdade. Teve o coral da FACE, mostrando o novo hino da faculdade e cantando hino nacional, que foi outra chatice. Depois, a apresentação do coral universitário da FAFI. Esse sim muito bom. Cantando Paralamas, Tim Maia e Milton Nascimento, eles mostram que coral pode ser uma coisa bacana, nada brega e nada velho. A apresentação deles é diferente do convencional de corais; eles fazem coreografias legais, cantando andando pelo palco, cada um em uma direção diferente, e inovando no modo de um coral se apresentar.
Depois, veio uma palestra de motivação pessoal acadêmica com um cara chamado Carlos Hilsdorf. Foi bem legal. Começou ao estilo Roberto Carlos, cantando. Muito engraçado. Em meio à piadas e mágicas (ele também fazia mágicas) ele nos dava conselhos sobre a vida acadêmica. Mostrou como essas palestras podem ser divertidas.
Me estendi demais né! Foi mal. Amanhã eu falo do filme desta terça, O Grande Ditador, do Charles Chaplin. Até breve!
Ao som do incrível, maravilhoso (e futuro tema de texto aqui): Los Hermanos, 4.
- Escrito pelas 00h13,
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Mandei plantar, "folhas de sonho" no jardim do solar....

Talvez nem todos, mas um grande número de pessoas, que como eu vêem a música como necessidade básica, já ouviram aquela história da evolução musical, e geralmente se fala que grande parte das pessoas começam a ouvir rock com o Guns’n Roses.Nesse contexto, também podemos analisar e perceber que geralmente as pessoas depreciam o rock nacional em favor do estrangeiro. Tudo bem, até certo ponto posso concordar. Mas acho que esse pessoal que pensa que tem a enciclopédia do rock na cabeça deveria pesquisar mais. Tem muita coisa maravilhosa que esse pessoal não conhece, como a banda de hoje: os Mutantes.
Os Mutantes foram sem dúvida a melhor banda brasileira de todos os tempos. Raul Seixas não conta porque é só ele. Para quem não sabe, esse tal de Mutantes foi a banda da Rita Lee. E para quem não sabe quem é a Rita Lee...o melhor que vocês fazem é ouvir funk (o carioca).
Os Mutantes apareceram pela primeira vez nos famosos festivais da canção da Tv Record. Ganharam junto com o Gilberto Gil com a música "Domingo no Parque". Depois disso, foram chamados por uma gravadora para gravar seu primeiro disco. Acabaram inseridos no movimento tropicalista, junto com Caetano e Gil.
Os Mutantes foram uma banda totalmente a frente do seu tempo. Psicodélicos, originais, inovadores e debochados. Sérgio Dias tocou guitarra como nem a maiorias dos gringos pensavam em tocar. A banda misturava seu rock com baião e sertanejo. Rita Lee, a rainha do rock brasileiro brilhava nos vocais. Arnaldo Baptista, o Syd Barret brasileiro, era genial. Em fim, eles foram o que de melhor tivemos (repito: não estou considerando o Grande Raúl) e foram também a nossa maior contribuição para o rock mundial.
Uma história interessante: A família de um americano chamado Bill Bartell, na época com seis anos, recebeu uma jovem brasileira na sua casa em um programa de intercâmbio. Essa garotinha, ao ir embora, deixou o LP Mutantes (1969). "O presente" tornou-se o disco preferido de Bill. Quando cresceu, abriu uma loja de discos, e passou a divulgar a banda brasileira para seus clientes. Sabem quem era um dos clientes que mais gostaram da banda? Ninguém menos que Kurt Cobain,líder do Nirvana. Este, quando veio ao Brasil, tentou conhecer Arnaldo Baptista, mas não conseguiu, Mas deixou um bilhete escrito para ele,onde dizia: " Cuidado com o sistema, eles te engolem e te cospem". Arnaldo respondeu: " Eu já fui engolido, cuspido e estou começando tudo de novo.
Beck (não o Jeff) batizou um de seus discos com o titulo " Mutations".A primeira faixa é "Tropicália" . A banda Wondermints, que apóia o musico Brian Wilson (Beach Boys) gravou um disco que tinha uma musica chamada "Arnaldo Said". Jack White, do White Stripes, quando perguntado pelo jornal da Globo sobre o que ele conhecia do Brasil, respondeu sem demora: "Mutantes! Eu respeito os Mutantes!" E existem outras inúmeras provas do sucesso do grupo lá fora.
Acabei me estendendo demais. Mas então. A série Millenium lançou uma coletânea muito boa da banda. Agora ela foi lançada em nova edição, mas em lojas como a Americanas, você pode encontrar a edição antiga por 6 reais. E vale mais de 50, com certeza. Lá tem os maiores clássicos: Ando meio desligado (sim, aquela que o Pato Fu regravou), Panis Et Circencis, Dois mil e um, Bat Macumba, El Justiciero, Jardim Elétrico, e muito mais. São 20 musicas incríveis. Essencial.
Ao som de Mutantes.
- Escrito pelas 01h23,
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Alguem sabe me dizer o que está acontecendo com o meu Orkut?
É mais ou menos assim. Eu tento entrar, e apareçe uma mensagem pedindo para mim reabilitar as configurações dos cookies no navegador. Eu fui lá e abaixei todos os niveis de segurança do navegador e mesmo assim continua a mesma mensagem. E assim fico eu sem Orkut. Alguem tem alguma sugestão?
- Escrito pelas 23h42,
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Crisis?... What Crisis?
Crise ou bloqueio criativo, me desculpem. Para compensar quero colocar uma musica traduzida muito boa. Trata-se do classico do The Strokes, Last Nite:
Ontem à noite ela me disse
Oh,baby,eu me sinto deprimida
Quando você me ignora
Quando eu me sinto deixada de lado
Então eu, eu virava-me
Oh,o baby, não se preocupe mais
Eu sei disso com certeza
Estou saindo por aquela porta
Bem, Agora eu fui na cidade por apenas quinze
minutos
E baby, me senti deprimida
E eu não sei por que
Eu tenho caminhado milhas
E as pessoas não entendem
Suas namoradas não podem entender
Seus neto não entenderão
Sobre isto, eu ainda não vou entender
Ontem à noite ela me disse
Oh,baby,eu me sinto deprimida
Quando você me ignora
Quando eu me sinto deixada de lado
Então eu, eu virava-me
Oh baby, vai ficar tudo bem
Era uma grande, grande mentira
Por isto eu parti naquela noite
Sim
Oh as pessoas não entendem
Nenhuma namorada entende
Em astronaves não entenderão
E eu, eu ainda não vou entender
Ontem à noite ela me disse
Oh baby eu me sinto deprimida
Quando você me ignora
Quando eu me sinto deixada de lado
Então eu, eu virava-me
Oh garotinha eu não me preocupo mais
Eu sei que é isto com certeza
Estou saindo por aquela porta, yeah
Obrigado.

- Escrito pelas 21h26,
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Minha vida pode ser representada por uma ponte, muito movimentada, na qual eu estou sendo atropelado a todo momento...
Nesse exato momento estou de pé, no para-peito, e posso descer e voltar à vida, e seus atropelamentos, ou pular, para cair num vazio que pode ser bom ou ruim. Ouço vozes dizendo para pular, e mais vozes dizendo para mim ficar...O que será que eu farei?
Ao som dos Mutantes, Balada Do Louco
- Escrito pelas 23h46,
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Aiaiaia, minha linda e amada madrugada! Porque me abandonaste?
Velha amiga desde os tempos de criança, sempre divertida, sempre boa, a melhor hora do dia para tudo!
Agora você tonou-se uma completa estranha para mim? Quando você aparece em meu dia começa logo me tirando o sono, e depois passa a me torturar com pensamentos terriveis! Passo mal agora as horas que em outro tempo foram tão agradáveis?
Me abandonaste no momento que eu precisava de você? Minha vida estáum inferno e quando preciso de você, você simplesmente me deixa?
Tudo que eu queria era dois ouvidos dispostos a me ouvir, me ajudar e não me julgar...
Será que só a madrugada ficou estranha para mim?
Ao som de Smashing Pumpkins, Mellon Collie and the Infinite Sadness
- Escrito pelas 23h43,
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Eu ODEIO a FAFI
Eu ODEIO materias de licenciatura
Eu ODEIO fazer historia na merda da FAFI
Foi a volta às aulas mais frustrante da minha vida....
- Escrito pelas 23h33,
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Que frustração é essa?
Tentei escrever a noite inteira, mas nada sai. Estou com um terrível bloqueio mental. Não consigo tirar minha cabeça de Curitiba. Mas dessa vez não é show, filme, faculdade nem qualidade de vida que está na cabeça, mas meu bom e velho pai. Hoje (já passou da meia noite), perto das 10 da manhã, ele vai submeter-se a uma cirurgia do coração. Serão cinco pontes de safena no coração.
Quase todo mundo nessa hora me vem com aquele papo de que é uma cirurgia corriqueira nos tempos de hoje, que um monte de gente faz, que os médicos estão já acostumados a essa cirurgia, que a Santa Casa é um bom hospital e etc. Mas falam isso porque não os pais delas que vão ser operados.
Todos nós temos aquela visão do pai super-herói na infância. Pelo menos para os homens, a figura do pai representa força, sei lá, alguma coisa que faz a gente pensar que eles são de alguma forma eternos. De repente, você chega em casa um dia e vê seu pai reclamando de dores no peito. Depois de muito choro e suplica, você convence a ele ir para o hospital e descobre que ele estava enfartando. É horrível isso.
Eu sei que é a ordem natural da vida, um dia, nós vamos perder nossos pais. Mas eu nunca consegui assimilar em minha cabeça tudo isso. Já passei noites em claro, chorando, só pelo simples fato de imaginar o que seria da minha vida sem meu pai e minha mãe.
Agora estou aqui, com as mãos atadas, sem poder fazer nada. É só esperar acontecer. Que sensação horrível é essa? Porque não consigo ser otimista nessas horas difíceis? Essa é uma das minhas piores fraquezas. O sentimento negativo de que tudo vai dar errado.
O jeito é rezar. Entregar nas mãos de Deus e que ele faça com que tudo dê certo. E vai.
Ao som de Legião Urbana, Pais e Filhos.
- Escrito pelas 23h29,
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Apesar de você, amanhã há de ser, outro dia...

Ah! O domingo!
Um dia horrível. Pelo menos para as pessoas que precisam mais que um Suku’s para se divertir. Outras opções são assistir futebol na tv, Faustão e Gugu. A tv é muito idiota o domingo. As pessoas são mais idiotas no domingo. Como é bom quanto a gente ta de ressaca, e dorme o domingo inteiro.
Hoje em dia, temos o Pânico na TV, que foi a primeira tábua da salvação da programação televisiva dominical. Mas eu não vou falar sobre ele (como eu tive vontade de fazer alguns meses atrás) porque agora ele ta na moda. Aonde eu vou tem algum bobo dando um tapa na cabeça de outra pessoa e dizendo “Pedala!!!”.
Mas há quatro semanas atrás, nós, amantes da musica, e em especial os amantes da boa música brasileira, fomos brindados com uma série em 3 capítulos, mais uma reprise escolhida pelo público, sobre um dos mestres da musica brasileira: Chico Buarque.
Os três capítulos mostram, com depoimentos do próprio Chico, momentos da vida dele, como o exílio na Itália, a anistia. Mostra as principais parcerias na sua carreira, as suas inspirações para algumas musicas e o seu problema com a ditadura. Alias, isso seria muito bom para ser mostrado para essa galerinha que se acha revoltada com o sistema. Chico Buarque teve atitude mais punk do que as próprias bandas punk, em toda a sua batalha com a ditadura do Brasil.
A produção dessa série foi uma maravilhosa iniciativa da Band e da DirecTv, e merece os nossos aplausos. A nossa geração não é obrigada a gostar, mas devemos conhecer e reconhecer a importância do Chico Buarque para a musica brasileira. Pena que eu não falei desses programas antes, porque assim vocês poderiam ter assistido. Agora vai sair em dvd. Quem sabe um dia a Band não passa de novo? Não sei. Aposto que a audiência foi fraca. O povo deve ter preferido assistir ao Faustão, ao Gugu, ou ouvir algum sertanejo, ou axé, ou pagode. E baixando mais o nível, indo no Suku’s.
Ao som de Deep Purple, I Got Your Number
Obs- O Brasil não dá ao Chico Buarque a importância que ele merece. Nem ele nem os grandes nomes da MPB. Lá na Europa, o Chico é respeitado. Aqui fica uma reflexão:
Será que falta de cultura não é um indicio de subdesenvolvimento? Alguém pensou em União da Vitória?
- Escrito pelas 23h24,
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- Ver os textos que já foram pros arquivos.